Política

LAVA JATO

TCU aponta superfaturamento de R$ 29 bi de cartel na Petrobras

TCU aponta superfaturamento de R$ 29 bi de cartel na Petrobras

FOLHAPRESS

02/12/2015 - 23h00
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O cartel de empreiteiras que atuou na Petrobras deu um prejuízo estimados em R$ 29 bilhões em contratos de R$ 170 bilhões com a estatal de petróleo.

É o que aponta um processo aprovado na tarde desta quarta-feira (2) pelo TCU (Tribunal de Contas da União). O órgão está enviando a análise ao Ministério Público Federal e à CGU (Controladoria-Geral da União) por considerar que os valores dos acordos de leniência que estão sendo firmados são "irrisórios" para pagar os danos provocados pela atuação do cartel de empreiteiras na estatal.

"Essa é a conta. Os pixulecos foram a gorjeta", afirmou o relator do processo, ministro Benjamin Zymler, referindo-se às propinas que os delatores informaram ter pago para ter contratos na Petrobras.

O trabalho focou nos contratos da diretoria de abastecimento, a responsável pela construção de refinarias, em que participavam empresas pertencentes ao cartel. Essas contratações somam R$ 52 bilhões.

O trabalho comparou o que a Petrobras tinha de desconto em relação ao seu orçamento nas obras feitas pelo cartel com o desconto em obras em que o cartel não atuou. Os contratos com o cartel eram 17% mais caros, o que daria um prejuízo estimado de R$ 9 bilhões somente nesta diretoria.

Segundo Zymler, a estimativa de prejuízo é subestimada já que considera que o orçamento da Petrobras tinha preço adequado o que, segundo ele, nem sempre ocorria.

Uma segunda estimativa de prejuízo foi feita para contratos em que empresas do cartel atuaram além da diretoria de abastecimento. Com esses contratos, os valores chegam a R$ 170 bilhões e o prejuízo estimado alcança quase R$ 30 bilhões.

LENIÊNCIA

O relator reclamou que, além de acordos de leniência firmados em valores baixos, está em andamento no Congresso um projeto de lei que vai acabar com qualquer possibilidade de cobrar os valores reais desviados pelas empresas que firmarem acordos com o governo ou o ministério público.

Por esse projeto, será permitido que várias empresas façam acordos de leniência e não apenas a primeira, como manda a lei atual. Além disso, depois de firmado o acordo, os processos de cobrança dos superfaturamentos em andamento no TCU seriam extintos.

"A lei esquece o TCU e esquecer o TCU é esquecer R$ 30 bilhões", reclamou o ministro.

O tribunal também decidiu criar um grupo de auditores que vai trabalhar exclusivamente com processos envolvendo a Lava Jato.

Pesquisa

Datafolha: aprovação de Lula sobe para 36% e reprovação cai pra 31%

No mesmo período da gestão Jair Bolsonaro, ex-presidente era aprovado por 32% e reprovado por 44%

18/06/2024 18h17

Aprovação de Lula teve leve alta

Aprovação de Lula teve leve alta Arquivo

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viu uma leve melhora na sua avaliação, conforme revelado pela nova rodada da pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira, 18 de junho.

A aprovação de Lula subiu de 35% em março para 36% no levantamento atual. Ao mesmo tempo, a reprovação caiu de 33% para 31%. A avaliação regular apresentou uma leve variação, passando de 30% para 31%.

Comparando com o mesmo período do governo de Jair Bolsonaro, Lula está em uma posição mais favorável. Nos primeiros seis meses de gestão, Bolsonaro contava com 32% de aprovação e uma reprovação significativa de 44%, segundo os dados do Datafolha.

Em termos de expectativas econômicas, os dados mostram otimismo. Cerca de 40% dos entrevistados acreditam que a economia irá melhorar, enquanto 28% preveem uma piora e 27% acham que a situação permanecerá a mesma. Em março, essas expectativas eram de 39%, 27% e 32%, respectivamente.

Desafios econômicos

Apesar desse otimismo, muitos brasileiros ainda veem desafios econômicos. De acordo com a pesquisa, 42% dos entrevistados afirmaram que a situação econômica do país piorou nos últimos meses, enquanto 27% notaram uma melhora.

Quando perguntados sobre suas próprias finanças, 29% relataram uma melhora, enquanto 24% sentiram uma piora.

A pesquisa Datafolha foi realizada entre 4 e 13 de junho, ouvindo 2.008 eleitores em 113 municípios brasileiros. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, garantindo uma representação precisa das opiniões dos eleitores.

Esses números são importantes indicadores da percepção pública sobre a administração de Lula e fornecem uma visão clara das expectativas e preocupações econômicas dos brasileiros.

Com a aprovação ligeiramente maior que a reprovação, Lula tem um sinal positivo, mas ainda enfrenta desafios significativos, especialmente no campo econômico.

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Apostas esportivas

CPI das apostas ouve empresas de rastreamento de fraudes esportivas

A iniciativa de convidar especialistas busca esclarecer como funcionam as tecnologias de monitoramento das partidas de futebol no Brasil e a forma como essas informações são repassadas aos clientes

18/06/2024 18h00

Apostas esportivas

Apostas esportivas Arquivo

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Apostas, no Senado Federal, recebe hoje, às 14h, depoimentos de representantes de empresas especializadas em coleta e análise de dados esportivos. Esses dados são cruciais para casas de apostas e federações esportivas monitorarem a integridade das competições.

Entre os convidados estão Felippe Marchetti, gerente de Integridade da Sportradar, e Thiago Horta Barbosa, chefe de Integridade para a América Latina da Genius Sports. A iniciativa de convidar esses especialistas partiu do relator da comissão, senador Romário (PL-RJ), com o objetivo de esclarecer como funcionam as tecnologias de monitoramento das partidas de futebol no Brasil e a forma como essas informações são repassadas aos clientes.

A Sportradar mantém contratos com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e com a Federação Internacional de Futebol (Fifa) para monitorar diversos campeonatos no país. A empresa também presta serviços para várias casas de apostas esportivas, reforçando a importância do seu papel na prevenção de fraudes.

A CPI das Apostas já coletou depoimentos de figuras importantes do futebol, como John Textor, presidente da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Botafogo, Leila Pereira, presidente do Palmeiras, e Glauber do Amaral Cunha, árbitro acusado de manipulação de resultados.

*Com informações de Folhapress

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