Política

CÂMARA MUNICIPAL

Vereadores votam 14 projetos de lei na sessão de terça-feira

Entre as propostas, está aumento de reserva de vagas para indígenas em concurso

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Os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande votam, na sessão ordinária desta terça-feira (6), 14 projetos de lei. Entre os projetos, será apreciado em única discussão e votação, em regime de urgência, proposta do Executivo Municipal que aumenta de 3% para 5% o quantitativo de reservas de cargos nos concursos públicos para indígenas. 

Já em segunda discussão e votação, os vereadores apreciam outras 13 propostas. O projeto de lei n. 8.732/17, do vereador Delegado Wellington, cria o Programa de Redistribuição de Alimentos Excedentes e dá outras providências.

Também, o projeto de lei n. 8.961/18, que dispõe sobre a inclusão do grupo sanguíneo e do fator RH no uniforme ou capacete dos motoboys e mototaxistas no município. A proposta é de autoria do vereador Júnior Longo.

Os vereadores ainda analisam o projeto de lei n. 8.989/18, do vereador Prof. João Rocha, que declara de utilidade pública municipal o Lar Espírita Caravana de Luz; o projeto de lei n. 9.131/18, do vereador Dr. Lívio, que institui, no âmbito do município de Campo Grande, o Núcleo de Apoio à Comunidade Escolar; e também o projeto de lei n. 9.197/19, que altera a terminologia “portador de deficiência” para “pessoas com deficiência - PCD”. A proposta é de autoria do vereador Ademir Santana.

Ainda em segunda discussão, vai a plenário o projeto de lei n. 9.201/19, dos vereadores Valdir Gomes, Júnior Longo e Vinicius Siqueira, que dispõe sobre a autorização para construção e instalação de banheiros nos abrigos de táxi e mototáxi na Capital; o projeto de lei n. 9.236/19, do vereador Pastor Jeremias Flores, que cria o Selo Empresa Amiga da Juventude; e o projeto de lei n. 9.249/19, de autoria dos vereadores Carlão, Valdir Gomes, Odilon de Oliveira e Delegado Wellington, que autoriza o Executivo Municipal para a instalação de detectores de metais nas escolas da Rede Pública Municipal de Campo Grande.

Também segue para apreciação dos vereadores o projeto de lei n. 9.257/19, do vereador Carlão, que institui o Dia Municipal do Ferroviário no Calendário Oficial do Município; o projeto de lei n. 9.301/19, de autoria dos vereadores Prof. João Rocha e Carlão, que revoga a lei n. 4.065, de 15 de agosto de 2003, que declara de utilidade pública municipal o Lar Mãe Mariana; e ainda o projeto de lei n. 9.331/19, substitutivo ao projeto de lei n. 9.159/19, que denomina de "Dr. Ricardo Trad" o trecho do rodoanel que interliga a MS-010 à BR-163. A proposta é de autoria dos vereadores William Maksoud, João César Mattogrosso e Otávio Trad.

Por fim, os parlamentares ainda votam o projeto de lei n. 9.338/19, do vereador Dr. Wilson Sami, que institui no município de Campo Grande o Dia do Nascituro e a Semana da Vida; e o projeto de lei n. 9.340/19, substitutivo ao projeto de lei n. 9.284/1

ACEITOU

Moraes autoriza Bolsonaro a ser submetido a ultrassom na prisão

Exame será feito com equipamento portátil nas regiões inguinais

14/12/2025 11h30

Alexandre de Moraes aceitou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para realização de um exame de ultrassonografia dentro da prisão

Alexandre de Moraes aceitou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para realização de um exame de ultrassonografia dentro da prisão Foto: Reprodução

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para realização de um exame de ultrassonografia dentro da prisão. A decisão foi proferida na noite deste sábado (13).

Bolsonaro está preso em uma sala da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela condenação na ação penal da trama golpista.

“Diante do exposto, autorizo a realização do exame no local onde o condenado encontra-se custodiado, nos termos requeridos pela defesa. Dê-se ciência da presente decisão à Polícia Federal. Intimem-se os advogados regularmente constituídos”, decidiu o ministro.

O pedido de autorização foi feito na última quinta-feira (11) após Moraes determinar que Bolsonaro passe por uma perícia médica oficial, que deve ser feita pela própria PF, no prazo de 15 dias.

O exame será feito pelo médico Bruno Luís Barbosa Cherulli. O profissional fará o procedimento com um equipamento portátil de ultrassom, nas regiões inguinais direita e esquerda.

A defesa disse que a medida é necessária para atualizar os exames do ex-presidente. Ao determinar a perícia, Moraes disse que os exames apresentados por Bolsonaro para pedir autorização para fazer cirurgia e cumprir prisão domiciliar são antigos.

Na terça-feira (9), os advogados de Bolsonaro afirmaram que o ex-presidente apresentou piora no estado de saúde e pediram que ele seja levado imediatamente ao Hospital DF Star, em Brasília, para passar ser submetido a cirurgia.

Espera

Motta aguarda assessoria jurídica da Câmara para definir posse de suplente de Zambelli

Primeira Turma do STF confirmou, ontem, 12, a decisão do ministro Alexandre de Moraes que decretou a perda imediata do mandato de Zambelli

13/12/2025 21h00

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta Foto: Câmara dos Deputados

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), espera uma resposta da assessoria jurídica da Casa para definir o destino do mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) até segunda-feira, 15.

A equipe de Motta afirmou à reportagem que a decisão deve tratar não necessariamente da cassação de Zambelli, mas da posse de Adilson Barroso (PL-SP). O prazo de 48 horas dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) à Câmara menciona especificamente a posse do suplente, não a cassação da titular.

A Primeira Turma do STF confirmou, ontem, 12, a decisão do ministro Alexandre de Moraes que decretou a perda imediata do mandato de Zambelli. O colegiado também chancelou a determinação para que a Mesa da Câmara dê posse ao suplente da deputada em até 48 horas, como prevê o regimento interno da Casa.

A decisão anulou a deliberação da própria Câmara de rejeitar a cassação de Zambelli, o que foi visto como afronta ao STF. Foram 227 votos pela cassação, 170 votos contrários e dez abstenções. Eram necessários 257 votos para que ela perdesse o mandato.

Moraes disse em seu voto que a deliberação da Câmara desrespeitou os princípios da legalidade, da moralidade e da impessoalidade, além de ter "flagrante desvio de finalidade".

O ministro afirmou que a perda do mandato é automática quando há condenação a pena em regime fechado superior ao tempo restante do mandato, já que o cumprimento da pena impede o trabalho externo.

Nesses casos, cabe à Casa legislativa apenas declarar o ato, e não deliberar sobre sua validade.

O STF condenou Zambelli em maio pela invasão de sistemas e pela adulteração de documentos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A pena é de 10 anos de prisão em regime inicial fechado, e tem como resultado a perda do mandato na Câmara.

A deputada, no entanto, fugiu do País antes do prazo para os recursos. Ela hoje está presa preventivamente na Itália, e aguarda a decisão das autoridades italianas sobre a sua extradição.

A votação em plenário na madrugada da quinta-feira, 11, contrariou a decisão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, que, na tarde desta quarta-feira, 10, tinha aprovado a cassação.

Zambelli participou por videoconferência da deliberação da CCJ e pediu que os parlamentares votassem contra a sua cassação, alegando ser inocente e sofrer perseguição política. "É na busca da verdadeira independência dos Poderes que eu peço que os senhores votem contra a minha cassação", disse.

No plenário, a defesa ficou com Fábio Pagnozzi, advogado da parlamentar, que fez um apelo para demover os deputados. "Falo para os deputados esquecerem a ideologia e agir como seres humanos. Poderiam ser o seus pais ou seus filhos numa situação dessas", afirmou. O filho da parlamentar, João Zambelli, acompanhou a votação. Ele completou 18 anos nesta quinta-feira.

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), discursou pedindo pela cassação. "Estamos aqui para votar pela cassação que já deveria acontecer há muito tempo", disse.

O PL trabalhou para contornar a cassação, para esperar que Zambelli perca o mandato por faltas. Pela regra atual, ela mantém a elegibilidade nessa condição.

Caso tivesse o mandato cassado, ficaria o tempo de cumprimento da pena mais oito anos fora das urnas. Ela só poderia participar de uma eleição novamente depois de 2043. Estratégia similar foi feita com Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que deverá ter a perda do mandato decretada pela Mesa Diretora.

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