Política

ELEIÇÕES 2020

Sem David e Ovando, Capitão Contar assume PSL de Campo Grande

Partido já tem confirmado Aristel Carbonaro e Elano Lopes como pré-candidatos a prefeitos em Dourados e Corumbá

EDUARDO PENEDO

06/07/2019 - 13h30
Continue lendo...

Das cinco cadeiras que estavam dispostas para os parlamentares eleitos no PSL em Mato Grosso do Sul, duas não foram usados, a dos deputados estadual Coronel David e do federal Luís Ovando. Com essas baixas, o deputado estadual Capitão Renan Contar, assumiu a direção municipal do PSL em Campo Grande. O evento, chamado de “ato de filiação”, foi para apresentar Contar como presidente municipal da sigla, reuniu inúmeros filiados e já traçou candidatura própria da sigla em Campo Grande, Dourados e Corumbá. “Nós já temos nomes para disputar. Em Dourados, Aristeu Carbonaro, em Corumbá, Elano Holanda de Almeida e, aqui, estamos tentando convencer o nosso candidato [Capitão Contar]”, explica a senadora Soraya Thronicke, que também é presidente estadual da sigla. 

A senadora argumenta que a sigla quer fazer o maior número de prefeitos e vereadores no Estado e que dará toda estrutura necessária para que o candidato possa fazer sua campanha. “O PSL é um partido que cresceu do dia para noite, é o partido que mais cresce. Não temos limites para crescer. O partido vai dar toda estrutura necessária para os nossos candidatos”, frisa.  

Segundo o deputado federal Loester Trutis  (PSL), o ato de filiação que ocorreu hoje foi o primeiro passo para a organização do partido para as eleições do ano que vem. Confiante, o parlamentar quer fazer de oito a 10 vereadores pelo PSL em Campo Grande. “Hoje é o primeiro passo. A gente está ai tentando seguir os exemplos de 2018/2019 onde pessoas saíram de vários setores da sociedade, entraram em partido políticos já tinha uma voz seja na internet, ou seja, nos movimentos de rua, e se filiaram ao PSL e conseguiram chegar no Senado, na Câmara Federal, Assembleia e a gente vai tentar replicar isso agora em várias cidades de Mato Grosso do Sul. O desejo pessoal é que a gente passe de 8 a 10 vereadores, a gente vai trabalhar para isso, aonde vários setores estejam representados, profissionais da saúde, educação, líderes de movimentos de rua, movimentos digitais, o objetivo seria para 10 vereadores.”, explica.  

Monossilábico, o deputado estadual Capitão Contar (PSL), não quis falar sobre candidatura própria do PSL em Campo Grande e nem a pretensão de quantos vereadores pretende eleger para Câmara Municipal. “Vamos apresentar o nome à altura de Campo Grande. Eu estou focado no mandato, mas eu não tenho medo da guerra.  Eu não quero falar em números, mas pode ter certeza que aqui só tem patriota e gente que quer uma nova política para o nosso município, nosso estado e consequentemente para o nosso país’, explica. 

Ao ser questionado sobre candidatura à prefeitura de Campo Grande e bancada de vereadores, Contar se restringiu a falar que “faremos o possível para poder mudar a cara da política de Campo Grande”. “A gente não está preocupado com a quantidade, mas com a qualidade desses vereadores”, finalizou. 

O parlamentar, que foi apresentado como o novo comandante da municipal, está registrado como presidente da sigla no TRE desde 20 de junho. 

A Câmara estava com faixas e cartazes com fotos de Trutis, Contar e Soraya e frases como “Cidadãos comprometidos com a ética e respeito pelo Brasil”, "faça parte do exército de brasileiros que trabalham por um brasil melhor”. 

AUSÊNCIA 

Dois dos cinco parlamentares eleitos em Mato Grosso do Sul pelo PSL não participaram do “ato de filiação”, Coronel David e Luis Ovando, em razão de divergências dentro da sigla.  

Questionado sobre a não participação dos correligionários Ovando e David, Trutis diz que em família sempre tem desavenças. “O PSL é um grande partido político. Hoje é o evento de filiação, veio quem quis. As cadeirinhas dos cinco eleitos estão aqui. A gente diverge no modo que se disputa a eleição”, completou. 

Já a senadora tentou amenizar a ausência dos correligionários dizendo que o convite foi feito e as pessoas se unem no que têm sintonia. "A cadeira dele está lá. Ele [Coronel David] é um parlamentar do partido, o convite foi feito para todos. E uma escolha dele, as pessoas se unem pela sintonia. É natural no PSL, MDB, PSDB, é natural se ele não gosta da forma que agimos. Nós nos aliamos com quem temos sintonia. Se ele tem afinidade com outras pessoas, ele é livre”, explicou Soraya.

SIMPATIZANTES  

O vereador Vinicius Siqueira (DEM) esteve presente no evento e disse que foi fazer uma visita de cortesia aos colegas que participaram em manifestações junto com ele no período do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).” Várias pessoas que estão no PSL dividiram caminhão de som comigo. São parceiros, amigos. A Soraia [senadora] dividiu caminhão comigo. Nós não precisamos estar no mesmo partido para dividirmos as mesmas opiniões”, explica. 

O também vereador Willian Maksoud (PMN) esteve presente no evento dizendo que ele foi um dos vereadores que encampou a campanha de Jair Messias Bolsonaro a presidente do Brasil. “Eu não poderia faltar. Sempre apoio o presidente Bolsonaro e tenho amigos dentro do PSL e espero que caminhemos juntos nas próximas eleições”, explica.  

em brasília

Governador Eduardo Riedel assume presidência do Consórcio Brasil Central

Riedel foi eleito por unanimidade e vai comendar a assembleia de governadores até o fim do ano

21/01/2026 12h00

Riedel assumiu presidência do Consórcio Brasil Central, em Brasília

Riedel assumiu presidência do Consórcio Brasil Central, em Brasília Foto: Reprodução

Continue Lendo...

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), tomou posse como presidente do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central nesta quarta-feira (20). Riedel foi eleito no dia 10 de novembro de 2025, por unânimidade, e a posse oficial ocorreu hoje, em Brasília.

"Assumo a presidência do Consórcio Brasil Central com o compromisso de manter o diálogo e a cooperação, dando continuidade as ações que fortalecem a gestão pública entre os estados", disse Riedel, em publicação no Instagram.

Ele assumiu o cargo deixado pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que presidiu o Consórcio por dois anos. 

"Entrego o meu mandato de dois anos para o meu colega Eduardo Riedel, que vai assumir e dando continuidade para integrar todos os nossos estados do Centro-Oeste e parte do Norte do Brasil. [...] Passar a presidência a este colega que tem uma experiência muito grande e vai tocar o Consórcio com a competência e o dinamismo que ele toca Mato Grosso do Sul", disse Caiado.

Conforme Riedel, a primeira assembleia com a nova presidência marcou a coordenação entre os governos, "formalizando prioridades e decisões estratégicas que darão suporte às iniciativas ao longo do ano".

Além de Mato Grosso do Sul, integram Consórcio Brasil Central a Assembleia de Governadores:

  • Goiás – Governador: Ronaldo Caiado
  • Distrito Federal – Governador: Ibaneis Rocha
  • Maranhão – Governador: Carlos Brandão
  • Mato Grosso – Governador: Mauro Mendes
  • Rondônia – Governador: Marcos Rocha
  • Tocantins – Governador: Wanderlei Barbosa

Criado em 2015 o bloco tem como objetivo impulsionar o desenvolvimento econômico e social das regiões. Juntos, os estados que compõem o grupo representam 29% do território nacional, com 26,2 milhões de habitantes e 49% das exportações brasileiras. 

Eleição

Em novembro de 2025, foi realizada a eleição entre os governadores que participam do Consórcio, devido a ser o último ano do mandado do governador Reinaldo Caiado, que terminou no dia 31 de dezembro.

Em reunião realizada em Brasília, após votação unânime dos participantes, o secretário-executivo, José Eduardo Pereira Filho, declarou como eleito para o cargo de presidente o governador Eduardo Riedel.

Ele presidirá o consórcio no período de 1º de janeiro de 2026 a 31 de dezembro de 2026.

Apesar de assumir o cargo oficialmente nesta quarta-feira (21), Riedel foi empossado no dia 1º de janeiro, confirme publicação em Diário Oficial.

ELEIÇÕES 2026

Simone deve migrar para SP e facilitar para partidos de centro-direita de MS

A ministra de Planejamento e Orçamento terá, no fim deste mês, uma reunião com Lula para definir o futuro político neste ano

21/01/2026 08h00

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), é cotada para disputar o governo de SP

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), é cotada para disputar o governo de SP Lula Marques/Agência Brasil

Continue Lendo...

O futuro político da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), deve mesmo migrar para São Paulo para concorrer ao Senado ou ao governo estadual nas eleições gerais deste ano, deixando o caminho livre para os seus concorrentes de centro-direita em Mato Grosso do Sul.

O Correio do Estado apurou que ela terá, no fim deste mês, uma conversa privada com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para definir qual caminho tomará no pleito deste ano, pois a ministra também tem pretensão de disputar ao Senado por Mato Grosso do Sul.

Afinal, conforme a pesquisa do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), publicada no dia 10 de dezembro pelo Correio do Estado, a sul-mato-grossense apareceu colada nos pré-candidatos Reinaldo Azambuja (PL), Capitão Contar (PL) e Nelsinho Trad (PSD), que estão triplamente empatados na liderança.

Lula pediu a conversa a sós com a ministra quando estiveram juntos no fim do mês passado em Foz do Iguaçu (PR), durante a Cúpula do Mercosul, e, na volta a Brasília, ambos estavam no mesmo voo, momento em que combinaram de discutir o papel dela nas eleições.

A reportagem apurou que a reunião faz parte da estratégia do presidente Lula de montar um palanque forte em São Paulo para reforçar o projeto dele de reeleição e, portanto, as chances de Tebet disputar as eleições por Mato Grosso do Sul são remotas.

O chefe do Executivo conta com ela como candidata a governadora para fazer frente ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que, a princípio, deve mesmo tentar a reeleição, desistindo de se aventurar como candidato a presidente da República.

NOVO ENDEREÇO

No entanto, para ser candidata em São Paulo, a ministra tem de trocar o domicílio eleitoral e também deixar o MDB, partido ao qual está filiada há 27 anos, porque a legenda comanda a capital com o prefeito Ricardo Nunes, que vai apoiar a reeleição de Tarcísio de Freitas, pois ele foi determinante no pleito de 2024, quando o emedebista foi reeleito.

Simone nunca escondeu de ninguém que estará com Lula na disputa presidencial e que topará o desafio que ele propuser. Portanto, como as últimas pesquisas de intenções de votos em São Paulo já demonstraram, ela é fortíssima para uma vaga na majoritária, seja ao Senado ou ao governo estadual.

Para o PT, a ministra tem a capacidade de agregar um eleitor que não vota tradicionalmente no partido, além disso, é mulher, tem bom desempenho no debate público e compõe o governo de Lula em um ministério importante.

Dessa forma, caso aceite a orientação de Lula, Tebet já tem em mãos um convite do PSB feito pelo presidente do PSB em São Paulo, Caio França, e reforçado pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, que declarou recentemente que ficaria honrado em tê-la como correligionária.

Aliados da ministra admitem a possibilidade de mudança de legenda, algo que já foi descartado por ela no passado, pois não há hipótese de Tebet ir para o PT, mas o PSB é visto como um partido viável.

A ministra já tem até feito gestos em direção ao PSB e ampliado a interlocução com nomes da sigla. No fim do ano passado, recebeu a deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP) para uma conversa a sós no gabinete. A parlamentar é uma das responsáveis pela aproximação da titular do Ministério do Planejamento e Orçamento com a legenda.

Procurada pelo Correio do Estado, Simone Tebet não quis comentar, porém, recentemente, a ministra disse que suas pretensões são as de continuar no MDB e buscar um novo mandato de senadora por Mato Grosso do Sul, cadeira para a qual foi eleita em 2014 e, no último ano de mandato, concorreu à Presidência da República, em 2022, ficando em terceiro lugar.

*Saiba

Simone Tebet iniciou sua carreira política em 2002 pelo MDB ao ser eleita deputada estadual. Nas eleições municipais de 2004, ela se elegeu prefeita de Três Lagoas, sendo a primeira mulher a ocupar o cargo no município. Em 31 de março de 2010, renunciou à prefeitura para concorrer como vice-governadora.

Vitoriosa, tornou-se a primeira mulher vice-governadora do Estado. Nas eleições parlamentares de 2014, foi eleita senadora e, em 2022, disputou a Presidência da República, terminando o pleito em terceiro lugar, com 4,16% dos votos válidos.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).