Política

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Relação de responsabilidade

Relação de responsabilidade

Redação

10/05/2010 - 05h40
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Thiago Andrade

Animais de companhia costumam trazer muito alegria e diversão para seus donos. Como diz o velho ditado, os cães são os melhores amigos do homem. Mas, para tanto, o homem também precisa ser um bom amigo e entender que ele é o responsável por todos os cuidados com os animais. No Brasil, os dados apontam uma realidade diferente, na qual poucos animais recebem tratamento veterinário especializado. O País tem cerca de 25 milhões de cães, contudo, apenas 17% são levados ao veterinário pelo menos uma vez ao ano, o que significa que mais de 20 milhões de cães passam anos sem receber cuidados.

“Comprar ou adotar um filhote significa iniciar uma relação de responsabilidade. Não se está levando para casa apenas um bicho, mas um animal com necessidades e dependências, que poderão ser supridas apenas por seus donos”, defende Oclydes Barbarini Jr., veterinário e gerente de negócios da Pfizer Saúde Animal.

Ele acredita que uma relação saudável entre o cão e seu dono depende da saúde do pet. “O animal fica em casa, tem contato direto conosco e com nossos familiares. É importante haver um controle veterinário capaz de identificar doenças e problemas que o pet pode trazer para dentro de casa”, aponta.
Alguns cuidados são necessários já na hora de escolher um cão, como pedir testes que identifiquem problemas hereditários e certificar-se de que o cão recebeu, pelo menos, duas doses de vacinas. “Isso é um modo de começar, mas os cuidados devem prosseguir. Quando decidimos ter um cão, temos que ter em mente que essa é uma responsabilidade que dura mais de 15 anos”, argumenta.

De acordo com Oclydes, o fator cultural é o principal determinante para que tão poucos animais sejam levados ao veterinário. “No Brasil, lugar de animal é fora de casa. Deste modo, acredita-se que eles são resistentes a todos os tipos de doenças”, explica. Enquanto no Estados Unidos 30% dos donos consideram os animais como parte da família, no Brasil, esse número é de 10%.

Contudo, um dado alarmante mostra que enquanto apenas 17% dos cães no Brasil visitam veterinários pelo menos uma vez por ano, 23% dormem no quarto com os donos. Ou seja, comenta Oclydes, as pessoas estão levando animais sem tratamento para dividir a casa com os familiares.

Cuidados específicos
Em cada fase da vida do animal, certos cuidados específicos são necessários, seja por parte do dono ou do veterinário. Quando filhotes, os cuidados devem se voltar para a alimentação adequada, vacinação e vermifugação. Estes três fatores são os principais para o crescimento saudável dos filhotes. Oclydes frisa que “nenhum filhote deve sair à rua ou ter contato com outros animais antes de completar a vacinação”.

Entretanto, para receber a vacina, o veterinário deve avaliar se o cão está em condições. Durante essa fase, os vermes intestinais são comuns e devem ser tratados, pois eles podem abrir caminho para outras doenças mais sérias.

Durante a juventude, que vai em média do primeiro ao terceiro ano, deve-se prestar atenção no animal, de forma a se entender seu comportamento e ter pistas para problemas de saúde e comportamento. “Enquanto o veterinário passa uma hora ao ano com o cão, o dono fica o quase o dia inteiro. Ele é quem deve indicar comportamentos estranhos ao veterinário”, alerta Oclydes.

Na fase adulta, dos quatro aos oito anos, infecções respiratórias, de pele e de ouvido são problemas comuns, assim como enjoos e vômitos provocados pela ingestão de alimentos ou locomoção, problemas odontológicos e nos rins. É necessário continuar a vacinação e manter a carteirinha em dia.
A partir dos oito anos, a maioria dos cães encontra-se na sua terceira idade. Assim como os humanos, os problemas se agravam nesse período.  Eles costumam perder agilidade e ficam quietos por longos períodos. Há um aumento de casos de osteoartrites, causadoras de dores e incômodos, e o surgimento de doenças crônicas. O acompanhamento médico nesse período é imprescindível.

em brasília

Governador Eduardo Riedel assume presidência do Consórcio Brasil Central

Riedel foi eleito por unanimidade e vai comendar a assembleia de governadores até o fim do ano

21/01/2026 12h00

Riedel assumiu presidência do Consórcio Brasil Central, em Brasília

Riedel assumiu presidência do Consórcio Brasil Central, em Brasília Foto: Reprodução

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O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), tomou posse como presidente do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central nesta quarta-feira (20). Riedel foi eleito no dia 10 de novembro de 2025, por unânimidade, e a posse oficial ocorreu hoje, em Brasília.

"Assumo a presidência do Consórcio Brasil Central com o compromisso de manter o diálogo e a cooperação, dando continuidade as ações que fortalecem a gestão pública entre os estados", disse Riedel, em publicação no Instagram.

Ele assumiu o cargo deixado pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que presidiu o Consórcio por dois anos. 

"Entrego o meu mandato de dois anos para o meu colega Eduardo Riedel, que vai assumir e dando continuidade para integrar todos os nossos estados do Centro-Oeste e parte do Norte do Brasil. [...] Passar a presidência a este colega que tem uma experiência muito grande e vai tocar o Consórcio com a competência e o dinamismo que ele toca Mato Grosso do Sul", disse Caiado.

Conforme Riedel, a primeira assembleia com a nova presidência marcou a coordenação entre os governos, "formalizando prioridades e decisões estratégicas que darão suporte às iniciativas ao longo do ano".

Além de Mato Grosso do Sul, integram Consórcio Brasil Central a Assembleia de Governadores:

  • Goiás – Governador: Ronaldo Caiado
  • Distrito Federal – Governador: Ibaneis Rocha
  • Maranhão – Governador: Carlos Brandão
  • Mato Grosso – Governador: Mauro Mendes
  • Rondônia – Governador: Marcos Rocha
  • Tocantins – Governador: Wanderlei Barbosa

Criado em 2015 o bloco tem como objetivo impulsionar o desenvolvimento econômico e social das regiões. Juntos, os estados que compõem o grupo representam 29% do território nacional, com 26,2 milhões de habitantes e 49% das exportações brasileiras. 

Eleição

Em novembro de 2025, foi realizada a eleição entre os governadores que participam do Consórcio, devido a ser o último ano do mandado do governador Reinaldo Caiado, que terminou no dia 31 de dezembro.

Em reunião realizada em Brasília, após votação unânime dos participantes, o secretário-executivo, José Eduardo Pereira Filho, declarou como eleito para o cargo de presidente o governador Eduardo Riedel.

Ele presidirá o consórcio no período de 1º de janeiro de 2026 a 31 de dezembro de 2026.

Apesar de assumir o cargo oficialmente nesta quarta-feira (21), Riedel foi empossado no dia 1º de janeiro, confirme publicação em Diário Oficial.

ELEIÇÕES 2026

Simone deve migrar para SP e facilitar para partidos de centro-direita de MS

A ministra de Planejamento e Orçamento terá, no fim deste mês, uma reunião com Lula para definir o futuro político neste ano

21/01/2026 08h00

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), é cotada para disputar o governo de SP

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), é cotada para disputar o governo de SP Lula Marques/Agência Brasil

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O futuro político da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), deve mesmo migrar para São Paulo para concorrer ao Senado ou ao governo estadual nas eleições gerais deste ano, deixando o caminho livre para os seus concorrentes de centro-direita em Mato Grosso do Sul.

O Correio do Estado apurou que ela terá, no fim deste mês, uma conversa privada com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para definir qual caminho tomará no pleito deste ano, pois a ministra também tem pretensão de disputar ao Senado por Mato Grosso do Sul.

Afinal, conforme a pesquisa do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), publicada no dia 10 de dezembro pelo Correio do Estado, a sul-mato-grossense apareceu colada nos pré-candidatos Reinaldo Azambuja (PL), Capitão Contar (PL) e Nelsinho Trad (PSD), que estão triplamente empatados na liderança.

Lula pediu a conversa a sós com a ministra quando estiveram juntos no fim do mês passado em Foz do Iguaçu (PR), durante a Cúpula do Mercosul, e, na volta a Brasília, ambos estavam no mesmo voo, momento em que combinaram de discutir o papel dela nas eleições.

A reportagem apurou que a reunião faz parte da estratégia do presidente Lula de montar um palanque forte em São Paulo para reforçar o projeto dele de reeleição e, portanto, as chances de Tebet disputar as eleições por Mato Grosso do Sul são remotas.

O chefe do Executivo conta com ela como candidata a governadora para fazer frente ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que, a princípio, deve mesmo tentar a reeleição, desistindo de se aventurar como candidato a presidente da República.

NOVO ENDEREÇO

No entanto, para ser candidata em São Paulo, a ministra tem de trocar o domicílio eleitoral e também deixar o MDB, partido ao qual está filiada há 27 anos, porque a legenda comanda a capital com o prefeito Ricardo Nunes, que vai apoiar a reeleição de Tarcísio de Freitas, pois ele foi determinante no pleito de 2024, quando o emedebista foi reeleito.

Simone nunca escondeu de ninguém que estará com Lula na disputa presidencial e que topará o desafio que ele propuser. Portanto, como as últimas pesquisas de intenções de votos em São Paulo já demonstraram, ela é fortíssima para uma vaga na majoritária, seja ao Senado ou ao governo estadual.

Para o PT, a ministra tem a capacidade de agregar um eleitor que não vota tradicionalmente no partido, além disso, é mulher, tem bom desempenho no debate público e compõe o governo de Lula em um ministério importante.

Dessa forma, caso aceite a orientação de Lula, Tebet já tem em mãos um convite do PSB feito pelo presidente do PSB em São Paulo, Caio França, e reforçado pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, que declarou recentemente que ficaria honrado em tê-la como correligionária.

Aliados da ministra admitem a possibilidade de mudança de legenda, algo que já foi descartado por ela no passado, pois não há hipótese de Tebet ir para o PT, mas o PSB é visto como um partido viável.

A ministra já tem até feito gestos em direção ao PSB e ampliado a interlocução com nomes da sigla. No fim do ano passado, recebeu a deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP) para uma conversa a sós no gabinete. A parlamentar é uma das responsáveis pela aproximação da titular do Ministério do Planejamento e Orçamento com a legenda.

Procurada pelo Correio do Estado, Simone Tebet não quis comentar, porém, recentemente, a ministra disse que suas pretensões são as de continuar no MDB e buscar um novo mandato de senadora por Mato Grosso do Sul, cadeira para a qual foi eleita em 2014 e, no último ano de mandato, concorreu à Presidência da República, em 2022, ficando em terceiro lugar.

*Saiba

Simone Tebet iniciou sua carreira política em 2002 pelo MDB ao ser eleita deputada estadual. Nas eleições municipais de 2004, ela se elegeu prefeita de Três Lagoas, sendo a primeira mulher a ocupar o cargo no município. Em 31 de março de 2010, renunciou à prefeitura para concorrer como vice-governadora.

Vitoriosa, tornou-se a primeira mulher vice-governadora do Estado. Nas eleições parlamentares de 2014, foi eleita senadora e, em 2022, disputou a Presidência da República, terminando o pleito em terceiro lugar, com 4,16% dos votos válidos.

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