Política

REELEITO

Sarney segue à frente do Senado até 2013

Sarney segue à frente do Senado até 2013

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O ex-chefe de Estado José Sarney, um dos líderes mais influentes da aliança que apoia a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, foi reeleito nesta terça-feira como titular do Senado para os próximos dois anos.

Sarney recebeu uma arrasadora maioria de 70 votos a favor durante a instalação da nova legislatura brasileira e assim como presidiu o Senado durante os últimos dois anos de gestão do ex-chefe de Estado Luiz Inácio Lula da Silva, o fará pelos próximos dois anos do Governo de Dilma.

O veterano dirigente conservador disputou o cargo com o senador Randolfe Rodrigues, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que integra a oposição de esquerda e obteve somente oito votos.

Na eleição, de caráter secreto, foram registrados dois votos em branco e um nulo. No Senado instalado nesta terça-feira, os 11 partidos que integram a coalizão governista contarão com clara maioria, 52 dos 81 senadores.

Sarney, nascido 24 de abril de 1930, presidiu o Senado outras três vezes, é o principal dirigente do PMDB, e é considerado como um dos mais influentes políticos.

Está na política desde meados da década de 50 e durante a última ditadura (1964-1985) serviu aos militares como chefe de partido, embora depois tenha dado as costas e uniu-se aos setores mais democráticos do conservadorismo nacional.

Em 1985, nas primeiras eleições convocadas pelo regime militar, foi candidato a vice-presidente, mas acabou governando o país pela morte de seu companheiro de chapa e presidente eleito, Tancredo Neves, alguns dias antes da posse.

Sarney presidiu o Brasil na transição em direção à democracia em um período em que estava latente a sombra da ditadura e também levou as primeiras eleições diretas em 1989, vencida por Fernando Collor de Mello, destituído em 1992 por corrupção.

O veterano político é reconhecido por sua grande obra literária, pela qual em 1980 foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras.

Durante o ano passado, Sarney foi alvo de diversas denúncias de corrupção, que não foram comprovadas nem chegaram à justiça, apesar da oposição ter tentado processar e, inclusive, ter pedido sua destituição da Presidência do Senado.

Teve início nesta terça-feira ainda as atividades na Câmara dos Deputados, com 513 membros, os quais elegerão à tarde a mesa diretora.

Pesquisa

Datafolha: aprovação de Lula sobe para 36% e reprovação cai pra 31%

No mesmo período da gestão Jair Bolsonaro, ex-presidente era aprovado por 32% e reprovado por 44%

18/06/2024 18h17

Aprovação de Lula teve leve alta

Aprovação de Lula teve leve alta Arquivo

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viu uma leve melhora na sua avaliação, conforme revelado pela nova rodada da pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira, 18 de junho.

A aprovação de Lula subiu de 35% em março para 36% no levantamento atual. Ao mesmo tempo, a reprovação caiu de 33% para 31%. A avaliação regular apresentou uma leve variação, passando de 30% para 31%.

Comparando com o mesmo período do governo de Jair Bolsonaro, Lula está em uma posição mais favorável. Nos primeiros seis meses de gestão, Bolsonaro contava com 32% de aprovação e uma reprovação significativa de 44%, segundo os dados do Datafolha.

Em termos de expectativas econômicas, os dados mostram otimismo. Cerca de 40% dos entrevistados acreditam que a economia irá melhorar, enquanto 28% preveem uma piora e 27% acham que a situação permanecerá a mesma. Em março, essas expectativas eram de 39%, 27% e 32%, respectivamente.

Desafios econômicos

Apesar desse otimismo, muitos brasileiros ainda veem desafios econômicos. De acordo com a pesquisa, 42% dos entrevistados afirmaram que a situação econômica do país piorou nos últimos meses, enquanto 27% notaram uma melhora.

Quando perguntados sobre suas próprias finanças, 29% relataram uma melhora, enquanto 24% sentiram uma piora.

A pesquisa Datafolha foi realizada entre 4 e 13 de junho, ouvindo 2.008 eleitores em 113 municípios brasileiros. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, garantindo uma representação precisa das opiniões dos eleitores.

Esses números são importantes indicadores da percepção pública sobre a administração de Lula e fornecem uma visão clara das expectativas e preocupações econômicas dos brasileiros.

Com a aprovação ligeiramente maior que a reprovação, Lula tem um sinal positivo, mas ainda enfrenta desafios significativos, especialmente no campo econômico.

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Apostas esportivas

CPI das apostas ouve empresas de rastreamento de fraudes esportivas

A iniciativa de convidar especialistas busca esclarecer como funcionam as tecnologias de monitoramento das partidas de futebol no Brasil e a forma como essas informações são repassadas aos clientes

18/06/2024 18h00

Apostas esportivas

Apostas esportivas Arquivo

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Apostas, no Senado Federal, recebe hoje, às 14h, depoimentos de representantes de empresas especializadas em coleta e análise de dados esportivos. Esses dados são cruciais para casas de apostas e federações esportivas monitorarem a integridade das competições.

Entre os convidados estão Felippe Marchetti, gerente de Integridade da Sportradar, e Thiago Horta Barbosa, chefe de Integridade para a América Latina da Genius Sports. A iniciativa de convidar esses especialistas partiu do relator da comissão, senador Romário (PL-RJ), com o objetivo de esclarecer como funcionam as tecnologias de monitoramento das partidas de futebol no Brasil e a forma como essas informações são repassadas aos clientes.

A Sportradar mantém contratos com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e com a Federação Internacional de Futebol (Fifa) para monitorar diversos campeonatos no país. A empresa também presta serviços para várias casas de apostas esportivas, reforçando a importância do seu papel na prevenção de fraudes.

A CPI das Apostas já coletou depoimentos de figuras importantes do futebol, como John Textor, presidente da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Botafogo, Leila Pereira, presidente do Palmeiras, e Glauber do Amaral Cunha, árbitro acusado de manipulação de resultados.

*Com informações de Folhapress

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