Política

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Rumos Itaú Cultural lança novos editais

Rumos Itaú Cultural lança novos editais

Redação

04/03/2010 - 06h54
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Há 13 anos se dedicando ao mapeamento e apoio a talentos das artes e da cultura brasileira, o Programa Rumos Itaú Cultural lançou nesta terça-feira, em São Paulo, quatro novos editais, com uma novidade que agradará em cheio uma parcela significativa da produção cultural do País, os artistas de teatro. Esta é a primeira vez que a área é beneficiada – já que até hoje, nas artes cênicas, a dança era a única que recebia apoio. Além do teatro, foram contempladas com editais as áreas de música, literatura e pesquisa acadêmica. As inscrições estarão abertas de hoje até 30 de junho, com exceção de literatura, que se encerram em 31 de julho. Como acontece todos os anos, várias cidades brasileiras – inclusive Campo Grande – receberão nos próximos meses equipes para não só divulgar as inscrições como debater a produção nacional nas respectivas áreas. As datas ainda serão definidas. Este ano, a projeção de orçamento do Programa Rumos é de R$ 11 milhões (em 2009 foram R$ 9 milhões). A finalidade do Rumos Teatro é promover intercâmbio entre grupos de todas as regiões do Brasil, contribuindo para o amadurecimento, a formação e a articulação desses coletivos no cenário cultural brasileiro. Neste programa, entende-se teatro de grupo como comunidade ou coletivo artístico empenhado em um mesmo projeto de caráter investigativo, com práticas de pesquisa continuada, que difere do teatro comercial, empresarial ou institucional. “O Rumos Teatro foi criado a partir dos encontros realizados nos últimos três anos, em várias partes do Brasil, e que nos permitiu um retrato preciso e amplo das questões que mobilizam os artistas desta área”, explicou Sônia Sobral, gerente do Núcleo de Artes Cênicas do programa, durante entrevista coletiva para lançamento dos editais. “Os grupos terão que comprovar pelo menos 4 anos de pesquisa continuada e trabalhar sempre em dupla”, complementou Sônia. Serão contempladas até 10 propostas de compartilhamento de práticas entre grupos de teatro (20 grupos) e o valor da verba varia de acordo com a proposta, indo de R$ 20 mil a R$ 44 mil por grupo. “O edital está centrado no intercâmbio, é um projeto que terá, necessariamente, que ser feito a quatro mãos. A contrapartida será um blog a ser mantido por um período mínimo de seis meses e os grupos realizarão, no mínimo, dois encontros presenciais entre os envolvidos no projeto”, acrescentou Sônia Sobral. Para Eduardo Saron, Superintendente de Atividades Culturais do Itaú Cultural, a obra pronta e acabada é apenas um dos objetivos do programa. “Mais do que isso, o principal para nós é fomentar a discussão, os diálogos e as reflexões em cada área. Nós concedemos o suporte para o artista pesquisador colocar sua energia no projeto”. Música, literatura e pesquisa Além das categorias Mapeamento e Homenagem – já existentes –, o Rumos Itaú Cultural Música criou outras duas: Coletivo e Infantil. A primeira será voltada a instrumentistas (acompanhantes ou solistas) intérpretes, programadores e DJs que desejem desenvolver trabalhos com músicos de outras regiões do País ou outras comunidades, bairros, estilos musicais, formação, faixa etária, entre outras. Na Infantil, os candidatos devem apresentar três músicas que integrem um projeto musical destinado a crianças de até 12 anos, ou uma obra de áudio com até 15 minutos, voltada à mesma faixa etária. O Rumos Literatura continua aberto aos interessados em desenvolver textos reflexivos sobre a literatura e a crítica literária brasileira contemporânea e também apresenta uma novidade. Trata-se da possibilidade de estrangeiros se inscreverem – e, neste caso, eles terão que comprovar a moradia fora do Brasil. A terceira edição do Rumos Pesquisa mantém a meta de fomentar a produção de projetos de pesquisa e a divulgação de monografias, dissertações e teses acadêmicas. O regulamento completo e mais informações sobre o Rumos Itaú Cultural podem ser obtidas por meio do site www.itaucultural.org.br/rumos.

cnh social

Gordinho do Bolsonaro vota com Lula e petistas de MS, contra

Rodolfo Nogueira (PL) foi o único parlamentar de MS a votar pela manutenção do veto à obrigatoriedade de exame toxicológico para emissão de CNH

06/12/2025 15h00

Rodolfo Nogueira é conhecido por ser um dos parlamentares que invariavelmente vota contra tudo aquilo que é proposto pelo presidente Lula. Desta vez, foi diferente

Rodolfo Nogueira é conhecido por ser um dos parlamentares que invariavelmente vota contra tudo aquilo que é proposto pelo presidente Lula. Desta vez, foi diferente

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Da bancada federal sul-mato-grossense, apenas o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL), o Gordinho do Bolsonaro, votou na última quinta-feira (04) contra a exigência do exame toxicológico para quem for tirar a primeira habilitação de carro e de moto.

 Os demais parlamentares do estado foram a favor da derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Lei 15.153/25, da CNH social. 

Quando criou o projeto da CNH social, que visava utilizar o dinheiro arrecadado pelas multas de trânsito para custear o processo de habilitação de pessoas de baixa renda, o presidente Lula vetou o exame toxicológico para as categorias de carro e moto.

Na época, o argumento era que aumentaria o preço para tirar a primeira habilitação, indo na contramão do que propunha a CNH Social.

Com a derrubada do veto, o exame toxicológico que já era obrigatório para motoristas das categorias C, D e E, que dirigem veículos de carga e transporte coletivo, agora passa a ser exigido para todas as categorias. 

Votaram pela derrubada do veto ( a favor do exame) os deputados federais sul-mato-grossenses Beto Pereira (PSDB), Camila Jara (PT), Dagoberto Nogueira (PSDB), Dr. Luiz Ovando (PP), Geraldo Resende (PSDB), Marcos Pollon (PL) e Vander Loubet (PT).  Entre os senadores votaram pela derrubada do veto Nelsinho Trad (PSD) e Tereza Cristina (PP).

A senadora Soraya Thronicke (Podemos) não votou. O único parlamentar federal contra a exigência do exame de toxicológico foi Nogueira.

O texto permite o uso de recursos de multas no custeio da habilitação de condutores de baixa renda, cria regras para transferência eletrônica de veículos e ajusta a exigência de exame toxicológico para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A Lei 15.153, de 2025, passa a valer na data de sua publicação. Deputados e senadores decidiram também derrubar o veto à cláusula de vigência imediata, que o Ministério dos Transportes considerou inadequado para garantir a implementação das mudanças no Código de Trânsito.

Sem o veto, a lei teria seguido o prazo padrão de 45 dias após a publicação oficial, conforme previsto na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), de acordo com a Agência Senado.

ELEIÇÕES 2026

Pressionada pelo PL, União Progressista terá de lançar pré-candidato ao Senado

Com Azambuja e Contar no páreo, PP e União Brasil ficam praticamente obrigados a lançar um nome para concorrer

06/12/2025 08h20

O deputado estadual Gerson Claro (PP) ou o secretário de Estado Jaime Verruck (PSD) pode ser o escolhido

O deputado estadual Gerson Claro (PP) ou o secretário de Estado Jaime Verruck (PSD) pode ser o escolhido Montagem

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Com a provável chapa pura do PL para disputar as duas vagas ao Senado por Mato Grosso do Sul, já que, até o momento, são pré-candidatos pelo partido o ex-governador Reinaldo Azambuja e o ex-deputado estadual Capitão Contar, a Federação União Progressista, formada pelo PP e o União Brasil, será obrigada a lançar pelo menos um pré-candidato ao cargo.

A informação foi passada ao Correio do Estado por uma fonte da própria federação, revelando ainda que o nome poderá ser o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputado estadual Gerson Claro (PP), ou o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck (PSD), que teria sido convidado a fazer parte dos progressistas.

A União Progressista lançará apenas um pré-candidato ao Senado porque tem o compromisso de apoiar a eleição de Azambuja, porém, como o PL caminha para ter dois pré-candidatos ao Senado, a federação terá de formar uma “aliança branca”, ou seja, fazer um acordo eleitoral informal com a legenda à qual, oficialmente, não estará coligada.

Por meio dessa informalidade, PP e União Brasil poderão pedir votos para o próprio candidato a senador e também para Azambuja e vice-versa, sem a necessidade de um documento de coligação formal registrado na Justiça Eleitoral que una os partidos em todos os níveis da disputa.

Esse tipo de aliança permite que diretórios regionais apoiem candidatos que seriam vetados pelas executivas nacionais, contornando, por vezes, regras de verticalização, que exigem alinhamento das coligações em diferentes níveis.

Na prática, o partido pode lançar um candidato próprio, mas orientar, de forma velada ou explícita, seus eleitores a votarem no candidato de outra legenda. Isto é, a Federação União Progressista pedirá para que os seus eleitores destinem o primeiro voto para Gerson Claro ou Jaime Verruck e o segundo, para Azambuja.

DISPUTA

Pacificada a questão da federação lançar um pré-candidato ao Senado nas eleições do próximo ano, o imbróglio ficará na definição do nome, pois Gerson Claro já está no PP e tem demonstrado desde o início do ano o desejo de ser o escolhido para ser o representante.

Procurado pelo Correio do Estado, o presidente da Assembleia Legislativa disse que não sabia dessa provável configuração para o pleito de 2026.

“Eu só posso afirmar que estou trabalhando para ser o candidato da federação ao Senado Federal”, afirmou.

O secretário Jaime Verruck também foi procurado pela reportagem, mas preferiu não comentar nada, revelando apenas que tem interesse em ser pré-candidato a senador da República pelo PSD, partido em que está filiado desde março do ano passado.

Ele já teria até anunciado a data em que vai se desincompatibilizar do cargo de secretário de Estado (30 de março de 2026) para disputar uma das duas cadeiras ao Senado pelo grupo político do governador Eduardo Riedel (PP).

No entanto, se ficar no PSD, Verruck terá problemas internos para resolver, afinal, a sigla é presidida no Estado pelo senador Nelsinho Trad, que tentará a reeleição e, portanto, poderá inviabilizar a candidatura do secretário pela legenda, o que poderia obrigá-lo a trocar de partido.

Por isso, a ida de Verruck para o PP está muito próxima e, caso o escolhido para representar a Federação União Progressista seja Gerson Claro, o secretário poderá acabar disputando uma cadeira na Câmara dos Deputados.

O Correio do Estado ainda procurou a presidente estadual do PP e também da federação, senadora Tereza Cristina, porém, não houve retorno até o fechamento desta edição. Em tempo, PP e União Brasil já entregaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o protocolo com o requerimento de registro de federação partidária.

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