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ISOLAMENTO NA PANDEMIA

Vereadores acreditam que população ignora riscos causados pela Covid-19

Aglomerações e pessoas sem máscaras são comuns nas ruas da Capital
16/06/2020 14:30 - Bruna Aquino


 

O distanciamento social ou a falta dele tem dado o que falar nos últimos dias com o aumento de novos casos do novo coronavírus em Mato Grosso do Sul. Mesmo com os índices mais alarmantes no interior do Estado [como Dourados, por exemplo], Campo Grande é a segunda cidade com mais pessoas infectadas pelo vírus, situação que pode estar ligada a desobediência das pessoas que não estão acreditando nos estragos em massa que a doença [covid-19] pode causar na cidade, segundo os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande. 

Os dados são preocupantes e mostram que Campo Grande já tem 784 casos confirmados desde que a pandemia chegou ao Estado, segundo boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira (16) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) em transmissão ao vivo pela Facebook. Mato Grosso do Sul já está na casa dos 3,7 mil casos da doença com 35 óbitos. 

O tema foi levantado pelos vereadores na sessão ordinária desta terça-feira na Câmara Municipal, com destaque na obrigatoriedade do uso de máscara, situação que já está sendo analisada pelo prefeito Marcos Trad (PSD) por recomendação do Ministério Público. 

Não acreditar no perigo da doença aliado ao descumprimento dos protocolos de segurança, pode agravar a doença nos próximos dias, segundo a vereadora Cida Amaral (PSDB) vice-presidente da Comissão Permanente de Saúde da Câmara. “As pessoas às vezes parecem que não estão acreditando, é muito assustador o número de pessoas nas ruas que não estão usando máscara, a vida ela é única. Essa é uma doença nova, é um inimigo invisível, enquanto se não tem vacina, protocolo de tratamento, o melhor remédio é o distanciamento social, é preciso se proteger, proteger nossos idosos usando a máscara”, disse. 

"DESCRENÇA"
O vereador Eduardo Cury (DEM) que também atua na área da saúde, acredita que o que acontece na sociedade, no que diz respeito aos aumentos de casos, tanto na Capital quanto no interior do Estado é a consequência da indisciplina sanitária. “O distanciamento, deve ser prioridade, cena que não estou vendo nos últimos dias, por exemplo, no Dia dos Namorados, passei pela cidade para fiscalizar e fiquei horrorizado, bares e restaurantes com filas, locais lotados sem distanciamento, sem uso de máscara, lamentavelmente nos próximos 10 dias teremos problemas”, pontuou. 

O vereador ainda destacou que há uma “descrença” da população que faz parte da cultura brasileira. “Por exemplo, o interior do nosso estado não está convencido de que essa doença existe, olha Dourados, em todas as cidades de entorno, estão vivendo como se não houvesse nada, é a roda de tereré, é o truco, hábitos culturais que as pessoas não estão abrindo mão. Pessoas estão perdendo a vida por conta disso”, destacou. 

Líder do prefeito na Câmara, o vereador Chiquinho Telles (PSD) bate na tecla que cada um precisa “fazer a sua parte” e relacionou a prevenção da doença com a dengue. “O prefeito está tomando as devidas precauções, já recebeu críticas quando fechou o comércio, a doença é uma preocupação de todos e depende de cada um fazer sua parte. È como a dengue, se não limpar o quintal pode ser contaminado, assim como a covid-19, que precisa de máscara, distanciamento social e higiene das mãos”, comparou. 

Diferente das opiniões relacionadas à população, o vereador Papy (Solidariedade) aponta que a população está se adaptando conforme a flexibilização proposta pela prefeitura e é preciso mais fiscalização nos decretos. “Hoje em dia, fora os parques estão funcionando, é um reflexo dos decretos. O que a gente tem ouvido é que a aglomeração traz contágio da doença, mas Campo Grande, se for analisar por números deveria estar mais flexibilizada. Acho que temos pouca informação, a fiscalização daquilo que foi decretado têm de acontecer e a gestão pública deveria estimular mais as pessoas a ficarem em casa”, finalizou.

 

Felpuda


Candidato a vereador caiu em desgraça, pelo menos em um dos bairros de Campo Grande, ao promover comício em ginásio de esporte, com direito a ônibus lotados e espoucar de muitos fogos de artifício.

Aí dito-cujo foi alvo de muitas críticas, tanto pela zoeira causada, como por ter mandado às favas quaisquer cuidados na prevenção da Covid-19, ao promover grande aglomeração. Irresponsabilidade é pouco, hein?!