Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

CAMPO GRANDE

Sessão na Câmara vira palco de bate-boca entre vereadores e sessão é suspensa

Chiquinho Telles e Salineiro trocaram acusações
21/05/2020 17:53 - Glaucea Vaccari


 

Sessão para votação de três projetos na Câmara Municipal de Campo Grande virou palco de bate-boa entre os vereadores Chiquinho Telles (PSD) e André Salineiro (Avante), nesta quinta-feira (21). Parlamentares trocaram acusações e a sessão precisou ser interrompida por alguns minutos para acalmar os ânimos.

Discussão teve início quando o vereador Chiquinho Telles, líder do prefeito na Câmara, usou a tribuna para questionar requerimento apresentado por Salineiro, que pedia informações sobre a identificação das pessoas que ocupam cargos por meio do Programa de Inclusão Profissional (Proinc), na prefeitura.  

“Vereador Salineiro, é legítimo qualquer pedido pedido de informação, mas esse tipo de requerimento é para pessoas que não tem coragem de abrir o Portal da Transferência e ler”, inicou Telles, afirmando que os dados de trabalhadores são públicos.

Vereador também questionou o fato do vereador Pastor Jeremias (Avante) já ter enviado ofício pedindo os mesmo dados ao prefeito e pediu para que Jeremias e Salineiro “se entendessem” e acusou Salineiro de querer expor pessoas menos favorecidas ao pedir fotos e nomes dos trabalhadores do Proinc.

“Parece que o vereador André Salineiro gosta de expor as pessoas menos favorecidas em relações aqui estranhas, quando simplesmente poderia pegar o Portal da Transparência e a secretaria e pedir informações. Gostaria que neste momento nós pudessemos dizer não ao requerimento tão eleitoreiro e politiqueiro, e não expor o nome desses trabalhadores só pra dizer 'estou fazendo o meu papel'”, disse Telles.

Também na tribuna, Salineiro rebateu as acusações, dizendo que enviou ofício pedindo os dados, mas não foi respondido e, por este motivo, fez o requerimento, pedindo informações que não estão disponíveis no Portal da Transparência e que ele recebeu denúncias de que há pessoas de que o programa tem funcionado como “cabide de emprego”.

“Falar que é discurso eleitoreiro... É vergonha para um vereador subir na tribuna e interferir no trabalho de outro, agredir, isso é agressão, um vereador falar que tá utilizando o trabalho dele pra fazer politicagem”, disse.  

Enquanto usava o microfone, Chiquinho Telles gritava com o parlamentar. Vereador Carlão, que presidia a sessão, pediu calma ao vereador.  

Salineiro continuou. “Não é do meu feitio. Vou me ater a não descer ao nível do vereador Chiquinho Telles porque como é líder do prefeito as vezes tem que se sujeitar a coisas que eu, como homem, não me sujeitaria”.  

Os ânimos se exaltaram ainda mais. “Não tem o mínimo de moral, quem é o senhor? Eu tô cuidando do meu e respeitando a população, seu moleque. Eu não vou descer ao teu nível, é uma vergonha alguém votar em você da forma como o senhor se comporta nesta mesa”, disse o representante do Avante, enquanto Chiquinho rebatia no plenário.

Por conta da situação, foi pedido que os microfones fossem cortados até que os ânimos fossem acalmados. No retorno, vereador pediu que Salineiro retornasse a fala sobre o requerimento, mas o parlamentar voltou a discussão anterior.  

“É muito fácil gritar longe assim, gostaria que viesse gritar aqui frente a frente comigo, de longe é fácil, vem falar isso na minha frente”, disse Salineiro. Chiquinho afirmou  que se tratava de uma graça ameaça. Vereador Papy se envolveu, afirmando que a ameaça estava partindo dos dos lados. Por conta do novo bate-boca, a sessão foi suspensa por cinco minutos.  

Sessão foi transmitida ao vivo pelo Facebook, mas como teve muitos problemas de transmissão, o vídeo foi retirado do ar e, quando foi republicado, estava editada sem a parte da discussão.

O requerimento apresentado por Salineiro foi rejeitado por 13 votos a 12.

 

Felpuda


Sindicalista defende o fim de mordomias e privilégios dos políticos e dos integrantes de outros Poderes, conforme divulgação feita por sua assessoria. Para ele, está na hora de se colocar um basta nessa situação, questionando, inclusive, o número de parlamentares e de assessores. Entretanto, não demonstra a mesma aversão por aqueles dirigentes de sindicatos que se perpetuam no poder e que comandam mais de uma entidade, assim como ele. Afinal, o exemplo deve vir de casa, né?