Política

GOVERNO DILMA

Shows com estrelas da MPB e muitas atrações fazem a festa da posse

Shows com estrelas da MPB e muitas atrações fazem a festa da posse

da redação

31/12/2010 - 16h12
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O Ministério da Cultura (MinC), por meio da Fundação Cultural Palmares, realizará, amanhã  (1 de janeiro de 2011), em Brasília, os shows da festa da posse da presidenta Dilma Rousseff e do novo Governo Federal. As apresentações terão entrada franca, começam às 10h e vão até as 21h, na Esplanada dos Ministérios e na Praça dos Três Poderes. A festa vai comemorar, também, a posse do Governo do Distrito Federal (GDF).

Das 10h até o meio-dia, haverá apresentações de grupos infantis, com mamulengo e pernas de pau. Já os shows musicais também começam às 10h e vão até as 14h, divididos em quatro tendas montadas na Esplanada, homenageando as regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul. No encerramento dessas apresentações, os artistas se unirão em um só cortejo cívico-cultural que irá saudar a presidenta Dilma Rousseff, entoando o Hino Nacional Brasileiro

Para representar a 5ª. região brasileira, foi montado o palco Centro-Oeste, na Praça dos Três Poderes, onde se apresentarão as principais estrelas da festa, após a cerimônia da posse, das 18h30 às 21h. O show Cinco ritmos do Brasil contará com as cantoras Elba Ramalho, Fernanda Takai, Gaby Amarantos, Mart´nália e Zélia Duncan.

Simultaneamente à festa da posse presidencial, haverá um palco na Esplanada dos Ministérios onde será celebrada, ainda, a posse do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. O palco GDF receberá atrações de Brasília, São Paulo e Pernambuco.

Projeto Arena Brasil

Os shows da posse presidencial serão os primeiros do projeto Arena Brasil, uma série de cinco grandes eventos planejados para 2011 – um em cada região do país, sempre em datas cívicas. A Confraternização Universal, lembrada no dia 1º, inspirou os organizadores a promoverem a celebração da identidade cultural brasileira, com participação de grupos de cultura afro, manifestações indígenas, hip-hop, música de todos os ritmos, dança e cultura popular, vindos de diferentes estados.

Além dos shows da posse, o MinC e a Palmares programaram outros quatro shows para o ano que vem. O próximo será na Região Nordeste, no dia 22 de abril, para comemorar a data que marca o Descobrimento do Brasil. No dia 11 de agosto, a Consciência Negra será lembrada com a chegada do projeto ao Sudeste. O 7 de setembro será celebrado no Sul e o 15 de novembro, na Região Norte.

Programação

Tenda 1 – Região Norte

10 às 11h
Tambor de Couro: Projeto Tambores do Tocantins – Sussa, Catira, Congada e composições tocantinenses
11 às 12h
Danças Tradicionais Macuxi: Mestre Jaci, Dona Bernaldina, Dona Laudisia e Rosilda Macuxi (Tuxauas) – Ritual Maruwai, dança Parixara e dança Tukui (Terra Indígena Raposa Serra do Sol/RR)
12 às 13h
Flor Ribeirinha:  Grupo Flor Ribeirinha – Siriri (Cuiabá/MT)
13 às 14h – Cortejo cívico-cultural
Grupo Jabuti-Bumbá – Cordão de Boi (Rio Branco/AC)

Tenda 2 – Região Sul

10 às 11h
Fandango: Grupo Pés de Ouro – Fandango (Paranaguá/PR)
11 às 12h
Sombrero Rock Show: Sombrero Luminoso – Rock da Fronteira (Porto Alegre/RS)
12 às 13h
Vesselka: Grupo Folclórico Ucraniano Brasileiro Vesselka – Balé (Prudentópolis/PR)
13 às 14h – Cortejo cívico-cultural
Catumbi: Grupo Catumbi de Guaramirim – Congada Dramática (Itapocu/SC)

Tenda 3 – Região Sudeste

10 às 11h
Jongo de Piquete, Um Novo Olhar: Grupo Jongo de Piquete – Jongo (Piquete/SP)
11 às 12h
Brô MC’s: Grupo Brô MC’s – Hip Hop Indígena (Reserva Indígena Jaguapiru, Dourados/MS)
12 às 13h
Fidelidade a Brasília: Zé Mulato e Cassiano – Música Caipira (Brasília/DF)
13 às 14h – Cortejo cívico-cultural
Cia. Mambembrincantes (Brasília/DF)

Tenda 4 – Região Nordeste

10 às 11h
Sabedoria Popular: Si Bobiá a Gente Pimba – Quadrilha (Brasília/DF)
11 às 12h
Boi de Seu Teodoro: Bumba Boi de Seu Teodoro – Boi (Brasília/DF)
12 às 13h
Marafreboi: Orquestra Popular Marafreboi – Frevo (Brasília/DF)
13 às 14h – Cortejo cívico-cultural
Seu Estrelo e o Fuá no Terreiro – Samba Pisado (Brasília/DF)

Palco Centro-Oeste (Praça dos Três Poderes)

18h30 às 21h
Show Cinco Ritmos do Brasil
Cantoras convidadas: Elba Ramalho, Fernanda Takai, Gaby Amarantos, Mart´nália, Zélia Duncan

Palco GDF (Esplanada dos Ministérios)

13h às 14h
Ciranda Cívica: Cia. Mambembrincantes e todos os grupos convidados – Ciranda
18h30
Cartão Postal Bomba: G.O.G. – Hip Hop (Brasília/DF)
19h20
Samba da Vela: Comunidade Samba da Vela – Samba (São Paulo/SP)
20h10
Ciranda de Ritmos: Lia de Itamaracá – Ciranda, Coco, Frevo e outros (Itamaracá/PE)
21h00

Célia Porto (Brasília/DF)

* Programação infantil

Palco Esplanada dos Ministérios

10 às 12h
Apresentação de Mamulengos: Mamulengo Sem Fronteiras – Mamulengo (Brasília/DF)
12  às 14h
Bonecos Gigantes e Pernas de Pau: Mamãe Taguá – Circo (Brasília/DF)

Serviço

Festa da Posse dos governos federal e do DF
Sábado, 1º de janeiro de 2011
Das 10h às 21h
Esplanada dos Ministérios e Praça dos Três Poderes, região Central, Brasília – DF
Entrada franca

LEI

Presidente do Senado destaca cautela na tramitação de projeto antiaborto

Rodrigo Pacheco reforça a importância de análise cuidadosa do tema antes de avançar para votação no Senado.

14/06/2024 22h00

Presidente do Senado destaca cautela na tramitação de projeto antiaborto

Presidente do Senado destaca cautela na tramitação de projeto antiaborto Divulgação: Internet

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O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), destacou a importância de abordar com cautela o projeto de lei que equipara o aborto ao crime de homicídio, caso seja aprovado na Câmara dos Deputados. Ele assegurou que na Casa sob sua liderança, o assunto será tratado com meticulosidade, passando pelas devidas comissões temáticas antes de avançar para apreciação em plenário.

Pacheco salientou a distinção entre o ato de tirar a vida de alguém já nascido, configurando homicídio, e o processo de interrupção da gravidez, que também é considerado crime, mas são situações distintas. Ele ressaltou a necessidade de evitar decisões legislativas influenciadas pela emoção do momento, ponderando sobre a complexidade do tema.

A votação simbólica na Câmara, onde a urgência foi aprovada, foi seguida de reflexão sobre o mérito do projeto pelos parlamentares. O governo não emitiu orientações claras para sua bancada, com PSOL, PT e PC do B manifestando voto contrário. Agora, os legisladores devem analisar cuidadosamente o conteúdo da proposta.

O projeto em questão propõe modificações no Código Penal, igualando as penas para abortos realizados após 22 semanas de gestação às penas previstas para homicídio simples. Além disso, estipula que em casos de viabilidade fetal, mesmo resultantes de estupro, o aborto não seria permitido.

Atualmente, o aborto é legalizado no Brasil em três situações específicas: gravidez decorrente de estupro, risco à vida da mulher e anencefalia do feto.

O governo Lula está avaliando os possíveis impactos de posicionar-se contrariamente ao projeto na Câmara, considerando sua possível aprovação. Há preocupação de que uma oposição pública e uma derrota em um tema tão sensível possam prejudicar a imagem do Executivo e afetar o apoio aos temas prioritários, especialmente na esfera econômica.

Adicionalmente, membros governistas do Congresso afirmam que o governo busca evitar conflitos com a bancada evangélica, visando uma aproximação com esse segmento.

O presidente da Câmara sugeriu a interlocutores que o conteúdo do projeto será revisado, afirmando que não deve alterar os casos de aborto já previstos em lei. Ele destacou que o foco da discussão está na assistolia fetal, procedimento que envolve a injeção de substâncias químicas no feto para impedir sua retirada do útero com sinais vitais.

Greve

Professores das universidades federais mantêm greve após negociações com Governo

A paralisação, que já dura dois meses, afeta 61 instituições em todo o país

14/06/2024 18h32

Professores da UFMS, em decisão pela greve

Professores da UFMS, em decisão pela greve Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado

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Os professores de universidades e institutos federais decidiram manter a greve após uma nova rodada de negociações com o governo Lula (PT) nesta sexta-feira (14). A paralisação, que já dura dois meses, afeta 61 instituições em todo o país.

Após a reunião iniciada às 10h, os representantes dos docentes reconheceram a disposição dos ministérios da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e da Educação em negociar, mas declararam-se insatisfeitos com as propostas apresentadas.

Entre as ofertas do governo, estava a revogação da portaria 983, que aumenta a carga horária dos professores, e a criação de um grupo permanente para discutir a reestruturação da carreira acadêmica. No entanto, não foi apresentada nenhuma proposta de reajuste salarial para 2024, o que levou o Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) a decidir pela continuidade da greve.

O sindicato reivindica um aumento de 3,69% em agosto deste ano, 9% em janeiro de 2025 e 5,16% em maio de 2026. Em contrapartida, o governo oferece 9% em janeiro de 2025 e 3,5% em maio de 2026. As propostas do governo serão discutidas em assembleias nas universidades ao longo da próxima semana, mas a expectativa é de uma rejeição maciça, aumentando a pressão por um reajuste salarial imediato.

Em meio às negociações, o governo lançou na segunda-feira (10) o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para universidades federais e hospitais universitários, prevendo investimentos de R$ 5,5 bilhões. O ministro da Educação, Camilo Santana, também anunciou um acréscimo de R$ 400 milhões no custeio das instituições federais, elevando o orçamento de 2024 para R$ 6,38 bilhões, acima dos R$ 6,26 bilhões de 2023.

O novo programa também inclui a construção de dez novos campi em diversas cidades, incluindo São Gabriel da Cachoeira (AM), Rurópolis (PA), Baturité (CE), Sertânia (PE), Estância (SE), Jequié (BA), Cidade Ocidental (GO), Ipatinga (MG), São José do Rio Preto (SP) e Caxias do Sul (RS).

Apesar do aumento orçamentário, a presidente da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) e reitora da UnB (Universidade de Brasília), Márcia Abrahão, ressaltou a necessidade de resolver a questão salarial dos servidores das universidades.

No mesmo dia, o presidente Lula pediu o fim da greve dos docentes, argumentando que não havia motivos para a continuidade do movimento, o que irritou os servidores.

*Com informações de Folhapress

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