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ESTADOS UNIDOS

Trump diz que discorda de resultado eleitoral, mas que haverá 'transição ordeira'

Apoiadores invadiram Capitólio na noite de ontem. Por segurança, cédulas dos votos foram retiradas do plenário do Congresso dos EUA
07/01/2021 08:46 - Estadão Conteúdo


Após o Congresso formalizar a vitória de Joe Biden e Kamala Harris nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, o presidente americano, Donald Trump, divulgou nesta quinta-feira, 7, um comunicado no qual garante que haverá uma "transição ordeira" de poder em 20 de janeiro.

Ainda assim, o republicano voltou a afirmar que "discorda totalmente" do resultado do pleito e que queria garantir que apenas os "votos legais" fossem contados. 

"Embora esse represente o fim do melhor primeiro mandato da história presidencial, é apenas o começo da nossa luta para tornar a América Grande outra vez", destacou, em referência a seu slogan de campanha.

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A nota marca o fim dos esforços do atual líder da Casa Branca para reverter o triunfo do oponente democrata. Desde a eleição, em novembro, Trump tem acusado a oposição de ter fraudado a votação, na qual foi derrotado por Biden por uma margem superior a 7 milhões de votos. 

A campanha de Trump chegou a deflagrar uma batalha jurídica para tentar invalidar o resultado, mas a Justiça rejeitou praticamente todas as ações.

O processo culminou em confusão na sessão conjunta do Congresso para certificar a vitória de Biden. 

O evento costuma ter caráter cerimonial, mas se estendeu por horas depois que republicanos apresentaram objeções e apoiadores de Trump invadiram o Capitólio, na tarde de quarta-feira, em protesto.

Após mais de 14 horas, o vice-presidente Mike Pence validou nesta quinta-feira a eleição dos democratas, que receberam 306 votos no Colégio Eleitoral, ante 232 do atual presidente, derrotado no pleito.

 Votos foram retiradas do plenário

As cédulas de votos do Colégio Eleitoral dos Estados Unidos, que confirmam a vitória do presidente eleito Joe Biden, foram resgatadas do plenário do Senado antes dos protestos violentos desta quarta-feira, 6, segundo o senador democrata Jeff Merkley. 

"Se nossa equipe competente não os tivesse seguradas, elas teriam sido queimadas pela multidão", disse Merkley.

A contagem de votos do Colégio Eleitoral e ratificação do resultado pelo Congresso foi retomada na noite de quarta, após seis horas de interrupção, em virtude das manifestações violentas no Capitólio.

Líderes mundiais repercutem certificação da vitória de Biden e violência nos EUA

Líderes políticos de todo o mundo repercutiram a certificação de Joe Biden como presidente eleito dos Estados Unidos e as cenas de violência em meio a sessão oficialização do pleito na sede do Congresso americano.

A repórteres, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, caracterizou a formalização do resultado como um triunfo das forças democráticas. 

"Infelizmente, o presidente Trump não aceitou sua derrota desde novembro, nem mesmo ontem, e isso naturalmente criou um ambiente que permitiu tais eventos violentos", comentou.

Pelo Twitter, o primeiro-ministro da Itália, Guiseppe Conte, disse estar preparado para trabalhar com Biden para "promover uma agenda global voltada ao crescimento, sustentabilidade e inclusão".

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, afirmou que o país está preocupado com os "ataques à democracia" em seu "aliado mais próximo". "A violência nunca irá ser bem-sucedida em invalidar o desejo do povo. A democracia nos EUA precisa ser respeita - e será", escreveu, também em redes sociais.

Já o premiê britânico, Boris Johnson, classificou como "vergonhosos" os protestos violentos em Washington. "Os EUA defendem a democracia ao redor do mundo e, agora, é vital que ocorra uma ordeira e pacífica transição de poder", destacou.

A primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, responsabilizou Trump pela situação. "O que estamos vendo em Washington é um completamente inaceitável ataque à democracia dos EUA. O presidente Trump tem que ser responsável para parar isso. Imagens assustadoras", comentou.

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