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BRASÍLIA

Senado devolve MP de Bolsonaro para nomear reitores durante pandemia

Medida Provisória permite que ministro da Educação indique gestores de universidades sem eleição interna
12/06/2020 10:41 - Da Redação


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), devolveu ao Palácio do Planalto a Medida Provisória (MP) 979 que autoriza o ministro da Educação, Abraham Weintraub, a nomear reitores de universidades e institutos federais sem consultar a comunidade acadêmica durante a pandemia de Covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus). Procurado pela CNN Brasil, Weintraub disse que não tinha “nada a declarar”.

Alcolumbre entendeu que o ato viola a Constituição. “Cabe a mim, como Presidente do Congresso Nacional, não deixar tramitar proposições que violem a Constituição Federal. O Parlamento permanece vigilante na defesa das instituições e no avanço da ciência”, escreveu no parecer.

A MP foi criticada por professores e acadêmicos porque representaria uma interferência na autonomia universitária. A seleção de reitores costuma ser feita por meio de lista tríplice, com nomes escolhidos a partir de seleção interna em que alunos, funcionários e professores podem votar.

A última vez que o Congresso devolveu ao governo uma medida provisória na íntegra foi em 2015, quando o então presidente do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), rejeitou colocar em tramitação da medida provisória 669/2015 que tratava da desoneração da folha de pagamento de empresas.

Com a devolução, a medida perde o seu efeito e o governo, caso insista em mudar a forma de escolha de reitores, precisará editar uma nova norma.

Esta é a segunda vez que Bolsonaro tenta alterar essas regras. No fim do  ano passado, o governo editou uma MP que fixava pesos diferentes de voto para professores, funcionários e alunos na eleição dos reitores. Na prática, isso restringia a autonomia das instituições porque muitas adotam paridade na votação. Mas a medida não foi aprovada pelo Congresso e perdeu a validade.

 
 

Felpuda


Embora faltem 26 dias para as eleições, a bolsa de apostas nos meios políticos já está em alta.

Dois nomes estão sendo apontados como favoritos para disputarem o segundo turno.

Isso acontecendo, há quem garanta que um deles receberia total apoio de antiga liderança e de todo o seu grupo, que hoje estão em lados opostos.

Vai longe o tempo em que o objetivo era tão somente o bem comum...