Política

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Ruído

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Redação

02/04/2010 - 20h48
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De graça

Vejo na MTV o programa "Na pista", que mostra pontos noturnos de diversão nas principais cidades brasileiras. A apresentadora, uma tal de Kika Martinez – desculpem minha ignorância –, da qual nunca tinha ouvido falar, entrevista donos de bares e boates, frequentadores e alguns conhecidos, de forma superficial. Funciona. O programa é leve e divertido. O resultado aproxima-se mais da publicidade do que do jornalismo. O motivo da lembrança não é para uma crítica e, sim, e, virtude de uma observação ocorrida durante uma entrevista exibida na edição da quarta-feira, quando a cidade enfocada era Porto Alegre. Em determinado trecho, foi destacado o Bar Ocidente, mítico espaço destinado ao rock na capital gaúcha. Surgido na década de 80, foi o local onde Replicantes, De Falla e tantos outros deram os primeiros passos. Além do proprietário da casa, foi ouvida a filha dele, Julia Barth, também vocalista dos Replicantes. Ela comentou que a cena roqueira da cidade já tinha sido melhor e que o público local não queria mais pagar para ver bandas tocando. Pagavam para ir em festas, mas não para acompanhar performances de músicos. Simplificando, queriam música de graça. No fundo, o que Julia aponta é algo real. O motivo é a própria facilidade que se tem na atualidade para consumir música, seja ao vivo ou em gravações.

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Se por um lado a internet é o caminho mais rápido e eficaz para o acesso a músicas, por outro, a profusão de patrocínio para shows, principalmente aqueles de grande proporção, torna tudo mais fácil para produtores e público. Mas a situação causa certo questionamento. Recentemente, o Ministério Público pediu explicações pelo fato de os organizadores da mais recente Exposição Agropecuária de Campo Grande cobrar ingresso para os shows. Isso, porque o valor das apresentações tinha sido custeado por patrocínio federal. Isso é cada vez mais comum. É como se o público tivesse que pagar pela atração duas vezes. Afinal, o dinheiro público é proveniente de impostos. O leitor mais atento também pode dizer que isso acontece no cinema brasileiro. E acontece mesmo. São raras as produções que são feitas sem dinheiro estatal. Isso significa o quê? Antes do filme chegar às telas, os envolvidos receberam pelo trabalho que fizeram. O dinheiro originário da bilheteria é mais grana no bolso do produtores. Isso explica porque diretores que assinam fracasso após fracasso de bilheteria, continuam obtendo financiamento para suas realizações. Não é realidade somente brasileira. Tirando a Índia e os Estados Unidos, o restante dos países tem sua produção cinematográfica bancada por dinheiro público. No caso dos Estados Unidos, é um caso à parte. Mesmo sem dinheiro público direito, há uma forma de protecionismo do produtor cinematográfico americano, imposto a vários mercados. Voltando à música, o novo momento, como foi apontado em outras ocasiões nesta mesma coluna, exige de produtores e artistas postura diferente. É comum, ainda, encontrar artistas achando que precisam ser descobertos. Pelo jeito, o público não quer mais pagar por essas descobertas.

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A questão do patrocínio cultural ainda é assunto polêmico. Isso, porque na música, por exemplo, nomes como Ivete Sangalo, Caetano Veloso e Maria Bethânia entram na disputa por dinheiro público para a realização de projetos com qualquer artista menos conhecido. Direito essa galera tem de pedir dinheiro público, mas se eles não conseguem dinheiro privado para suas produções, quem vai conseguir?

Pop perfeito

Fenômeno na década de 1980, o inglês Ritchie foi sendo descartado pelo mercado fonográfico ao longo dos anos. O DVD "Outra vez: ao vivo no estúdio", direção de Paulo Henrique Fontenelle, lançado no ano passado, colocou as coisas no devido lugar: o músico é um grande artesão pop, lapidando melodias acessíveis e de grande beleza. Os arranjos presentes ressaltam as qualidades da canções. Mesmo quem tenha enjoado de "Menina veneno", dê uma chance às outras. De quebra, um bom documentário sobre a trajetória do músico resume tudo. Há previsão do músico tocar em Campo Grande em abril.

INVESTIGAÇÃO

Membros da CPMI do INSS, Tereza e Beto defendem convocação de Lulinha

O nome do filho do presidente Lula foi citado no inquérito da Polícia Federal que investiga descontos ilegais de aposentados

12/01/2026 08h20

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho primogênito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho primogênito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Reprodução

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A senadora Tereza Cristina (PP) e o deputado federal Beto Pereira (PSDB), ambos de Mato Grosso do Sul e membros da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), fazem parte da mobilização do relator da comissão, deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), para tentar, mais uma vez, convocar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho primogênito do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para prestar depoimento.

Em entrevista ao Correio do Estado, os dois parlamentares sul-mato-grossenses reforçaram que agora não tem como a base do governo federal na CPMI do INSS votar contra a intimação, pois a Polícia Federal (PF) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Lulinha faz parte do inquérito que investiga os descontos ilegais de benefícios de aposentados de todo o Brasil, sendo apontado como “sócio oculto” do lobista Antônio Carlos Camilo, o Careca do INSS, indicado como o principal operador do esquema.

Tereza Cristina disse à reportagem que já tinha assinado os dois requerimentos de convocação anteriores para que o filho do presidente Lula prestasse esclarecimento à CPMI do INSS, mas a base governista na comissão conseguiu impedir.

“Agora, acredito que, com a citação da Polícia Federal, os petistas devem ficar constrangidos de não autorizar a convocação do filho do presidente Lula”, argumentou a senadora.

Questionada se apenas esse comunicado feito pela PF ao STF de que está investigando Lulinha será suficiente, a senadora disse que acredita que sim.

“Se não fizermos o requerimento, como vamos saber se o filho do presidente Lula está ou não envolvido? Entretanto, em uma democracia, os votos da maioria sempre vencem”, analisou.

Beto Pereira também disse ao Correio do Estado comungar da mobilização da oposição dentro da CPMI do INSS para a intimação de Lulinha.

“Não podemos deixar de ouvir ninguém que de alguma forma tem de esclarecer uma relação próxima com aquele que foi o maior operador dos desvios dos aposentados, seja quem for”, declarou o deputado federal, referindo-se ao Careca do INSS.

ANTERIORMENTE

Lulinha já teve sua convocação rejeitada duas vezes, em função de articulações bem-sucedidas da base do governo para blindá-lo.

Agora, a PF suspeita que ele recebeu valores oriundos dos negócios do Careca do INSS por meio da empresária Roberta Luchsinger, que foi alvo de busca e apreensão na última fase da Operação Sem Desconto, realizada em dezembro do ano passado.

O inquérito é considerado delicado pela PF e, ao informar o Supremo da existência de uma apuração sobre menções a um dos filhos de Lula, a corporação manifestou preocupação em conduzir essa investigação num cenário de “polarização política” e disse que vai trabalhar de forma técnica para que “nenhuma injustiça seja cometida” com o envolvimento de nomes de políticos no inquérito.

Para o relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar, contudo, o fato é gravíssimo, pois o filho do presidente da República mantém relacionamento com o maior operador do roubo dos aposentados e pensionistas do Brasil.

“Era amizade desinteressada? De jeito nenhum. Eram interesses financeiros mútuos. A CPMI tem a obrigação de aprofundar esse laço desavergonhado entre esses personagens e a relação espúria estabelecida entre ambos”, disse à imprensa.

A empresária Roberta Luchsinger assinou um contrato de consultoria com o Careca do INSS para o ajudar na prospecção de negócios com o governo federal e recebeu R$ 1,5 milhão do empresário.

“A partir da relação estabelecida entre Antônio Camilo e Roberta Luchsinger, vislumbra-se a possibilidade de vínculo indireto entre Antônio Camilo e terceiro que, em tese, poderia atuar como sócio oculto, por intermédio da mencionada Roberta, que funcionaria como elo entre ambos. Tal pessoa pode ser Fábio Lula da Silva”, escreveu a PF.

De acordo com depoimento de Edson Claro, ex-sócio do Careca do INSS em uma empresa de cannabis medicinal, haveria pagamentos mensais de R$ 300 mil feitos para a conta de Roberta, mas que teriam Lulinha como beneficiário final.

“O que está em jogo é a corrupção nas entranhas do poder e o dinheiro desviado dos aposentados sendo utilizado para bancar esquemas paralelos, com interesses nefastos sobre a máquina pública”, disse o relator da CPMI.

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mundo

Presidente da Colômbia propõe confederação unindo países latino-americanos

Ele anexou na postagem o mapa do que seria o território da Grande Colômbia, cobrindo, além da Colômbia, os vizinhos Venezuela, Equador e Panamá, além de parte da América Central e da Guiana

11/01/2026 21h00

Foto: Instagram @gustavopetrourrego e @infopresidencia

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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, propôs a criação de uma confederação de nações latino-americanas, a Grande Colômbia, que, a exemplo da União Europeia, teria parlamento, tribunal de justiça e conselho de governo. A proposta foi feita no sábado, 10, por Petro em sua conta na rede social X.

Ele anexou na postagem o mapa do que seria o território da Grande Colômbia, cobrindo, além da Colômbia, os vizinhos Venezuela, Equador e Panamá, além de parte da América Central e da Guiana.

"Teríamos políticas comuns nas matérias propostas pela população", escreveu o presidente colombiano, acrescentando que a confederação seguiria uma política comercial voltada para a industrialização, de modo a torná-la um centro do mundo e da América Latina em áreas de energia limpa, conhecimento e infraestrutura.

A ideia, como lembrou Petro, resgata o projeto de Simón Bolívar. Entre 1819 e 1831, a Grande Colômbia, criada por Bolívar, uniu os territórios das atuais Colômbia, Venezuela, Equador e Panamá, além de partes do Peru e do Brasil.

A proposta de Petro vem na esteira das ameaças feitas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, de uma ação militar na Colômbia.

Após a captura de Nicolás Maduro, na Venezuela, Trump declarou que a Colômbia é governada por um homem "doente", acusando Petro de produzir cocaína que é vendida aos Estados Unidos.

Na última quarta-feira, contudo, as trocas de insultos tiveram uma trégua durante a conversa telefônica entre os dois presidentes. Trump anunciou que uma visita de Petro à Casa Branca é aguardada para a primeira semana de fevereiro.

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