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INVESTIGAÇÃO

Senadores divergem sobre instalação da CPI da Covid-19

Enquanto Nelson Trad Filho (PSD) e Soraya Thronicke (PSL) são contra instalação da comissão
03/03/2021 09:30 - Flávio Veras


Líderes de oposição ao governo Bolsonaro têm pressionado o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), a abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar possíveis negligências do governo Bolsonaro nas medidas de combate ao novo coronavírus (Covid-19).

A bancada sul-mato-grossense diverge sobre o assunto, Nelson Trad (PSD) e Soraya Thronicke (PSL) acham que agora é o momento de uma união no enfrentamento da pandemia e essa investigação poderia atrapalhar ainda mais a interlocução entre o governo federal com estados e municípios.

Já para Simone Tebet (MDB), além da apuração de possíveis negligências, a comissão poderia trazer mecanismos para evitar colapsos no sistema de saúde, como ocorreu no Amazonas, no início do mês de janeiro.

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Para o líder da segunda maior bancada do Senado, Nelson Trad, a abertura de uma CPI deve ser realizada com muita cautela, pois a prerrogativa para que uma Casa de Leis tome essa postura é de que deve haver uma fato determinado. 

“Nesse caso, o questionamento é muito genérico e amplo, ou seja, não existe algo específico e isso é um caminho tortuoso a ser percorrido. Hoje, o País precisa de união, para que possamos agilizar a imunização do nosso povo, articulando um processo de compra das vacinas. Uma CPI não faz a vacina chegar no braço de ninguém, muito pelo contrário, pode polarizar o debate, dificultando ainda mais o diálogo entre os entes federativos”, disse.

DIVISÃO

A polarização ganha força nos discursos contra as medidas de prevenção, como os que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) faz frequentemente. 

Ele, por exemplo, tem criticado medidas de distanciamento social praticadas nos estados, questionado o uso de máscaras e ainda estimulado o tratamento precoce da Covid-19 com medicamentos sem comprovação de eficácia, como a hidroxicloroquina e a ivermectina. 

Além disso, tem imputado a governadores e prefeitos a responsabilidade do colapso do sistema de saúde e a crise econômica, ambos provocados pela pandemia.