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ELEIÇÕES MUNICIPAIS

Protagonista no passado, PT tenta se reerguer para deixar de ser coadjuvante

Partido que já governou o Estado e já teve prefeituras importantes tenta se reerguer nas eleições
19/09/2020 07:30 - Flávio Veras


O Partido do Trabalhadores (PT), que não comanda nenhuma prefeitura em Mato Grosso do Sul, tentará se reerguer nestas eleições. 

A legenda já governou o Estado com José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, entre os anos 1999 e 2005, e já esteve à frente de prefeituras de cidades importantes como Dourados e Corumbá.  

Outra expectativa da legenda, segundo os petistas, é eleger o maior número de candidatos a prefeito e vereadores, além de disputar um possível segundo turno em Campo Grande

Segundo informações da assessoria de imprensa do partido, nessas eleições o PT lançará 600 candidatos a vereador. Na atual legislatura, são 31 vereadores espelhados nas 79 Câmaras Municipais no Estado. Já para concorrer às prefeituras, serão 15 candidatos.  

Segundo o presidente do partido, Vladimir Ferreira, a legenda tem a expectativa de eleger o maior número de vereadores e chegar à prefeitura em todas as cidades em que lançou candidatos. Uma delas é a Capital, que terá o deputado estadual Pedro Kemp disputando o Executivo da maior cidade de Mato Grosso do Sul. 

Sua vice será a ex-secretária de Assistência Social na gestão Zeca do PT, Eloisa Castro.

Esse sonho de comandar a Capital é um desejo que remonta a 1992, quando o bancário aposentado e um dos fundadores da legenda, Zeca do PT, tentou se eleger pela primeira vez, mas foi derrotado.

 
 

PERDA DO PCdoB

Chegar até a Prefeitura de Campo Grande não será nada fácil. Um golpe sofrido pelos petistas nesse pleito foi a perda do apoio do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), aliado histórico. 

O presidente estadual da sigla, Vladimir Ferreira, afirmou que não comentaria sobre a situação, mas deixou escapar que lamenta a falta de unidade da esquerda brasileira.

O PCdoB anunciou nesta semana apoio à reeleição do atual prefeito, Marcos Trad (PSD). 

Além do partido comunista, a coligação também é composta pelas siglas PSDB, PTB, Democratas, PSB e Republicanos.

Na alegação, Mário Fonseca – que concorreria pela legenda à prefeitura da Capital – afirmou que a decisão da maioria foi pelo apoio à atual gestão. 

“Eu milito no partido há 30 anos e, por esse motivo, eu acatei a decisão. Nossa intenção em apoiar Trad foi por entendermos que ele é um candidato do centro democrático, que pode combater o avanço do conservadorismo na nossa cidade”, explicou.

Já Ferreira afirmou que o lançamento de uma chapa pura nas eleições de Campo Grande pode reforçar ainda mais a identidade do partido na Capital, bem como no Estado. 

“Estamos em processo de reorganização, e o resultado das eleições exemplificará isso. Trabalhamos com a expectativa de elegermos o máximo possível de prefeitos e vereadores, além de disputar o segundo turno em Campo Grande”, projetou.  

Histórico

O PT, que já governou o estado de 1999 a 2005, foi perdendo espaço nos último anos no cenário político estadual. Nas últimas eleições da Capital, o partido não conseguiu chegar nem ao menos a uma disputa de segundo turno. 

Em 2012, quando Alcides Bernal (Progressistas) foi eleito, o candidato do pleito na época pela legenda foi Vander Loubet, que ficou com a 4ª colocação, recebendo 21.377 votos.  

Em 2016, na campanha que deu a vitória a Marcos Trad, o golpe foi ainda maior, pois o candidato da legenda na época, Alex do PT, obteve apenas 8.482 votos, ficando na sexta posição. Essa queda política pode ser explicada em razão dos escândalos de corrupção em que o partido foi acusado nos últimos anos, como o mensalão e o petrolão.  

A Operação Lava Jato, protagonizada pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro, também foi fundamental para essa queda. 

O maior nome do partido e da esquerda nacional, o ex-presidente Lula, foi preso pela operação, ficando 580 dias na prisão, de abril de 2018 a novembro de 2019.

 

Felpuda


Questão de família acabou descambando para o lado da política, e a confusão já é do conhecimento público. 

A queda de braço tem como foco a troca de apoio político que, de um, foi para outro. Sem contar as ameaças de denúncia da figura central do imbróglio. 

A continuar assim, há quem diga que nenhum dos dois candidatos a vereador envolvidos na história conseguirá ser eleito. Barraco é pouco!