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PANTANAL EM CHAMAS

Parlamentares federais de MS se mobilizam para viabilizar mais apoio ao combate a queimadas

Bancada tenta angariar recursos para a Operação Pantanal, que combate incêndios na região
08/08/2020 12:00 - Clodoaldo Silva


Se posições ideológicas e projetos políticos nestas eleições separam a bancada federal sul-mato-grossense, a busca por soluções para as queimadas recordes no Pantanal une os parlamentares. 

Os senadores Simone Tebet (MDB) e Nelson Trad Filho (PSD) apresentaram propostas  que tentam viabilizar recursos e projetos para conter as chamas nas matas que deveriam estar em área alagada.

Tebet apresentou indicação que sugere a inclusão da gestão do Pantanal entre as atribuições do Conselho Nacional da Amazônia Legal, sob o comando do vice-presidente Hamilton Mourão, mesmo estando no grupo político que se intitula independente no Senado Federal e que muitas vezes vota contra o governo federal.  

“Sem uma política coordenada vamos continuar vivenciando anualmente essa catástrofe em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. O gado está morrendo, o Rio Paraguai já não consegue navegabilidade, consequentemente estamos tendo prejuízos nas nossas exportações. Perde Mato Grosso do Sul, perde Brasil e perde o mundo. A maior planície alagável do mundo está literalmente em chamas”, disse.

 
 

Outra alternativa foi apresentada pelo senador Trad, que solicitou no ano passado e tenta agora a liberação de R$ 12,8 milhões para equipar o Corpo de Bombeiros do Estado para combater os incêndios no Pantanal.  

Mesmo tentando viabilizar no Ministério da Justiça, Trad enfatizou que a iniciativa da senadora é importante porque os “biomas Amazônico e do Pantanal não existem em outros lugares de nosso Planeta. Eu apoio esta proposta. O caminho político é este. Só desta forma conseguiremos preservar o Pantanal”.  

Essas propostas também são bem vistas por demais integrantes da bancada. 

O deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT), que faz oposição ao governo federal e é pré-candidato a prefeito de Campo Grande, onde disputará a vaga com candidatos do PMDB e PSD, enfatizou que “a intenção é muito boa. A senadora Simone apresentou um projeto excelente. Aquilo que agrega nós temos de apoiar, eu vou apoiar iniciativas boas a Mato Grosso do Sul”.

Pensamento semelhante tem o deputado Fábio Trad (PSD), que manifestou preocupação com as posturas do governo federal em relação à preservação ambiental. 

Para o parlamentar, “este é o caminho. Penso que é preciso que o governo federal adote uma política mais comprometida com a preservação do meio ambiente. Desde a posse, a impressão que se tem é que o governo federal não tem simpatia pela causa ambiental”, enfatizado que “sem engajamento político efetivo do governo federal não teremos boas perspectivas para evitar a degradação do meio ambiente, em especial, o bioma do Pantanal. Não temos dúvidas que vamos apoiar”.  

 
 

A senadora emedebista explicou que os biomas estão interligados, uma vez que as queimadas na Amazônia têm interferido no agravamento da seca no Pantanal, por isso sugere que haja uma reestruturação do Conselho Nacional da Amazônia Legal para que a expertise adquirida pelo colegiado se estenda ao Pantanal e haja uma política coordenada de controle das queimadas.

Simone Tebet deixa claro que o que importa é que “o Conselho, reestruturado e com essa nova missão, estenda seu olhar para o Pantanal, que é reconhecido como patrimônio nacional, pela Constituição Federal (art. 225, § 4º), mas que vem sofrendo gravemente por queimadas incomuns, que merecem intervenção imediata, antes que os danos alcancem um patamar de difícil reversão”, finaliza.

O deputado dr. Luiz Ovando (PSL) afirmou que “queimadas no Pantanal são consequências de desinformação. As brigadas contra incêndio já existem há muito tempo, têm que começar processo de instrução e orientação preventivas”, sem manifestar sua posição em relação às propostas.

A senadora Soraya Thronicke foi procurada, mas não respondeu.

 

Felpuda


Os bastidores fervem com a ciumeira que vem acontecendo em alguns municípios, onde determinados candidatos estariam sendo mais prestigiados que outros depois das alianças que foram formalizadas nas convenções. As queixas só aumentam, e as lideranças partidárias já não sabem o que fazer, temendo a possibilidade de que a vitória vá para o ralo. A bronca maior está entre integrantes das chapas puras de vereadores que se coligaram na majoritária. E salve-se quem puder!