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CONGRESSO NACIONAL

Rumo do governo Bolsonaro depende das eleições de hoje no Senado e na Câmara

Governo aposta em Rodrigo Pacheco (DEM-MG), no Senado, e Arthur Lira (PP-AL), na Câmara
01/02/2021 08:30 - Eduardo Miranda


As votações que ocorrerão hoje no Senado e na Câmara dos Deputados serão determinantes para a segunda metade do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) na Presidência da República.  

O governo federal aposta em duas candidaturas, do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e do deputado federal Arthur Lira (PP-AL), para ter mais tranquilidade para cumprir promessas de campanha, como as ligadas a pautas de costumes e armamentistas, e também ter menos enfrentamentos com o Congresso.

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Já a senadora Simone Tebet (MDB-MS) e o deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP), embora neguem qualquer oposição mais ferrenha ao governo de Jair Bolsonaro, têm como principal bandeira de suas campanhas uma postura mais independente do Congresso Nacional, como o poder moderador e fiscalizador do Poder Executivo. Eles também falam em acelerar reformas, como a tributária.

SENADORES DE MS

Em Mato Grosso do Sul, os parlamentares estão divididos para as eleições, que estão marcadas para as 18h desta segunda-feira e que definirão os ocupantes do terceiro e quarto cargos da linha sucessória da Presidência da República.

No Senado é onde a disputa está mais dispersa. Simone Tebet tenta repetir o feito de seu pai, Ramez Tebet, que presidiu o Senado no fim de seu mandato, e pode ficar sem nenhum voto de seus colegas de bancada.

Nelson Trad Filho (PSD) já reiterou que acompanhará seu partido e que votará em Rodrigo Pacheco para presidente. O sul-mato-grossense, que atualmente é presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, pretende, no mínimo, manter o cargo que ocupa. 

Porém, ele também pretende alçar voos maiores, seja na Mesa Diretora, seja se capitalizando para ocupar o Ministério das Relações Exteriores, no caso de Jair Bolsonaro ceder a algumas pressões e exonerar Ernesto Araújo.

Soraya Thronicke (PSL) mantém o silêncio desde o início da disputa. A estratégia da senadora é a de não se indispor com a colega de bancada Simone Tebet e também não se distanciar de boa parte de sua base, que apoia o presidente Jair Bolsonaro. 

Não será surpresa se Soraya Thronicke votar em seu colega de bancada Major Olímpio (PSL-SP), caso Pacheco mantenha a margem folgada sobre Simone Tebet que os prognósticos indicam.