Política

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Rivalidade entre irmãos pode virar patologia

Rivalidade entre irmãos pode virar patologia

Marcela Rodrigues Silva (AE)

01/04/2010 - 20h34
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Brigas entre irmãos são tão comuns que toda novela tem a sua. Na trama das 21h da Globo, "Viver a vida", é possível identificar o que os especialistas chamam de patologia – quando a rivalidade passa dos limites. Os irmãos gêmeos Jorge e Miguel (Mateus Solano) vivem às turras por ciúme da mesma mulher, Luciana (Alinne Moraes). Ela, por sua vez, seja pela beleza ou maior atenção na família, é alvo da inveja da irmã Isabel (Adriana Birolli).

"A competição tem origem nas questões de sobrevivência, faz parte do ser humano", fala a psiquiatra Tatiana Moya, coordenadora do Departamento de Epidemiologia Psiquiátrica da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). "A discussão entre irmãos é saudável, mas passa dos limites quando entra no tripé da rivalidade: ciúme, competição e inveja", diz a psicoterapeuta Nise Britto, autora do livro "Rivalidade fraterna" (Editora Ágora, R$ 52,90).

As brigas na infância, segundo Nise, funcionam como um laboratório para a vida – experiência que um filho único não passa. "Irmãos normalmente competem, mas são cúmplices. Infelizmente, a inveja é o sentimento que predomina e mais causa a rivalidade patológica".

É possível distinguir discussões saudáveis das graves ainda na infância. A principal característica seria a troca de papéis. "Para a família viver em equilíbrio, cada um deve ter o seu lugar. Quando o irmão mais velho se comporta como o caçula, ou o contrário, algo está errado", alerta Nise.

 

Pais

E de quem seria a culpa? "Principalmente dos pais. Ninguém nasce invejoso ou ciumento", diz Nise, exemplificando com "Viver a vida". "A mãe dos gêmeos não demonstra preferência, mas interfere diretamente na vida deles, seja na carreira ou nos relacionamentos amorosos. Já na família de Luciana e Isabel, a mãe vive afirmando que tem mais afinidade com a mais velha, Luciana, além de enchê-la de elogios diante das outras. A invejosa Isabel, filha do meio, chegou a dizer à mãe em uma cena algo como ‘quem sabe agora que a Luciana mudou de casa você se lembra que tem outras duas filhas’".

Para Tatiana não há culpados, mas comportamentos que podem despertar a competição patológica. Ela conta que é comum os pais alimentarem a rivalidade. "Um exemplo são estímulos do tipo ‘quem terminar a tarefa de casa mais rápido vai ganhar um presente’".

O psiquiatra Eduardo Tischer, do Programa de Distúrbios Afetivos e Ansiosos do Departamento de Psiquiatria da Unifesp, crê que a reação de cada filho, que pode ser determinada geneticamente, também contribui. "Cada pessoa nasce com um temperamento, mais extrovertido ou tímido, por exemplo. O que para um pode ocasionar em uma reação ciumenta, para o outro não. Tudo depende do temperamento. Mas, é claro, que a criação e o convívio vão moldando as características de cada um. Outros fatores fora de casa também podem salientar ou gerar a rivalidade".

Nem sempre pai e mãe têm as mesmas atitudes diante dos filhos. Por isso, deve haver uma observação, sem cobranças. "Se o pai tem preferência por um filho, a mãe não pode compensar dando mais carinho ao outro. Isso só causará confusão", diz Nise. Pais e mães, acredita Tischer, devem usar estímulos racionais e afetivos para demonstrar aos filhos os motivos que um dos irmãos demandou mais atenção, ou que não há preferência entre eles. A regra é nunca mentir e eliminar a comparação.

Negativa

STF nega aposentadoria especial para vigilantes

Segundo o governo federal, a concessão da aposentadoria especial à categoria poderia gerar impacto de até R$ 154 bilhões na Previdência Social ao longo de 35 anos

14/02/2026 16h15

Foto: Divulgação / STF

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por maioria, que vigilantes não têm direito à aposentadoria especial do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O julgamento foi realizado no plenário virtual da Corte e concluído na sexta-feira (13).

Por seis votos a quatro, os ministros entenderam que a atividade de vigilante não se enquadra nas regras que garantem o benefício.

A aposentadoria especial é concedida a trabalhadores expostos de forma permanente e contínua a agentes nocivos, como riscos físicos, químicos ou biológicos, ou a situações que coloquem em perigo a integridade física. Nesses casos, o segurado pode se aposentar com tempo reduzido de contribuição — 15, 20 ou 25 anos, conforme o grau de risco.

O relator do processo, ministro Nunes Marques, votou a favor da concessão do benefício aos vigilantes. Ele foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Edson Fachin.

A divergência foi aberta pelo ministro Alexandre de Moraes, seguido por Cristiano Zanin, Luiz Fux, Dias Toffoli, André Mendonça e Gilmar Mendes.

Segundo o governo federal, a concessão da aposentadoria especial à categoria poderia gerar impacto de até R$ 154 bilhões na Previdência Social ao longo de 35 anos.

O entendimento da Corte sobre o tema deve orientar os demais processos semelhantes em tramitação no país.

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DESAFIO

À frente do PSDB, Beto quer montar chapas competitivas

Partido conta com a maior bancada de vereadores nas câmaras municipais e 19 dos 79 prefeitos do Estado

14/02/2026 09h40

Deputado federal Beto Pereira é novo presidente da executiva provisória do PSDB

Deputado federal Beto Pereira é novo presidente da executiva provisória do PSDB Renato Araújo / Câmara dos Deputados

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Reconduzido à presidência do diretório do PSDB em Mato Grosso do Sul, o deputado federal Beto Pereira destacou o legado do partido, que tem desempenhado um papel na política estadual ao eleger dois governadores: Reinaldo Azambuja e Eduardo Riedel.

“É um desafio muito grande. O PSDB é um partido com história gigantesca, uma legenda com representatividade por todo Mato Grosso do Sul. Neste período pré-eleitoral, é importante consolidar e fortalecer as chapas estadual e federal para que possamos continuar tendo protagonismo”, afirmou.

O partido, que conta com a maior bancada de vereadores nas câmaras municipais e 19 dos 79 prefeitos do Estado, lançou um novo diretório municipal de Campo Grande, com Jonas de Paula como presidente e Almir Morro Cantero como vice-presidente.

Essa nova composição foi montada em um momento de reestruturação do PSDB, que se enfrenta com a saída de figuras políticas como o ex-governador Reinaldo Azambuja e o atual governador Eduardo Riedel, que busca a reeleição.

Enquanto presidente estadual, Beto reafirmou o compromisso de apoio do partido às candidaturas de Riedel e de Azambuja, pré-candidato ao Senado. Para Beto, a unidade é fundamental para garantir a força do PSDB nas próximas eleições.

O diretório promoveu um encontro na sede do PSDB-MS em Campo Grande, na quarta-feira, reunindo militantes e simpatizantes para discutir estratégias.

Fontes ouvidas pelo Correio do Estado indicam que a chapa para deputado estadual contará com nomes de Lia Nogueira, Pedro Caravina, secretário Marcelo Miranda e vereadores Flavio Cabo Almir, Silvio Pitu e Dr. Victor Rocha, além de ex-vereadores Athayde Nery e Zé da Farmácia.

Referente ao início dos trabalhos legislativos em Brasília, Beto destacou a importância de discutir pautas relevantes e teceu críticas ao atual cenário político. Além disso, manifestou seu apoio à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes relacionadas ao Banco Master.

Para ele, é essencial que o Congresso foque em questões econômicas e na geração de empregos. “Querem votar a 6x1, porque é uma bandeira. Querem votar o Vale-Gás porque é outra bandeira. Mas precisamos de pautas que fortaleçam o País e nossa competitividade”, disse.

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