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INTERIOR

Com prefeito "ficha suja", presidente da Câmara assume prefeitura de Sidrolândia

Vanda Camilo (PP) foi a vereadora mais votada e será a primeira mulher a assumir a prefeitura do município
02/01/2021 11:03 - Gabrielle Tavares


A vereadora Vanda Cristina Camilo (PP) foi eleita presidente da Câmara Municipal de Sidrolândia na sexta-feira (2) e assumirá a prefeitura da cidade pelos próximos dias. Isso porque o prefeito eleito com 46,44% dos votos, Daltro Fiuza (MDB) espera decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para saber se poderá assumir o cargo.

Vanda é servidora pública aposentada e foi a vereadora mais votada do município. Ela será a primeira mulher a assumir a prefeitura de Sidrolândia.

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O vice-presidente é Sandro Gonzales (PSD), que assumirá o posto de presidente interino da Câmara. Também compõem a chapa Gilson Galdino (Rede) como primeiro secretário e a filha de Daltro Fiuza, Cristina Fiuza (MDB) como segunda secretária.

Outro grupo que concorria a presidência do legislativo municipal também era encabeçado por uma mulher, a vereadora e Professora Juscinei Claro (PP), irmã do Deputado Estadual Gerson Claro, com José Ademir Gabardo (PSDB) de vice, Itamar de Souza (Dem) como primeiro secretário e Gabriel Autocar (Patriota) de segundo secretário.

A disputa foi acirrada. Dos 15 vereadores, 8 votaram na chapa aliada a Fiuza e 7 no grupo aliado a Enelvo Felini (PSDB), oposição de Daltro nas eleições que recebeu com 39,51% dos votos e ficou em segunda posição.

Vanda ficará no cargo até o que o recurso de Fiuza seja julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Se o parecer for favorável, ele assume o comando de imediato, mas se a Justiça determinar a cassação de sua candidatura, o município passará por novas eleições.

Em entrevista ao jornal local Região News, Vanda disse que “vai fazer uma gestão transparente e espera contar com o apoio do Legislativo, inclusive de quem votou na chapa da vereadora Juscenei Claro”.

 
 

Entenda o caso  

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) indeferiu, por unanimidade, a candidatura de Daltro Fiuza (MDB) à prefeitura de Sidrolândia. A decisão saiu quatro dias antes das eleições municipais de 2020. Ele então recorreu ao TSE, onde ainda não teve julgamento marcado.

Mesmo “ficha suja”, por ter sido condenado por improbidade administrativa do Tribunal de Contas da União (TCU), Fiuza foi aprovado pela Justiça Eleitoral em primeira instância, pelo juiz eleitoral da 31º Zona Eleitoral, Claudio Müller Pareja.

Porém, a coligação adversária, encabeçada por Enelvo Felini (PSDB), recorreu da decisão e o caso foi parar na segunda instância do tribunal. Todos os membros do colegiado, seis no total, decidiram pelo indeferimento de Fiuza.

Ele é uma das 114 pessoas listadas pelo TCU em Mato Grosso do Sul e uma das 7.325 no Brasil. As contas reprovadas são referentes ao ano de 2008, último ano dele à frente da prefeitura de Sidrolândia. A reprovação foi feita pelos vereadores do município, tornando ele inelegível por oito anos.

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