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CAMPO GRANDE

Promotor pede ajuda ao TRE para encontrar Juliana Zorzo, acusada de fraude em licitação

Quando era diretora da Fundação de Cultura, Zorzo teria comandado licitação com cartas marcadas
01/10/2020 08:15 - Eduardo Miranda


Com a confirmação da ex-vereadora e ex-presidente da Fundação de Cultura de Campo Grande (Fundac) Juliana Zorzo na chapa do candidato a prefeito de Campo Grande Márcio Fernandes (MDB), o Ministério Público de Mato Grosso do Sul espera, enfim, conseguir encontrá-la para responder à denúncia ajuizada em novembro do ano passado.  

A candidata a vice-prefeita é acusada de fraude em licitação no período em que presidia a Fundac, em 2014, na gestão Gilmar Olarte. Se condenada no fim do processo, pode ser submetida a uma pena de até 4 anos de prisão.

Na segunda-feira (28), na esperança de encontrar Juliana Zorzo após várias tentativas frustradas dos oficiais de Justiça, o promotor de Justiça do Patrimônio Público em Campo Grande, Humberto Lapa Ferri, pediu ao juiz da 4ª Vara Criminal para encaminhar ofício ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS), solicitando o endereço da candidata a vice-prefeita.  

Além dos mandados de citação convencionais, a Justiça chegou a expedir dois mandados de citação por edital, mas, ainda assim, a candidata a vice-prefeita na chapa do MDB não respondeu.  

No mesmo dia em que o promotor de Justiça pedia para o juiz criminal solicitar ajuda ao TRE para citá-la no processo, Juliana Zorzo criticava em suas redes sociais a suposta demora da prefeitura para implantar programa de castração de cães e gatos. Alguns dias antes, participou de uma reunião de campanha no Bairro Colibri.  

 

CARTAS MARCADAS

Em 2014, quando tinha mandato de vereadora e foi nomeada pelo então prefeito Gilmar Olarte para assumir a Fundação de Cultura de Campo Grande, Juliana Zorzo, de acordo com o Ministério Público Estadual, fraudou a licitação para contratar uma empresa de serviços gráficos.

Conforme denúncia ajuizada pelo promotor Humberto Lapa Ferri em novembro de 2019, Juliana trouxe da Câmara Municipal de Campo Grande a mesma empresa gráfica que atendia seu gabinete: a Fino Traço Comunicação Visual. Para isso, ela, servidores da Fundac e mais duas empresas participaram do esquema, para simular a concorrência e “esquentar” serviços que ela já havia solicitado da empresa – sem procedimento licitatório algum.

“Ao assumir o cargo de diretora-presidente da Fundac, Juliana Zorzo, de forma dolosa, contratou verbalmente a empresa Fino Traço para prestar serviços à Fundac, sem qualquer procedimento licitatório ou formalização dos serviços prestados”, afirmou o promotor Huberto Lapa Ferri na denúncia.  

“Visando dar ‘ares de legalidade’ aos indevidos serviços prestados pela empresa Fino Traço, a denunciada Juliana Zorzo, juntamente com os demais denunciados (servidores e proprietários das empresas requeridas), forjou uma licitação, na modalidade convite, que tinha por objeto a contratação de uma empresa para prestação de serviços gráficos à Fundac, contando com a conivência das empresas Fino Traço, RR Nogueira e Grafsecreen”, complementou o promotor.

Conforme a denúncia, a Prefeitura de Campo Grande ordenou o pagamento de R$ 128,5 mil (R$ 49.250,00 e R$ 79.250,00) à Fino Traço.  

Além de Juliana, o promotor de Justiça denunciou Clarindo Cleber Gimenes, ex-diretor da Fundac, e os outros ex-diretores da mesma fundação: Raquel Marin Lugo Magdalena e Dyego Cavalari Ferreira Brandão. Também foram denunciados o ex-assistente administrativo da Fundac Gustavo Henrique Alves Lima, Fábio de Almeida Serra Souto, Ruth Barros dos Santos e Mario Justiniano de Souza Filho, servidores que na época estavam na Comissão Permanente de Licitação, além de Laís Ferreira Paulino Borges, Luiz Antônio Mossini, Douglas Kostsantinos Gutterres Liokalos, todos ligados à Fino Traço; Renato Aparecido da Silva, da empresa RR Nogueira; e Joel Lopes dos Reis Junior, da Grafscreen.

 
 
 

Felpuda


Racha em entidade religiosa teve péssimas consequências eleitorais na disputa por vagas na Câmara Municipal de Campo Grande.

O quiproquó, também, digamos, com nuance familiar, provocou estragos da-que-les.

Aí, como consequências, fez com que quem está não conseguisse votos suficientes para permanecer em 2021-2024 e quem estava fora tentando retornar ficasse à beira do caminho. 

Como se vê...