Política

Largando com vantagem

Riedel terá R$ 1,4 bilhão do Fundersul para investir no 1º ano de mandato

Verba do fundo que financia a infraestrutura do Estado deve dar fôlego ao novo governador e ajudar na relação com prefeituras

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O governador eleito Eduardo Riedel (PSDB) terá quase R$ 1,4 bilhão de recursos do Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de Mato Grosso do Sul (Fundersul) para aplicar em obras de infraestrutura e repassar a municípios em seu primeiro ano de gestão. 

Apesar de o volume ser ligeiramente menor que o disponível para 2022, último ano de mandato de Reinaldo Azambuja (PSDB), o montante deve garantir a Eduardo Riedel uma administração sem grandes pressões das prefeituras por repasses de recursos para obras e também com potencial para a realização de investimentos em infraestrutura.

Nos bastidores, o entendimento é que os recursos do Fundersul mais o dinheiro em caixa que Azambuja promete deixar ajudarão Riedel, que exercerá, a partir do dia 1º de janeiro, seu primeiro mandato eletivo, a ter um primeiro ano tranquilo na administração da máquina pública. 

Normalmente, os primeiros anos de governo são o período em que os gestores aproveitam para fazer cortes na máquina administrativa, rever gastos e mudar o caminho dos investimentos. Pelo fato de Riedel ter sido secretário de Infraestrutura até março deste ano, a tendência é de que o impacto na máquina pública sul-mato-grossense seja menor. 

Projeções

Conforme o plano de aplicação dos recursos do Fundersul para o período de janeiro a dezembro de 2023, o governo de Mato Grosso do Sul espera ter disponível, ao longo do ano, um total de R$ 1.393.069.300 para investimentos.

Desse montante, R$ 140 milhões virão de sobras de caixa do exercício de 2022, enquanto R$ 1.184.801.975 é a expectativa de arrecadação para o ano que vem. 

Dos quase R$ 1,4 bilhão previstos para a gestão de Riedel arrecadar no ano que vem com o Fundersul, a expectativa é de que R$ 348.267.325 sejam transferidos aos municípios.

O valor previsto para o próximo ano é ligeiramente menor que o deste ano, porque o Conselho Gestor do Fundersul alterou o plano de aplicação dos recursos para 2022 com uma previsão para cima das receitas. 

Agora, a previsão total de recursos para este exercício que encerra-se em dezembro é de R$ 1.529.609.932. O balanço enviado na semana passada para a Assembleia Legislativa de MS indicava um saldo de R$ 225.109.550 na conta do Fundersul, e uma previsão de receitas com contribuições (até o fim deste ano) de R$ 1.372.316.999.

Investimentos

Enquanto este ano o Fundersul deve encerrar com investimentos de R$ 702,3 milhões em pavimentação asfáltica e na implantação de rodovias, em 2023 a expectativa é de que sejam aplicados R$ 636,1 milhões nesse mesmo segmento. 

Para a rubrica “pavimentação asfáltica, restauração e drenagem urbana”, a previsão de 2022 é de R$ 25 milhões, enquanto para 2023 a expectativa é de que R$ 20 milhões sejam investidos em obras desse tipo. 

Restauração, conservação e manutenção de rodovias é o setor que terá maior queda prevista em investimento, de pouco mais de R$ 100 milhões. Enquanto o plano para este ano prevê recursos de R$ 453 milhões para essas obras, para 2023 o investimento será de 
R$ 349.645.249.

Já o investimento em construção e manutenção de pontes se manterá estável: neste ano devem ser aplicados R$ 90 milhões até dezembro, enquanto no ano que vem serão R$ 91,02 milhões. 
A verba para contrapartidas será R$ 5 milhões maior. Neste ano foram disponibilizados 20 milhões, em 2023, serão R$ 25 milhões.

Os outros setores tiveram apenas pequenas alterações. 

No caso das contrapartidas, a maioria das liberações tem sido utilizada para convênios que as prefeituras fazem com o governo federal, como é o caso de Campo Grande, que destravou obras como os corredores de ônibus por meio da liberação dessas contrapartidas. 

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Caso Master

Fachin convoca ministros a 'diálogo' reservado para entregar relatório da PF que cita Toffoli

No encontro fechado, Fachin e Toffoli vão anunciar a resposta do relator do caso Banco Master ao questionamento da Polícia Federal

12/02/2026 16h48

Fachin convoca ministros a 'diálogo' reservado para entregar relatório da PF que cita Toffoli

Fachin convoca ministros a 'diálogo' reservado para entregar relatório da PF que cita Toffoli Divulgação

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Em meio à crise que põe em xeque o Supremo Tribunal Federal, o presidente da Corte, Edson Fachin, declarou na abertura da sessão plenária desta quinta-feira, 12, que vai interromper a pauta mais cedo "pois haverá um diálogo entre os ministros deste tribunal".

O Estadão apurou que uma cópia do relatório da Polícia Federal que cita o Dias Toffoli no caso Master será distribuída a todos os ministros.

Os magistrados vão se reunir no gabinete da presidência. No encontro fechado, Fachin e Toffoli vão anunciar a resposta do relator do caso Banco Master ao questionamento da Polícia Federal.

A Secretaria de Comunicação do Tribunal informou que Fachin pediu um parecer da Procuradoria-Geral da República sobre a necessidade ou não de afastamento de Toffoli das investigações.

Todos os ministros foram convocados. André Mendonça e Luiz Fux, que não estão presentes no plenário, vão participar por videoconferência.

A declaração de Fachin ocorre após a repercussão do relatório encaminhado pela Polícia Federal à presidência do STF na segunda-feira, 9. O documento relata ter encontrado menções ao nome de Toffoli em diálogos de Vorcaro, incluindo conversas entre os dois.

Em nota, Dias Toffoli confirmou nesta quinta que é sócio e recebeu dividendos de uma empresa que fez negócios com um fundo de investimentos ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Toffoli, porém, disse que não tem "relação de amizade" com Vorcaro e afirmou que "jamais recebeu qualquer valor" pago pelo banqueiro.

Como relator, Toffoli deveria ser o destinatário de novas informações sobre as investigações. Todavia, como ele mesmo está citado, a PF repassou o material para Fachin avaliar que medida deve ser adotada.

Após a entrega do relatório a Fachin, Toffoli determinou nesta quinta que a PF encaminhe à Corte o conteúdo de todos os telefones celulares apreendidos na investigação que atingiu o Banco Master.

Na decisão, Toffoli argumentou que os advogados de defesa haviam pedido acesso ao conteúdo das mídias e, por isso, era necessário que a PF enviasse todo o material ao STF.

"As referidas providências deverão ser adotadas imediatamente, para que seja possível cumprir-se o disposto na Súmula Vinculante 14, preservando-se o direito de defesa, o contraditório e o devido processo legal", escreveu.

O gabinete de Dias Toffoli confirmou que a corporação apresentou um pedido de declaração de suspeição para afastar o ministro do caso.

Para Toffoli, o pedido da PF está baseado em "ilações". O gabinete acrescentou que, "juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil".

A nota também diz que a resposta de Toffoli será enviada ao presidente do STF. Já a defesa do banqueiro reclamou do que chamou de "vazamento seletivo de informações".

Postura

Flávio diz que taxa de juros nesse patamar alto se deve à 'gastança do atual governo'

Senador reafirmou estar conversando com várias pessoas para montar uma equipe econômica para seu eventual governo

12/02/2026 14h45

Foto: Agência o Globo

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, criticou nesta quinta-feira, 12, a política monetária do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que a taxa de juro inviabiliza a economia.

"Temos uma taxa de juros das mais altas do mundo, proporcionalmente, e isso reflete na dificuldade de tomar financiamento."

Quem quer empreender no Brasil, primeiro, tem que fazer as contas, porque o Estado é sócio-majoritário do seu negócio. Segundo, a carga tributária é absurda, a burocracia é absurda. E com a taxa de juros nesse patamar, por causa da gastança do atual governo, a irresponsabilidade fiscal dele inviabiliza", declarou em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan.

Equipe econômica

Flávio reafirmou estar conversando com várias pessoas para montar uma equipe econômica para seu eventual governo, mas evitou passar nomes. Segundo ele, muitos colaboradores preferem "não aparecer porque vão tomar pancada da imprensa".

"Estou conversando com várias pessoas da economia, grande parte das pessoas, as que vieram participar do nosso governo, e eu ainda montando o que é que eu vou oferecer de projeto de Brasil", falou.

Disse também que "ainda está aprendendo economia" e pretende formar uma equipe que não usa o governo para enriquecer: "A gente pode montar um time de craques, como fez o presidente Bolsonaro, especialistas em cada área, que não precisam do governo, que não vão usar o governo para se enriquecer", falou.

Reafirmou, porém, que não convidou ninguém para ser seu "Posto Ipiranga", numa referência a Paulo Guedes, que comandou a economia no governo de Jair Bolsonaro (PL), mas que seguirá a linha do ex-ministro. "Quem estiver com a gente nessa parte econômica vai ter que ter essa mentalidade de dar continuidade ao projeto que o Paulo Guedes iniciou", declarou, mencionando que mantém contato com Guedes.

Flávio voltou a criticar a gestão do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT): "Haddad, hoje, é o melhor ministro da economia do Paraguai. Conseguiu levar mais de 200 indústrias para o Paraguai. A economia do Brasil está toda desorganizada, tudo maquiado, energia cara, custo do Brasil caríssimo, instabilidade política e insegurança jurídica por causa desse atual governo", falou.

Publicidade

Flávio Bolsonaro afirmou que pretende reforçar as despesas com publicidade, caso seja eleito presidente. Segundo ele, essa seria uma das diferenças em relação ao governo do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Sou da linha que a gente tem que investir em publicidade, porque as pessoas precisam saber o que o governo está fazendo. Eu falava isso com meu pai", declarou.

Flávio disse que o pai era aconselhado a apostar na comunicação via redes. "Tinha um cara aqui, um general, logo no começo do governo, estava lá na Secretaria de Comunicação, que falava o seguinte: 'A gente não precisa investir em publicidade, porque a gente foi eleito com um movimento espontâneo de rede social e vai acontecer igual agora no governo' ... Eu falava assim: 'Pai, até a Coca-Cola, a marca mais consolidada no mundo investe pesado em publicidade'", contou o senador.

Segundo ele, a publicidade deve ser usada para rebater fake news contra sua eventual gestão.

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