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DURANTE CORRIDA ELEITORAL

Suplente de Flávio Bolsonaro diz que senador foi avisado que Queiroz seria alvo de operação

Na época, operação foi adiada para não prejudicar eleição de Jair Bolsonaro
17/05/2020 09:58 - Fábio Oruê


O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos/RJ) soube, entre os turnos da eleição de 2018, que a Operação Furna da Onça seria deflagrada e que seu então assessor, Fabrício Queiroz, estava no centro das investigações. Ele é acusado de comandar um esquema de “rachadinha” operado no gabinete de Flávio, à época deputado estadual do RJ. A informação foi revelada por Paulo Marinho, suplente de Flávio no Senado Federal, em entrevista à Folha de S. Paulo.

Segundo Marinho, Flávio foi avisado da operação por um delegado da Polícia Federal apoiador da candidatura de Jair Bolsonaro (sem partido) à presidência. Os policiais teriam retardado o início das investigações para depois das eleições. Ainda de acordo com informações da Folha de S. Paulo, o delegado responsável por repassar as informações aconselhou o parlamentar a exonerar Queiroz e a filha, Nathalia, da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

As demissões ocorreram em 15 de outubro, cerca de duas semanas antes do segundo turno. A operação, por sua vez, foi deflagrada em dezembro. No dia 13 daquele mês, Flávio procurou Marinho em sua casa para pedir a indicação de um advogado criminalista, visto que temia ser atingido por desdobramentos das investigações.

De acordo com Marinho, Flávio estava “absolutamente transtornado” com a situação. O então senador eleito classificou os supostos atos de Queiroz como uma “traição.” “Dizia que tudo aquilo tinha sido uma grande traição, que se sentia muito decepcionado e preocupado com o que esse episódio poderia causar ao governo do pai”, contou o empresário na entrevista.

 
 

Paulo afirmou que as informações sobre a operação chegaram a Flávio Bolsonaro por meio do ex-coronel Miguel Braga, chefe de gabinete do senador. Braga recebeu um telefonema do delegado, que dizia conhecer um assunto de interesse de Flávio. O ex-coronel, orientado pelo parlamentar, foi se encontrar com o informante.

“Estou te contando a narrativa do Flávio e do advogado Victor para nós, Paulo Marinho e Christiano, do outro lado da mesa. O senador contou que disse ao coronel Braga que se encontrasse com essa pessoa [o delegado] para saber do que se tratava. Estava curioso. E aí marcaram um encontro com esse delegado na porta da Superintendência da Polícia Federal, na praça Mauá, no Rio de Janeiro”, revelou.

Segundo ele, Victor e outra assessora do senador, Val Meliga, também foram ao encontro do delegado. Ao tomar conhecimento da situação, Jair Bolsonaro pediu que o filho exonerasse Fabrício Queiroz e a filha, o que aconteceu no mesmo dia (15 de outubro de 2018).

 
 

Conforme Marinho, Christiano Fragoso indicou Ralph Hage Vianna para defender o ex-assessor do senador. Ainda de acordo com Marinho, a família Bolsonaro optou por montar um outro esquema de defesa.O empresário, então, desmontou as articulações que havia feito.

Segundo o suplente, Flávio contou que não falava mais com Queiroz para que não fosse acusado de orientar os depoimentos do ex-assessor. Victor Alves, no entanto, mantinha contato com o ex-colega de gabinete.

 

Felpuda


Pré-candidato a prefeito de Campo Grande divulgou vídeo em que político conhecido Brasil afora anuncia apoio às suas pretensões. O problema é que o tal líder já andou sendo denunciado por mal feitos em sua trajetória, sem contar que o pai do dito-cujo teve de renunciar ao cargo de ministro por ter ligações nebulosas com empresa de agrotóxico. Depois do advento da internet, essa coisa de o povo ter memória curta hoje não passa de coisa “da era pré-histórica”.