Política

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Sérgio Reis e bandas de rock agitam a Capital

Sérgio Reis e bandas de rock agitam a Capital

Redação

23/04/2010 - 01h18
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OSCAR ROCHA

O ecletismo musical prossegue nos palcos campo-grandenses. Hoje e amanhã, atrações artísticas diferentes estarão no roteiro cultural da cidade. O cantor Sérgio Reis retorna à Capital para mostrar as canções que embalaram seus 51 anos de carreira – a promoção será do Serviço Social do Transporte (Sest), e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) em homenagem ao Dia do Trabalhado. O local será a Praça do Rádio Clube, hoje, às 19h30min.
Inicialmente, Sérgio teve carreira vinculada à Jovem Guarda, deixando, pelo menos, um clássico, “Coração de papel”. Com a desarticulação do movimento liderado por Roberto Carlos, o cantor encontrou na música rural brasileira repertório para seu novo momento artístico, no início da década de 1970.
Gravou seu primeiro disco de música sertaneja com a música “Menino da gaita”, em 1972. Seguiu-se o sucesso de “Menino da porteira”, “Adeus Mariana”, “Disco voador”, “Panela velha”, “Filho adotivo”, “Pinga ni mim” e várias outras canções. Seu disco “O melhor de Sérgio Reis”, lançado em 1981, vendeu mais de 1 milhão de cópias.
Como ator, trabalhou em algumas telenovelas, como “Pantanal” e “A história de Ana Raio e Zé Trovão”, na extinta TV Manchete, e “Paraíso” e “O rei do gado, na Rede Globo. Em 1982, na primeira versão da novela “Paraíso”, Sérgio Reis atuou como Diogo.
Na telenovela “O Rei do gado”, o personagem de Sérgio fazia uma dupla sertaneja com o personagem de Almir Sater, e a dupla era denominada na telenovela “Pirilampo & Saracura”, tendo gravado, inclusive, músicas para a trilha sonora.
Em agosto de 2009, a gravadora Som Livre lançou uma coletânea de Sérgio Reis comemorando “50 anos cantando o Brasil”, com 4 volumes trazendo os melhores e mais marcantes sucessos da carreira do cantor. Está previsto para breve o lançamento de CD e DVD com show gravado com Renato Teixeira. A entrada do show de logo mais será gratuita.

Rock
Outra atração será amanhã, às 23h, no Barfly. Trata-se do prosseguimento das comemorações de um ano de existência do Coletivo Bigornada Produções. O destaque será a banda goiana Hellbenders, que tocará ao lado de Facas Voadoras, Idis e Dimitri Pellz. A atração de Goiás é um dos destaques nacionais do rock nacional, sendo aposta de importantes produtores e imprensa especializada em música. Apesar de muito jovens (apenas o baterista da banda tem mais de 18 anos), conseguiram, em menos de um ano de atividade, o respeito e admiração no circuito independente de música.
A banda foi uma das mais elogiadas no Festival Goiânia Noise 2009, que contou com apresentações de mais de 30 artistas nacionais e internacionais.  
Ainda fazem parte da programação de um ano da Bigornada os shows das bandas Móveis Coloniais de Acaju, no dia 1º de maio, e Autoramas, nos dias 7 e 8 de maio. 

INVESTIGAÇÃO

Membros da CPMI do INSS, Tereza e Beto defendem convocação de Lulinha

O nome do filho do presidente Lula foi citado no inquérito da Polícia Federal que investiga descontos ilegais de aposentados

12/01/2026 08h20

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho primogênito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho primogênito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Reprodução

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A senadora Tereza Cristina (PP) e o deputado federal Beto Pereira (PSDB), ambos de Mato Grosso do Sul e membros da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), fazem parte da mobilização do relator da comissão, deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), para tentar, mais uma vez, convocar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho primogênito do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para prestar depoimento.

Em entrevista ao Correio do Estado, os dois parlamentares sul-mato-grossenses reforçaram que agora não tem como a base do governo federal na CPMI do INSS votar contra a intimação, pois a Polícia Federal (PF) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Lulinha faz parte do inquérito que investiga os descontos ilegais de benefícios de aposentados de todo o Brasil, sendo apontado como “sócio oculto” do lobista Antônio Carlos Camilo, o Careca do INSS, indicado como o principal operador do esquema.

Tereza Cristina disse à reportagem que já tinha assinado os dois requerimentos de convocação anteriores para que o filho do presidente Lula prestasse esclarecimento à CPMI do INSS, mas a base governista na comissão conseguiu impedir.

“Agora, acredito que, com a citação da Polícia Federal, os petistas devem ficar constrangidos de não autorizar a convocação do filho do presidente Lula”, argumentou a senadora.

Questionada se apenas esse comunicado feito pela PF ao STF de que está investigando Lulinha será suficiente, a senadora disse que acredita que sim.

“Se não fizermos o requerimento, como vamos saber se o filho do presidente Lula está ou não envolvido? Entretanto, em uma democracia, os votos da maioria sempre vencem”, analisou.

Beto Pereira também disse ao Correio do Estado comungar da mobilização da oposição dentro da CPMI do INSS para a intimação de Lulinha.

“Não podemos deixar de ouvir ninguém que de alguma forma tem de esclarecer uma relação próxima com aquele que foi o maior operador dos desvios dos aposentados, seja quem for”, declarou o deputado federal, referindo-se ao Careca do INSS.

ANTERIORMENTE

Lulinha já teve sua convocação rejeitada duas vezes, em função de articulações bem-sucedidas da base do governo para blindá-lo.

Agora, a PF suspeita que ele recebeu valores oriundos dos negócios do Careca do INSS por meio da empresária Roberta Luchsinger, que foi alvo de busca e apreensão na última fase da Operação Sem Desconto, realizada em dezembro do ano passado.

O inquérito é considerado delicado pela PF e, ao informar o Supremo da existência de uma apuração sobre menções a um dos filhos de Lula, a corporação manifestou preocupação em conduzir essa investigação num cenário de “polarização política” e disse que vai trabalhar de forma técnica para que “nenhuma injustiça seja cometida” com o envolvimento de nomes de políticos no inquérito.

Para o relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar, contudo, o fato é gravíssimo, pois o filho do presidente da República mantém relacionamento com o maior operador do roubo dos aposentados e pensionistas do Brasil.

“Era amizade desinteressada? De jeito nenhum. Eram interesses financeiros mútuos. A CPMI tem a obrigação de aprofundar esse laço desavergonhado entre esses personagens e a relação espúria estabelecida entre ambos”, disse à imprensa.

A empresária Roberta Luchsinger assinou um contrato de consultoria com o Careca do INSS para o ajudar na prospecção de negócios com o governo federal e recebeu R$ 1,5 milhão do empresário.

“A partir da relação estabelecida entre Antônio Camilo e Roberta Luchsinger, vislumbra-se a possibilidade de vínculo indireto entre Antônio Camilo e terceiro que, em tese, poderia atuar como sócio oculto, por intermédio da mencionada Roberta, que funcionaria como elo entre ambos. Tal pessoa pode ser Fábio Lula da Silva”, escreveu a PF.

De acordo com depoimento de Edson Claro, ex-sócio do Careca do INSS em uma empresa de cannabis medicinal, haveria pagamentos mensais de R$ 300 mil feitos para a conta de Roberta, mas que teriam Lulinha como beneficiário final.

“O que está em jogo é a corrupção nas entranhas do poder e o dinheiro desviado dos aposentados sendo utilizado para bancar esquemas paralelos, com interesses nefastos sobre a máquina pública”, disse o relator da CPMI.

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mundo

Presidente da Colômbia propõe confederação unindo países latino-americanos

Ele anexou na postagem o mapa do que seria o território da Grande Colômbia, cobrindo, além da Colômbia, os vizinhos Venezuela, Equador e Panamá, além de parte da América Central e da Guiana

11/01/2026 21h00

Foto: Instagram @gustavopetrourrego e @infopresidencia

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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, propôs a criação de uma confederação de nações latino-americanas, a Grande Colômbia, que, a exemplo da União Europeia, teria parlamento, tribunal de justiça e conselho de governo. A proposta foi feita no sábado, 10, por Petro em sua conta na rede social X.

Ele anexou na postagem o mapa do que seria o território da Grande Colômbia, cobrindo, além da Colômbia, os vizinhos Venezuela, Equador e Panamá, além de parte da América Central e da Guiana.

"Teríamos políticas comuns nas matérias propostas pela população", escreveu o presidente colombiano, acrescentando que a confederação seguiria uma política comercial voltada para a industrialização, de modo a torná-la um centro do mundo e da América Latina em áreas de energia limpa, conhecimento e infraestrutura.

A ideia, como lembrou Petro, resgata o projeto de Simón Bolívar. Entre 1819 e 1831, a Grande Colômbia, criada por Bolívar, uniu os territórios das atuais Colômbia, Venezuela, Equador e Panamá, além de partes do Peru e do Brasil.

A proposta de Petro vem na esteira das ameaças feitas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, de uma ação militar na Colômbia.

Após a captura de Nicolás Maduro, na Venezuela, Trump declarou que a Colômbia é governada por um homem "doente", acusando Petro de produzir cocaína que é vendida aos Estados Unidos.

Na última quarta-feira, contudo, as trocas de insultos tiveram uma trégua durante a conversa telefônica entre os dois presidentes. Trump anunciou que uma visita de Petro à Casa Branca é aguardada para a primeira semana de fevereiro.

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