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DANÇA DAS CADEIRAS

PSD intensifica reuniões para impedir debandada

Senador Nelson Trad alerta para período da janela partidária
28/02/2020 14:50 - Izabela Jornada


Temendo que aconteça a debandada no período de abertura da janela partidária, o PSD vem se reunindo constantemente para reforçar as lideranças do partido. “Queremos evitar ao máximo a dança das cadeiras”, afirmou o presidente estadual da sigla, senador Nelson Trad Filho, durante reunião que ocorreu nesta sexta-feira (28), na sede do partido.

O objetivo da agremiação é de lançar, no mínimo, 30 candidatos a prefeito em Mato Grosso do Sul. Atualmente o partido tem apenas o prefeito de Campo Grande, Marcos Trad como líder de Executivo representando a sigla à nível estadual e nacional.

Devido a essa representatividade, o presidente da Executiva nacional Gilberto Kassab autorizou o prefeito da Capital a ficar responsável pela organização do pleito em outubro de 2020. Marcos Trad ainda não manifestou seus planos para a próxima eleição.

De acordo com o senador Nelson Trad, uma das direções do partido era a necessidade de priorizar candidaturas de mulheres. Isso porque a nova regra eleitoral estabelece que as agremiações tenham 30 mulheres candidatas. “Mas estamos pensando em ter umas 40”, adiantou o senador. Porém, na reunião desta sexta apenas uma integrante da executiva estava presente, Neiba Otta.

De acordo com o senador, a estratégia do partido é de fazer com que vereadores de outras siglas migrem para o PSD. “Queremos ampliar as representações nas câmaras municipais e não perder nenhum integrante”, disse o senador.

Nelson Trad também alertou sobre a nova regra eleitoral em que não será possível fazer aliança nas proporcionais. “Partidos médios e grandes podem sucumbir e nossa meta é de fazer 38 candidatos a vereadores”.

O senador foi indagado sobre os nomes dos candidatos a prefeito das maiores cidades do Estado como Dourados e Três Lagoas, mas Nelson Trad disse que os nomes devem ser revelados só em agosto, durante as convenções.

O senador lembrou também que está articulando alianças com outros partidos, entre eles o DEM, PSDB e o MDB.

MUDANÇA DE PARTIDO

A chamada janela eleitoral, período em que vereadores podem mudar de partido para concorrer à eleição (majoritária ou proporcional) de outubro sem incorrer em infidelidade partidária, ficou fixada de 5 de março a 3 de abril.

E de acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), também em abril, no dia 4 – seis meses antes do pleito – esgota-se o prazo para que novas legendas sejam registradas na Justiça Eleitoral a tempo de lançarem candidatos próprios às eleições. Além disso, até o dia 4 de abril, aqueles que desejam concorrer na eleição devem ter domicílio eleitoral na circunscrição na qual desejam concorrer e estar com a filiação aprovada pelo partido. Por fim, essa data também marca o fim do prazo para que detentores de mandatos no Poder Executivo renunciem aos seus cargos para se lançarem candidatos.

 
 

Felpuda


Nos bastidores, há quem garanta que a única salvação, de quem está com a corda no pescoço, é ele aceitar ser candidato a vice-prefeito em chapa de novato no partido. Vale dizer que isso nunca teria passado por sua cabeça, uma vez que foi eleito com, digamos, “caminhão de votos”. Se aceitar a imposição, pisaria na tábua de salvação; se recusar, poderá perder o mandato. Ah, o poder!