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ACORDO

Rivais em 2016, Rose e Trad podem se unir em palanque

Prefeito e deputada federal estão sendo cotados para compor chapa e disputar prefeitura
04/02/2020 10:00 - YARIMA MECCHI e IZABELA JORNADA


 

Rivais até o segundo turno das eleições de 2016, o prefeito Marcos Trad (PSD) e a deputada federal, Rose Modesto (PSDB) devem se unir para disputar a Prefeitura Municipal de Campo Grande. A possibilidade vem sendo especulada há um tempo nos bastidores políticos, porém os rumores aumentaram com a solicitação do PSD de Trad ter uma vice-prefeita na chapa de reeleição.

Ontem durante a abertura do ano legislativo na Câmara Municipal da Capital, o secretário especial do governo e liderança tucana, Carlos Assis, destacou que a união dos antigos rivais de urna seria perfeita. “Eu tenho certeza, com todas as campanha que fiz e participei, que a última campanha está no passado. Isso a gente tem que esquecer, não podemos trazer mágoas para essa campanha. Eu acho que seria perfeito (um casamento entre Rose e Trad)”. 

Em 2016, Rose então vice-governadora e Marcos, deputado estadual, conseguiram passar por outros 14 candidatos e seguirem para o segundo turno. Trad conseguiu 147.694 votos (34,57%) e Modesto ficou com 113.738 (26,62%) no dia 2 de outubro. No segundo turno, o parlamentar foi eleito prefeito com 2241.876 votos (58,77%) e Rose obteve 169.660 (41,33).

Dois anos depois a tucana disputou para deputada federal. Saindo do Parque dos Poderes e seguindo rumo ao Congresso Federal, Rose foi a parlamentar mais bem votada do Estado, com 120.901 votos, porém mesmo assumindo o mandato em Brasília ela não desistiu de concorrer ao Executivo da Capital. 

Rose chegou a dizer que não faria palanque com Marcos Trad porque tinha concorrido com ele em 2016 e os eleitores ficaram confusos com sua postura, porém com uma nova disputa chegando a tucana pode mudar sua visão com relação ao pleito e ceder. 

No PSDB ainda não é certo como será cumprido o acordo de apoio a reeleição do PSD feito pelo governador Reinaldo Azambuja, em 2018, quando precisou de Marcos para garantir sua reeleição na concorrência com juiz federal aposentado Odilon de Oliveira, então PDT.

Oficialmente não é certo que Rose deve seguir como vice de Trad no pleito de outubro. Durante coletiva na Câmara Municipal o prefeito alegou que ainda não saber quem vai compor a chapa majoritária com ele, mas destacou que acordos não ganham eleição. 

“Quanto mais você trabalha, se dedica administrativamente, a população vai julgar o seu mandato. Não são parcerias, não são pessoas que vencem eleição, não é discurso, é ação. É a prova daquilo que você conseguiu fazer e eu tenho dito para as pessoas: eu estou prefeito. Eu sou advogado e sou professor”, destacou.

Questionado sobre a campanha, o prefeito lembrou que não teve muito tempo de campanha na televisão e sua vice-prefeita, Adriane Lopes (Patriotas), não tinha nada. 

“Meu partido tinha 45 segundos de televisão, eu peguei um vice que não tinha nenhum segundo de TV, não é isso que ganha eleição”, ressaltou.

Carlos Assis alegou que o PSD e o  PSDB já têm se encontrado para tratar do acordo que envolve uma possível indicação de vice. “Já está tendo esse trativa com o presidente estadual, Sérgio de Paula, com municipal, João César Mattogrosso e o Lacerda que é presidente da municipal do PSD. Eu acho que dá para ver um grande entendimento, assim como fomo parceiros podemos ser nessa.  Eu acho o seguinte: quem está agora para ser eleito é o prefeito e política em campanha só não vale perder”. 

Procurado pelo Correio do Estado para saber como fica a situação do Patriota nas eleições, o deputado e presidente estadual do Patriota, Lídio Lopes, disse que tem compromisso com Trad até o dia 31 de dezembro, mas que está aberto para novas conversas. 

“Não tem como falar o que não discutimos. Eu acho que ele está satisfeito com a Adriane, na conversa que eu tive estava satisfeito. Não teria problema de alinhar para continuar, mas não sei qual o teor desse compromisso dele com o PSDB”, disse o presidente.

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!