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TUCANOS

Vice nas principais cidades do Estado, PSDB aposta em colégios de médio porte

Partido com maior número de prefeitos em MS não deve emplacar candidatos na Capital e em Dourados
10/09/2020 11:00 - Nyelder Rodrigues


O ano de 2020 para o PSDB é de construção nas urnas dos próximos passos do partido. 

Já é quase certo que neste ano a sigla não terá candidatura própria para as prefeituras de Campo Grande e Dourados, as duas principais cidades e colégios eleitorais de Mato Grosso do Sul, tudo dentro de uma estratégia visando 2022 e até 2026.

A matemática é simples: abrir as portas a importantes aliados agora para, no futuro, ter todos eles nas disputas eleitorais, seja pelo governo do Estado, seja por outros pleitos maiores.  

Mesmo com divisões naturais da política, o partido conta com uma ala dominante – encabeçada pelo governador Reinaldo Azambuja –, que mantém a estabilidade interna.

Boa parte desses aliados já foi muito útil no passado, inclusive contribuindo de forma decisiva na apertada vitória sobre o juiz aposentado Odilon de Oliveira (ex-PDT) na eleição para governador em 2018 e mesmo em outros projetos nesses seis anos de gestão.

Assim, a abertura de espaço em 2020 para outros partidos em chapas, que muitos acreditam que o PSDB deveria encabeçar, além de ser encarado como uma “recompensa”, serve para estimular que tais parcerias devem continuar por mais tempo.

Lideranças políticas consultadas pela reportagem, mas que preferiram não ter seus nomes citados, por serem de outros partidos, frisaram vários episódios que apontam para a conclusão feita acima. 

Um exemplo é o apoio da família Trad, em especial do prefeito Marcos Trad, com o seu partido (PSD), na eleição de Reinaldo em 2018.

Na época, o apoio do prefeito, que tem forte inserção eleitoral na Capital e foi um dos deputados estaduais mais votados na história do Estado, graças aos votos do colégio campo-grandense, foi aclamado por muitos como essencial para o triunfo tucano.

Desde então, em várias oportunidades, uma recíproca para tal apoio foi publicamente cobrada pelos pessedistas, quando a imprensa abordava assuntos como a indicação do vice de Marcos Trad para a reeleição. 

Tais questionamentos aconteceram, principalmente, por movimentações de bastidores que tentaram fazer o partido lançar candidatura própria.

Com a deputada federal Rose Modesto e até o deputado federal Beto Pereira sendo ventilados para o posto de prefeito, não foi raro ver o tucanato e até o governador Reinaldo sendo “relembrados” por nomes como o do ex-líder do prefeito na Câmara Municipal, Chiquinho Telles, e até pelo secretário municipal de governo, Antônio Lacerda.