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NOVA CLOROQUINA

Bolsonaro elege proxalutamida, que também não tem eficácia comprovada, como 'nova cloroquina'

O presidente citou o medicamento ao sair de um hospital em São Paulo, após receber alta neste domingo
18/07/2021 22:00 - FOLHAPRESS


Há uma nova aspirante a cloroquina no radar de Jair Bolsonaro. A queridinha da vez é a proxalutamida, um fármaco fabricado na China inicialmente testado para cânceres como mama e próstata, e agora para a Covid-19.

O presidente citou o medicamento ao sair de um hospital em São Paulo, após receber alta neste domingo (18). Ele estava internado há cinco dias e se recupera de uma obstrução intestinal.

"A gente vê o mundo aí, alguns países investindo em remédios para curar a Covid, e aqui se você fala em cura de Covid passa a ser criminoso, Valdemiro. Passa a ser criminoso. Você não pode falar em cloroquina, ivermectina", disse ao lado do apóstolo Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, que o visitou.

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Eis a deixa para introduzir sua nova aposta no combate ao coronavírus. "Tem uma coisa que eu acompanho há algum tempo, e nós temos que estudar aqui no Brasil. 

Chama-se proxalutamida. Já tem uns três meses que isso aí... Não tá no mercado, é uma droga ainda em estudo, sendo estudada."

Está certo num ponto: de fato, ela vem sendo avaliada como possível droga contra a Covid-19. O próprio presidente, porém, reconhece que "isso existe no Brasil de forma não ainda comprovada cientificamente".

Sua aplicação contra a Covid-19 carece de aval de agências regulatórias como Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e a FDA (o equivalente nos EUA).

Segundo Bolsonaro, o remédio tem "curado gente". Grupos bolsonaristas passaram, nos últimos meses, a vê-lo como milagroso. A comunidade científica pede calma.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do presidente, já havia demonstrado entusiasmo com a nova droga e propagado seus resultados pelas redes sociais.