Política

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Recordando XXXVII

Recordando XXXVII

Redação

27/04/2010 - 19h15
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Há coisas que a gente só vai constatar com o passar dos tempos, eu sempre tive pra mim, que apenas eu e mais uma meia dúzia de amigos, tinha o Auro como pessoa especial. Refiro-me a Auro Corrêa da Costa, fraterno e inesquecível amigo, pois a cada momento que lembro dele, as pessoas em volta não me deixam terminar a frase, sempre exaltando duas excelsas qualidades, me viro um tanto surpreso para quem fala e ouço o que diz, sempre uma repetição de elogios. Não sabia, mas ouço com indizível prazer, os mais variados comentários carregados de elogios ao querido amigo. Por que a surpresa? Eu sempre tive pra mim, que o queria tanto, que ele não fosse assim tão amado por todos quantos com ele conviveram. Pois dia desses, em nossa marcha matinal pelo Belmar Fidalgo, numa roda eclética, contando uma de suas histórias, detonei, sem querer, uma explosão de elogios partindo de todos que lá estavam. Eu sabia que Auro era estimado, mas não nesse patamar tão alto. E olhe que Auro poderia ter arestas e razões para algumas críticas, mas tirava isso tudo "de letra", como ele costumava dizer. Sabe por quê? Por ser sobrinho do doutor Fernando Corrêa da Costa (cito o fato apenas porque sendo ele chefe da UDN, certamente os pessedistas lhe fechariam as portas). Besteira, aí é que as portas se lhe abriam prazerosamente, o que evidenciava que sua grandeza vencia até mesmo essas bobagens que contaminavam, ou tentavam contaminar, um bom relacionamento social. É claro que isso exigia muita habilidade, coisa que sobrava no Auro. Essa habilidade ele demonstrava no trato diário com a gente, e lhes conto como. Eu passava um momento difícil em minha loja de negócios e pouco lhe visitava, mas ele ia quase diariamente me ver em meu escritório, não sem antes "eu venho te ver, seu FDP, porque gosta muito de você, e amizade é como uma fogueira, se você não atiçar o fogo de vez em quando, o fogo apaga" e lá se vai a amizade". Ele era assim, até xigando com ácidas palavras, se fazia admirar, pois sempre depois do palavrão vinha um aceno fraterno da verdadeira amizade, cujo fogo sempre bem soprado, não apaga nunca, ele, simplesmente não deixava apagar.

Auro era homem de rara cultura, centrada especialmente em conhecimentos gerais, talvez ele devesse isso à sua profissão de piloto naval, pois assim conhecia o mundo todo, tendo talvez aí, haurido tanto conhecimento. Não havia país que ele não conhecesse e, sábio, vivia nesses lugares onde se fazia amigo, tamanha sua habilidade de relacionamento. Na França, aprimorou seus conhecimentos de bom enólogo que era, na Alemanha escolhia com desusado carinho as bebidas lá produzidas, especialmente seu famoso cognac, e assim ia acumulando seus conhecimentos. Jamais esnobava isso, simplesmente conhecia e pronto. No Rotary Clube aumentou seu já grande círculo de amizades e foi presidente e depois governador Distrital, onde mais uma vez mostrou grande habilidade na missão a tão poucos confiada, por força de seu cargo, tinha que percorrer inúmeras cidades do oeste de São Paulo e de todo o antigo Mato Grosso, aumentando consideravelmente seu número de amigos e admiradores. Teve destacada atuação no cargo deixando um serviço digno de ser admirado e continuado pelos sucessores.

Auro foi convocado mais uma vez para prestar serviço público, desta vez como presidente da Bacias do Prata, alto cargo que exigia muita dedicação e conhecimento que ele tinha de navegação, por força disso, foi morar em Corumbá onde deixou aquela marca que tanto o definia, a de fazer amigos e ser admirado. Sua administração mais uma vez veio mostrar sua imensa capacidade. Depois de alguns anos, cumprida sua última missão pública, voltou a morar em Campo Grande, onde viveu cercado de carinho.

Um dia de sábado, regressando da fazenda à tardinha, encontrei uma filha que me aguardava na porta de entrada, pois tanto ela como os demais filhos sabiam o quanto Auro significava para mim.

"Papai, tenho uma notícia muito desagradável para lhe dar: seu amigo Auro morreu". Fora vítima de um desastre no Rio, onde estava a passeio. Imediatamente telefonei para Phaena, querida amiga e agora viúva dele. Contou-me alguns detalhes e posteriormente fui visitá-la com minha mulher. A lacuna deixada por ele permanece até hoje, quando até de suas broncas a gente sente falta. Grande piloto naval que foi, tenho certeza que, dono de imensa fé, também navega habilmente do outro lado...

em brasília

Governador Eduardo Riedel assume presidência do Consórcio Brasil Central

Riedel foi eleito por unanimidade e vai comendar a assembleia de governadores até o fim do ano

21/01/2026 12h00

Riedel assumiu presidência do Consórcio Brasil Central, em Brasília

Riedel assumiu presidência do Consórcio Brasil Central, em Brasília Foto: Reprodução

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O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), tomou posse como presidente do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central nesta quarta-feira (20). Riedel foi eleito no dia 10 de novembro de 2025, por unânimidade, e a posse oficial ocorreu hoje, em Brasília.

"Assumo a presidência do Consórcio Brasil Central com o compromisso de manter o diálogo e a cooperação, dando continuidade as ações que fortalecem a gestão pública entre os estados", disse Riedel, em publicação no Instagram.

Ele assumiu o cargo deixado pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que presidiu o Consórcio por dois anos. 

"Entrego o meu mandato de dois anos para o meu colega Eduardo Riedel, que vai assumir e dando continuidade para integrar todos os nossos estados do Centro-Oeste e parte do Norte do Brasil. [...] Passar a presidência a este colega que tem uma experiência muito grande e vai tocar o Consórcio com a competência e o dinamismo que ele toca Mato Grosso do Sul", disse Caiado.

Conforme Riedel, a primeira assembleia com a nova presidência marcou a coordenação entre os governos, "formalizando prioridades e decisões estratégicas que darão suporte às iniciativas ao longo do ano".

Além de Mato Grosso do Sul, integram Consórcio Brasil Central a Assembleia de Governadores:

  • Goiás – Governador: Ronaldo Caiado
  • Distrito Federal – Governador: Ibaneis Rocha
  • Maranhão – Governador: Carlos Brandão
  • Mato Grosso – Governador: Mauro Mendes
  • Rondônia – Governador: Marcos Rocha
  • Tocantins – Governador: Wanderlei Barbosa

Criado em 2015 o bloco tem como objetivo impulsionar o desenvolvimento econômico e social das regiões. Juntos, os estados que compõem o grupo representam 29% do território nacional, com 26,2 milhões de habitantes e 49% das exportações brasileiras. 

Eleição

Em novembro de 2025, foi realizada a eleição entre os governadores que participam do Consórcio, devido a ser o último ano do mandado do governador Reinaldo Caiado, que terminou no dia 31 de dezembro.

Em reunião realizada em Brasília, após votação unânime dos participantes, o secretário-executivo, José Eduardo Pereira Filho, declarou como eleito para o cargo de presidente o governador Eduardo Riedel.

Ele presidirá o consórcio no período de 1º de janeiro de 2026 a 31 de dezembro de 2026.

Apesar de assumir o cargo oficialmente nesta quarta-feira (21), Riedel foi empossado no dia 1º de janeiro, confirme publicação em Diário Oficial.

ELEIÇÕES 2026

Simone deve migrar para SP e facilitar para partidos de centro-direita de MS

A ministra de Planejamento e Orçamento terá, no fim deste mês, uma reunião com Lula para definir o futuro político neste ano

21/01/2026 08h00

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), é cotada para disputar o governo de SP

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), é cotada para disputar o governo de SP Lula Marques/Agência Brasil

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O futuro político da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), deve mesmo migrar para São Paulo para concorrer ao Senado ou ao governo estadual nas eleições gerais deste ano, deixando o caminho livre para os seus concorrentes de centro-direita em Mato Grosso do Sul.

O Correio do Estado apurou que ela terá, no fim deste mês, uma conversa privada com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para definir qual caminho tomará no pleito deste ano, pois a ministra também tem pretensão de disputar ao Senado por Mato Grosso do Sul.

Afinal, conforme a pesquisa do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), publicada no dia 10 de dezembro pelo Correio do Estado, a sul-mato-grossense apareceu colada nos pré-candidatos Reinaldo Azambuja (PL), Capitão Contar (PL) e Nelsinho Trad (PSD), que estão triplamente empatados na liderança.

Lula pediu a conversa a sós com a ministra quando estiveram juntos no fim do mês passado em Foz do Iguaçu (PR), durante a Cúpula do Mercosul, e, na volta a Brasília, ambos estavam no mesmo voo, momento em que combinaram de discutir o papel dela nas eleições.

A reportagem apurou que a reunião faz parte da estratégia do presidente Lula de montar um palanque forte em São Paulo para reforçar o projeto dele de reeleição e, portanto, as chances de Tebet disputar as eleições por Mato Grosso do Sul são remotas.

O chefe do Executivo conta com ela como candidata a governadora para fazer frente ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que, a princípio, deve mesmo tentar a reeleição, desistindo de se aventurar como candidato a presidente da República.

NOVO ENDEREÇO

No entanto, para ser candidata em São Paulo, a ministra tem de trocar o domicílio eleitoral e também deixar o MDB, partido ao qual está filiada há 27 anos, porque a legenda comanda a capital com o prefeito Ricardo Nunes, que vai apoiar a reeleição de Tarcísio de Freitas, pois ele foi determinante no pleito de 2024, quando o emedebista foi reeleito.

Simone nunca escondeu de ninguém que estará com Lula na disputa presidencial e que topará o desafio que ele propuser. Portanto, como as últimas pesquisas de intenções de votos em São Paulo já demonstraram, ela é fortíssima para uma vaga na majoritária, seja ao Senado ou ao governo estadual.

Para o PT, a ministra tem a capacidade de agregar um eleitor que não vota tradicionalmente no partido, além disso, é mulher, tem bom desempenho no debate público e compõe o governo de Lula em um ministério importante.

Dessa forma, caso aceite a orientação de Lula, Tebet já tem em mãos um convite do PSB feito pelo presidente do PSB em São Paulo, Caio França, e reforçado pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, que declarou recentemente que ficaria honrado em tê-la como correligionária.

Aliados da ministra admitem a possibilidade de mudança de legenda, algo que já foi descartado por ela no passado, pois não há hipótese de Tebet ir para o PT, mas o PSB é visto como um partido viável.

A ministra já tem até feito gestos em direção ao PSB e ampliado a interlocução com nomes da sigla. No fim do ano passado, recebeu a deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP) para uma conversa a sós no gabinete. A parlamentar é uma das responsáveis pela aproximação da titular do Ministério do Planejamento e Orçamento com a legenda.

Procurada pelo Correio do Estado, Simone Tebet não quis comentar, porém, recentemente, a ministra disse que suas pretensões são as de continuar no MDB e buscar um novo mandato de senadora por Mato Grosso do Sul, cadeira para a qual foi eleita em 2014 e, no último ano de mandato, concorreu à Presidência da República, em 2022, ficando em terceiro lugar.

*Saiba

Simone Tebet iniciou sua carreira política em 2002 pelo MDB ao ser eleita deputada estadual. Nas eleições municipais de 2004, ela se elegeu prefeita de Três Lagoas, sendo a primeira mulher a ocupar o cargo no município. Em 31 de março de 2010, renunciou à prefeitura para concorrer como vice-governadora.

Vitoriosa, tornou-se a primeira mulher vice-governadora do Estado. Nas eleições parlamentares de 2014, foi eleita senadora e, em 2022, disputou a Presidência da República, terminando o pleito em terceiro lugar, com 4,16% dos votos válidos.

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