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IMPASSE

Tereza Cristina pode ser próxima a deixar o governo

Integrantes do partido da ministra acreditam que ela deve se desvincular de notícias negativas
25/04/2020 17:24 - Súzan Benites


Com a demissão do agora ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, nesta sexta-feira (24), grupos políticos já defendem a saída da ministra da Agricultura, Tereza Cristina Dias, da pasta. Uma ala do próprio partido político da ministra, o DEM, acredita que ela é uma estrela do governo de Jair Bolsonaro, e que deveria se afastar para não ser atrelada a notícias negativas em relação ao presidente.

Reportagem da Folha de São Paulo deste sábado (25) detalha que integrantes da cúpula do partido estariam preocupados que a ministra fosse atrelada a notícias, como as acusações que Moro fez de que o presidente teria o objetivo de interferir no trabalho da Polícia Federal. 

Ainda segundo o portal nacional, Tereza Cristina tem sido atacada por bolsonaristas por ser do partido de Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, a quem Bolsonaro definiu como adversário. 

Outro problema apontado pelas agências de noticiais é que a ministra tem atuado para manter as relações comerciais com a China, principal consumidora dos agronegócios do País, mesmo diante de duras críticas do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) ao país asiático. 

Com as sucessivas demissões no alto escalão do governo federal, como a saída de Moro e do ex-ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), integrantes do DEM avaliam que não são pequenas as chances de Tereza Cristina pedir para deixar o ministério. 

A reportagem do Correio do Estado tentou entrar em contato com a ministra, mas conforme informado pela assessoria de imprensa, Tereza Cristina não vai se pronunciar sobre o assunto.  

AGRONEGÓCIOS

A possibilidade de Tereza Cristina deixar a pasta pode prejudicar o setor que tem sido responsável por bom desempenho no PIB do país. Segundo reportagem da Folha, entidades ligadas ao agronegócio, afirmam que a ministra tem sido uma excelente interlocutora entre o setor produtivo e o governo federal, durante a crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19). 

Nesta sexta-feira, a ministra Tereza Cristina participou de uma teleconferência com 23 adidos agrícolas que atuam em diversos países. O intuito da reunião foi a apresentação dos cenários do setor agrícola e possíveis ações para a retomada da economia pós-pandemia. A ministra destacou que as exportações brasileiras estão fluindo bem, apesar da diminuição para alguns países. Segundo ela, a Ásia como um todo atualmente importa mais produtos agrícolas do Brasil do que Estados Unidos, Argentina e União Europeia juntos.

A ministra lembrou a importância de reforçar para os outros países que o Brasil é um parceiro confiável no fornecimento de alimentos e está dando conta do abastecimento interno neste momento. “É importante esse olhar de vocês no dia a dia, porque vocês estão na ponta. Nós lemos os jornais, mas vocês têm o feeling e podem trazer essa leitura muito mais real. Precisamos ter as informações atuais para que possamos traçar cenários sobre o que vem para o futuro”, disse Tereza Cristina.

De acordo com informações do Ministério da Agricultura, a ministra recomendou que os adidos descrevam para os países onde atuam sobre os padrões de qualidade dos produtos agrícolas brasileiros. “Isso vai ser fator preponderante para o período pós-coronavírus. Existe um desconhecimento generalizado sobre a agricultura brasileira, o que acaba gerando críticas de outros países”, disse a ministra, lembrando que a sanidade dos produtos brasileiros pode fazer a diferença no mercado internacional.

 

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!