Política

CONGRESSO NACIONAL

Temer nega dificuldades entre Governo e base

Temer nega dificuldades entre Governo e base

AGÊNCIA BRASIL

15/07/2011 - 14h39
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O vice-presidente Michel Temer negou hoje (15) dificuldades políticas entre o governo e a base aliada no Congresso Nacional. Temer classificou de “muito sólida” a relação do governo com a base aliada. O vice-presidente foi homenageado com a Medalha Barão de Mauá, concedida pela Associação Comercial do Rio de Janeiro pelas comemorações dos 202 anos da entidade.

“O Brasil vai indo bem. Esses pequenos acidentes de natureza política são mais ou menos normais, não devem nos impressionar, até porque passam rapidamente e são superados." De acordo com Temer, quando há algum problema num ministério, imediatamente há uma solução. "E a base governamental está muito sólida. Não há nenhuma dificuldade na relação do governo com a base governista”, ressaltou o vice-presidente.

Na cerimônia, que contou com a presença de vários empresários, Temer fez um balanço dos seis primeiros meses do governo Dilma Rousseff e reiterou que que o principal desafio é retirar 16,6 milhões de brasileiros que ainda vivem na faixa da extrema pobreza. Ele disse que este é um governo de continuidade e lembrou que, na administração passada, 30 milhões de pessoas passaram das classes D e E para a classe C.

"Hoje o plano contra a miséria é para fazer com que 16,6 milhões de pessoas que ainda estão num sistema de extrema pobreza possam seguir o mesmo caminho. Outro plano fundamental é o da segurança pública. Estamos coordenando a questão das fronteiras para evitar o crime que vem muitas vezes de outras regiões”, disse ele.

Após destacar que o governo não poderia ter feito mais do que fez, Temer afirmou que o Brasil vai bem. "Fala-se tanto na inflação, mas essa é uma expectativa que tem de ser controlada, e o governo está sabendo controlar. O país vai bem economicamente, vai bem politicamente, vai bem institucionalmente.”

Segundo o vice-presidente, o governo se mantém firme nas suas metas. “O governo não governa só para uma categoria. para uma classe, governa inclusive para aquelas que geram o desenvolvimento, como o empresariado e a classe média”, disse ele. “Eu acho que o Brasil ainda pode comemorar. Vocês têm notícia do que acontece na Europa e até, de maneira preocupante, do que vem acontecendo nos Estados Unidos, mas nós aqui estamos incólumes.”

Eleições 2024

Boulos recebe apoio do PMB, partido com ligações passadas a Bolsonaro e Weintraub

GUilherme Boulos é pré-candidato à prefeitura de São Paulo

23/05/2024 22h00

Guilherme Boulos

Guilherme Boulos Reprodução / Instagram

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O pré-candidato à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL), anunciou nesta quinta-feira o apoio do Partido da Mulher Brasileira (PMB), representado por sua presidente nacional, Suêd Haidar Nogueira. O partido, ao qual o ex-ministro bolsonarista Abraham Weintraub é filiado, eleva para sete o número de siglas na coligação de Boulos.

Durante o evento, Suêd Nogueira refutou a associação do PMB a Jair Bolsonaro, apesar de abrigar simpatizantes do ex-presidente. "Nunca entreguei uma ficha de filiação para Jair Messias Bolsonaro", afirmou Suêd, destacando que o partido não é feminista, um ponto que contrasta com a composição majoritariamente de esquerda dos partidos aliados a Boulos.

Boulos, que conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), minimizou as divergências, enfatizando que a aliança demonstra a capacidade de diálogo e disposição para concessões. "Há coerência [do PMB] com a decisão de enfrentar o bolsonarismo em São Paulo", declarou o deputado, criticando a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que busca a reeleição com apoio de Bolsonaro e 11 partidos.

PMB: História e Reposicionamento

Suêd Nogueira reforçou que o PMB não é de direita, esquerda ou centro, mas "está na frente", priorizando "cuidar da vida das pessoas". Ela mencionou que o partido enfrentou tentativas de compra, mas manteve sua independência. "Nosso partido pode não ter dinheiro, mas ainda tem voz", afirmou.

O PMB, que não possui representantes no Congresso Nacional nem uma militância consolidada em São Paulo, lançou a pré-candidatura de Cristina Graeml em Curitiba, uma bolsonarista de destaque. Em São Paulo, Abraham Weintraub, que concorreu a deputado federal em 2022 sem sucesso, se opôs ao apoio do partido a Boulos e planeja reivindicar judicialmente seu direito de concorrer de forma independente.

Repercussão e Expectativas

Dirigentes dos seis partidos aliados a Boulos (PSOL, PT, Rede, PC do B, PV e PDT) também participaram do anúncio. Laércio Ribeiro, presidente municipal do PT, elogiou a habilidade de Boulos em formar alianças diversificadas, combinando fidelidade às suas convicções com propostas antagônicas. "Boulos tem tido capacidade extraordinária de construir consensos", afirmou.

Boulos ressaltou que a diversidade é a força de sua frente e prometeu uma gestão aberta e colaborativa se eleito. "Governo não é feito sozinho por um prefeito", disse, abordando esforços para combater sua imagem de radical e se apresentar como um político apto para negociações.

Contexto 

O PMB está em processo de reposicionamento, buscando evitar extremismos. "Tudo que é extremista nós não vamos permitir no partido. A gente entendeu que [Boulos] é um bom projeto para a Prefeitura de São Paulo", declarou Sidclei Bernardo, vice-presidente nacional do PMB. A sigla também conversou com representantes das pré-campanhas de Nunes e Tabata Amaral (PSB), mas optou por apoiar Boulos.

No Paraná, o PMB mantém uma postura firme contra coligações com partidos de esquerda. "O partido na [gestão] nacional tem a posição determinada de centro", afirmou Fabiano dos Santos, presidente estadual do PMB. A sigla tentou mudar de nome duas vezes, mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não autorizou as alterações.

Política

Flávio, Zambelli e outros bolsonaristas são multados pelo TSE por associar Lula a satanismo

O tribunal considerou que o grupo promoveu divulgação de propaganda eleitoral negativa contra Lula na campanha das eleições gerais de 2022.

23/05/2024 20h00

Deputada, Carla Zambelli (PL-SP

Deputada, Carla Zambelli (PL-SP Fotos: Lula Marques/ Agência Brasil

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O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) multou parlamentares bolsonaristas em R$ 30 mil nesta quinta-feira (23) por associarem o então candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao satanismo.

Foram penalizados os deputados federais Carla Zambelli (PL-SP) e Gustavo Gayer (PL-GO) e os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Cleiton Gontijo de Azevedo, o Cleitinho (Republicanos-MG).

O youtuber Bernardo Küster e o músico Roger Moreira também foram condenados ao pagamento da multa, que deverá ser quitada individualmente.

O tribunal considerou que o grupo promoveu divulgação de propaganda eleitoral negativa contra Lula na campanha das eleições gerais de 2022.

Eles foram acusados de fazer estas associações, após o primeiro turno das eleições, por meio de notícias falsas divulgadas em suas redes sociais.

A ação foi movida pela coligação Brasil da Esperança, que acusava os envolvidos de compartilhar vídeos gravados por um usuário da rede TikTok que se apresenta como satanista. O homem, que tem milhares de seguidores na plataforma, promovia uma falsa declaração de apoio a Lula para vincular sua imagem à do candidato, visando prejudicá-lo.

Segundo a coligação, ao veicular a mensagem, os parlamentares e os demais acusados tinham como meta associar Lula a "toda ideia de maldade", em um pleito marcado pelo envolvimento de pautas religiosas no debate político-eleitoral.

O caso começou a ser analisado no plenário virtual do tribunal, na sessão realizada entre os dias 19 e 25 de abril deste ano.

O relator do caso, ministro Raul Araújo havia votado pela improcedência do pedido em relação à parte dos acusados, mas determinou multa de R$ 25 mil aos parlamentares.
No entanto, o ministro Floriano de Azevedo Marques apresentou divergência, afirmando que os que compartilharam o vídeo e fizeram comentários também tiveram culpa grave. Ele foi seguido pela maioria dos ministros.

O plenário determinou, ainda, que todos os envolvidos não promovam novas manifestações sobre os mesmos fatos tratados na ação, sob pena de multa de R$ 30 mil por reiteração da conduta.
 

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