Política

Política

Vida nova

Vida nova

Redação

22/02/2010 - 03h27
Continue lendo...

Deixar de ser você mesma e viver outras vidas, outras personalidades, conflitos e experiências. Isso é o que atrai Bruna di Túlio em ser atriz. “Não consigo entender quem prefere ser outra coisa que não ator”, declara a bela atriz paulista, aos risos, dizendo que, no momento, anda encantada por Lilia, alta executiva de Brasília que vai encarnar em “Ribeirão do tempo”, próxima novela da Record, escrita por Marcílio Moraes e dirigida por Edgard Miranda. “Ela é uma mulher moderna, chique, que usa roupas estilosas, como saias de cintura alta e blusas de seda. Estou apaixonada!”, conta, entusiasmada. Longe do ar desde “Amor e intrigas”, trama de Gisele Joras em que deu vida à alpinista social Fabíola, Bruna não via a hora de voltar à tevê. Por isso ficou tão feliz quando recebeu o telefonema de Bianca Russo, produtora de elenco da Record, a convidando para representar a bem-sucedida assessora do Senador Érico, interpretado por Henrique Martins. “Estava na Bahia, visitando minha mãe, quando soube que tinha sido escalada. Fiquei radiante! Ainda mais porque antes de me ligarem já estava muito a fim de participar da novela”, lembra, fazendo questão de ressaltar sua simpatia pelo autor e o diretor da trama. “O texto do Marcílio é um primor. E conheço o Edgard há um tempão!”, elogia. Bruna conta que, assim que recebeu a sinopse com as primeiras informações a respeito da personagem, começou a observar ainda mais o comportamento das pessoas. Principalmente o das mulheres que exercem cargos de poder. Além de assistir a filmes relacionados ao assunto, também assistiu a todos os episódios do seriado americano “Twin peaks”. “O Edgard me sugeriu assisti- lo pela linguagem, que é parecida com a da novela”, explica. Como se não bastasse viver no mundo polêmico da política, a personagem de Bruna ainda vai transitar em outro terreno igualmente escorregadio. “Ela vai ser amante do Nicolau, que é o filho do senador, um playboy, que gosta de aproveitar a vida”, adianta, referindo-se ao personagem interpretado por Heitor Martinez. Apesar de Lilia e Nicolau namorarem às escondidas e de ele viver atrás de um “rabo de saia”, Bruna garante que o “bon vivant” será apaixonado pela assessora do pai. “Não é simplesmente uma relação carnal”, acredita. Extremamente seduzida por Lilia, a atriz afirma que, desde que começou a gravar a novela, só tem olhos para a bemsucedida assessora. “Fico o dia inteiro buscando a Lilia. Na rua, nas pessoas, nas vitrines. Se vejo uma roupa, penso: será que isso ficaria legal nela?”, confessa ela, que já escolheu até um perfume para usar durante o período em que vai viver a personagem. “É o Donna Karan Gold. Achei clássico, a cara dela. O cheiro me ajuda a concentrar a emoção nela”, explica. Além de todo o esforço e detalhismo para criar a personagem física e intelectualmente, Bruna ainda se deu ao trabalho de consultar a fonoaudióloga Rose Gonçalves para encontrar o tom correto de Lilia. “Em todo início de trabalho, procuro a Rose para me ajudar a encontrar a melhor respiração para a personagem”, destaca, entregando que também se preocupou em não julgar o meio em que a personagem está inserida. “Sei como é o universo político, mas procuro não julgar. O que sei é que ela é apaixonada pelo tema. Mas se ela vai fazer algo ilegal no decorrer da novela, se vai ser corrompida, eu já não sei. Tudo é possível”, aposta, entre risos.

em brasília

Governador Eduardo Riedel assume presidência do Consórcio Brasil Central

Riedel foi eleito por unanimidade e vai comendar a assembleia de governadores até o fim do ano

21/01/2026 12h00

Riedel assumiu presidência do Consórcio Brasil Central, em Brasília

Riedel assumiu presidência do Consórcio Brasil Central, em Brasília Foto: Reprodução

Continue Lendo...

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), tomou posse como presidente do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central nesta quarta-feira (20). Riedel foi eleito no dia 10 de novembro de 2025, por unânimidade, e a posse oficial ocorreu hoje, em Brasília.

"Assumo a presidência do Consórcio Brasil Central com o compromisso de manter o diálogo e a cooperação, dando continuidade as ações que fortalecem a gestão pública entre os estados", disse Riedel, em publicação no Instagram.

Ele assumiu o cargo deixado pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que presidiu o Consórcio por dois anos. 

"Entrego o meu mandato de dois anos para o meu colega Eduardo Riedel, que vai assumir e dando continuidade para integrar todos os nossos estados do Centro-Oeste e parte do Norte do Brasil. [...] Passar a presidência a este colega que tem uma experiência muito grande e vai tocar o Consórcio com a competência e o dinamismo que ele toca Mato Grosso do Sul", disse Caiado.

Conforme Riedel, a primeira assembleia com a nova presidência marcou a coordenação entre os governos, "formalizando prioridades e decisões estratégicas que darão suporte às iniciativas ao longo do ano".

Além de Mato Grosso do Sul, integram Consórcio Brasil Central a Assembleia de Governadores:

  • Goiás – Governador: Ronaldo Caiado
  • Distrito Federal – Governador: Ibaneis Rocha
  • Maranhão – Governador: Carlos Brandão
  • Mato Grosso – Governador: Mauro Mendes
  • Rondônia – Governador: Marcos Rocha
  • Tocantins – Governador: Wanderlei Barbosa

Criado em 2015 o bloco tem como objetivo impulsionar o desenvolvimento econômico e social das regiões. Juntos, os estados que compõem o grupo representam 29% do território nacional, com 26,2 milhões de habitantes e 49% das exportações brasileiras. 

Eleição

Em novembro de 2025, foi realizada a eleição entre os governadores que participam do Consórcio, devido a ser o último ano do mandado do governador Reinaldo Caiado, que terminou no dia 31 de dezembro.

Em reunião realizada em Brasília, após votação unânime dos participantes, o secretário-executivo, José Eduardo Pereira Filho, declarou como eleito para o cargo de presidente o governador Eduardo Riedel.

Ele presidirá o consórcio no período de 1º de janeiro de 2026 a 31 de dezembro de 2026.

Apesar de assumir o cargo oficialmente nesta quarta-feira (21), Riedel foi empossado no dia 1º de janeiro, confirme publicação em Diário Oficial.

ELEIÇÕES 2026

Simone deve migrar para SP e facilitar para partidos de centro-direita de MS

A ministra de Planejamento e Orçamento terá, no fim deste mês, uma reunião com Lula para definir o futuro político neste ano

21/01/2026 08h00

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), é cotada para disputar o governo de SP

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), é cotada para disputar o governo de SP Lula Marques/Agência Brasil

Continue Lendo...

O futuro político da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), deve mesmo migrar para São Paulo para concorrer ao Senado ou ao governo estadual nas eleições gerais deste ano, deixando o caminho livre para os seus concorrentes de centro-direita em Mato Grosso do Sul.

O Correio do Estado apurou que ela terá, no fim deste mês, uma conversa privada com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para definir qual caminho tomará no pleito deste ano, pois a ministra também tem pretensão de disputar ao Senado por Mato Grosso do Sul.

Afinal, conforme a pesquisa do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), publicada no dia 10 de dezembro pelo Correio do Estado, a sul-mato-grossense apareceu colada nos pré-candidatos Reinaldo Azambuja (PL), Capitão Contar (PL) e Nelsinho Trad (PSD), que estão triplamente empatados na liderança.

Lula pediu a conversa a sós com a ministra quando estiveram juntos no fim do mês passado em Foz do Iguaçu (PR), durante a Cúpula do Mercosul, e, na volta a Brasília, ambos estavam no mesmo voo, momento em que combinaram de discutir o papel dela nas eleições.

A reportagem apurou que a reunião faz parte da estratégia do presidente Lula de montar um palanque forte em São Paulo para reforçar o projeto dele de reeleição e, portanto, as chances de Tebet disputar as eleições por Mato Grosso do Sul são remotas.

O chefe do Executivo conta com ela como candidata a governadora para fazer frente ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que, a princípio, deve mesmo tentar a reeleição, desistindo de se aventurar como candidato a presidente da República.

NOVO ENDEREÇO

No entanto, para ser candidata em São Paulo, a ministra tem de trocar o domicílio eleitoral e também deixar o MDB, partido ao qual está filiada há 27 anos, porque a legenda comanda a capital com o prefeito Ricardo Nunes, que vai apoiar a reeleição de Tarcísio de Freitas, pois ele foi determinante no pleito de 2024, quando o emedebista foi reeleito.

Simone nunca escondeu de ninguém que estará com Lula na disputa presidencial e que topará o desafio que ele propuser. Portanto, como as últimas pesquisas de intenções de votos em São Paulo já demonstraram, ela é fortíssima para uma vaga na majoritária, seja ao Senado ou ao governo estadual.

Para o PT, a ministra tem a capacidade de agregar um eleitor que não vota tradicionalmente no partido, além disso, é mulher, tem bom desempenho no debate público e compõe o governo de Lula em um ministério importante.

Dessa forma, caso aceite a orientação de Lula, Tebet já tem em mãos um convite do PSB feito pelo presidente do PSB em São Paulo, Caio França, e reforçado pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, que declarou recentemente que ficaria honrado em tê-la como correligionária.

Aliados da ministra admitem a possibilidade de mudança de legenda, algo que já foi descartado por ela no passado, pois não há hipótese de Tebet ir para o PT, mas o PSB é visto como um partido viável.

A ministra já tem até feito gestos em direção ao PSB e ampliado a interlocução com nomes da sigla. No fim do ano passado, recebeu a deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP) para uma conversa a sós no gabinete. A parlamentar é uma das responsáveis pela aproximação da titular do Ministério do Planejamento e Orçamento com a legenda.

Procurada pelo Correio do Estado, Simone Tebet não quis comentar, porém, recentemente, a ministra disse que suas pretensões são as de continuar no MDB e buscar um novo mandato de senadora por Mato Grosso do Sul, cadeira para a qual foi eleita em 2014 e, no último ano de mandato, concorreu à Presidência da República, em 2022, ficando em terceiro lugar.

*Saiba

Simone Tebet iniciou sua carreira política em 2002 pelo MDB ao ser eleita deputada estadual. Nas eleições municipais de 2004, ela se elegeu prefeita de Três Lagoas, sendo a primeira mulher a ocupar o cargo no município. Em 31 de março de 2010, renunciou à prefeitura para concorrer como vice-governadora.

Vitoriosa, tornou-se a primeira mulher vice-governadora do Estado. Nas eleições parlamentares de 2014, foi eleita senadora e, em 2022, disputou a Presidência da República, terminando o pleito em terceiro lugar, com 4,16% dos votos válidos.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).