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PEDIDO NEGADO

Supremo Tribunal Federal barra nova tentativa de Trutis trancar investigação da PF contra ele

Deputado é investigado pela Polícia Federal por forjar um atentado contra si em fevereiro de 2020
08/01/2021 16:55 - Thais Libni


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, impediu que o deputado federal Loester Trutis (PSL-MS) trancasse inquérito da Polícia Federal que investiga um atentado que ele teria forjado em fevereiro, quando alegou ser vítima de disparos em um carro alugado por ele, na BR-060, em Sidrolândia.

O revés de Trutis no Supremo é o segundo em uma semana, com pedido semelhante. Na semana passada, o ministro Dias Toffoli, também tinha negado pedido semelhante feito pela defesa do Deputado Federal. 

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O ministro Dias Toffoli, indeferiu o segundo pedido de Truts que estava tramitando STF. Segundo a decisão, a argumentação levantada é insuficiente, não dando a possibilidade de ganho da causa.  

"Destarte, inexistindo probabilidade do direito alegado, o caso não comporta deferimento da liminar. 

Encaminhe-se o processo ao gabinete do Ministro Relator, juízo natural para o exame do feito. Brasília, 6 de janeiro de 2021",asseverou o ministro.

O inquérito conduzido pela Polícia Federal, sob a relatoria da ministra Rosa Weber. Toffolli, porém, manteve a investigação da simulação de atentado com a ministra, e com o delegado da Polícia Federal, Glauber Fonseca de Carvalho Araújo.

Crimes

O incidente que Trutis divulgou e notificou a Polícia Federal como se tivesse sido um atentado, ocorreu em 16 de fevereiro de 2020. Em novembro do ano passado, o deputado federal sul-mato-grossense chegou a ficar detido na Polícia Federal, em operação que investigava o incidente, que a PF entendeu como uma "falsa comunicação de crime", um dos crimes do código penal.

Por meio da investigação da Policia Federal, realizada por peritos que rastrearam o GPS do carro aonde o deputado Loester Trutis estava e câmeras de segurança, foi obtido provas indicando que o atentado foi orquestrado pelo próprio.  

Em novembro de 2020, armas de uso restrito foram encontradas na casa de Trutis, durante a Operação Tracker. Trutis cegou a ser detido pela Policia Federal, mas se safou da prisão por ser colecionador.  

Trutis foi indiciado por falsa comunicação de crime, além de outros tipos criminais.  

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