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ELEIÇÃO

‘Urnas foram soberanas, mas precisamos apurar a influência do Planalto nas eleições do Congresso’, diz Tebet

Após ser derrotada, senadora afirmou que o governo federal liberou R$ 3 bilhões em emendas, o que poderia sustentar 10 milhões de famílias com o auxílio
01/02/2021 20:11 - Flávio Veras


Após ser derrotada pelo senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) na disputa da presidência do Senado Federal, a senadora Simone Tebet falou que reconhece a derrota, pois a vontade das é unânime. No entanto, ela afirmou que é preciso apurar a influência do Planalto Da Alvorada nas eleições do Congresso Nacional.  

Segundo a senadora, o governo federal liberou R$ 3 bilhões, algo que poderia sustentar por um mês 10 milhões de famílias com o auxílio emergencial, no valor de R$ 300.  

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“Primeiro, a agente não pode discordar, em hipótese alguma, da vontade das urnas. Elas, juntamente com o plenário, foram soberanas e a votação correu dentro da normalidade. Então reconheço de forma absoluta a vitória do Pacheco. O que passou nos bastidores e a forma que foi conduzida, é outra história e precisa ser relembrada no momento oportuno. Uma candidatura com o selo do governo federal, oferecendo cargos e espaços emendas extra orçamentárias distribuídas. Todo esse montante, daria para alimentar boa parte da população brasileira que alcançou os piores índices de miseráveis na média histórica.

E complementou dizendo que agora é o momento de unir forças em favor do Brasil, em prol da imunização contra o novo coronavírus (Covid-19). “O país tem urgência de uma pauta de imunização, ou seja, vacina, vacina e vacina. Caso essa imunização em massa não aconteça, corremos o risco de que, daqui a 4 meses, poderemos ter uma nova cepa”, alertou

A senadora falou também que é a favor da extensão do auxílio emergencial, respeitando os limites do teto de gastos. É possível o retorno dessa ajuda desde que corte uma gordura extra da máquina pública, congelam-se salários, mas não pode deixar o povo rasileiro passar fome. Se o governo é capaz de dispor de R $3 bilhões, fora da pauta orçamentária, tem gordura para o retorno do benefício, pois sem ele corremos o risco do comércio quebrar, e convulsão social nas ruas”, explicou  

POSSÍVEL SAÍDA

Sobre uma possível saída do MDB, após a “traição” de algumas caciques do partido em relação a sua campanha, a senadora se esquivou e afirmou que o momento agora é falar sobre as pautas prioritárias para uma retomada na economia.  

“Acabamos de sair de um processo eleitoral, mas agora estou mais preocupada com o amanhã, em relação ao plano de imunização, reforma tributária onde quem ganhe menos, passe a contribuir menos. Portanto, essa é minha prioridade neste mês de fevereiro, questões partidárias é um pouquinho mais para frente”, elencou com uma alusão a janela partidária, que acontece em março deste ano.  

ELEIÇÃO

Com 57 votos, o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) foi eleito presidente do Senado Federal, na tarde desta segunda-feira (1º). Ele derrotou a senadora Simone Tebet (MDB-MS), que obteve 21 votos dos 80 possíveis na Casa de Leis.  

A parlamentar perdeu força nas últimas semanas, sofrendo inúmeras derrotas, sendo que uma delas foi o isolamento articulado pelo próprio partido. Rodrigo Pacheco tinha o apoio do ex-presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e também do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).  

O senador, antagonista no pleito da senadora sul-mato-grossense, é tido pelos adversários como uma figura que poderia não respeitar a independência entre os poderes, e obedecer aos mandos do Planalto da Alvorado. No entanto, ele conseguiu apoio de partidos de esquerda, como o principal antagonismo ao bolsonarismo, o PT, do ex-presidente Lula, e o PDT, de Ciro Gomes.