A camada de ozônio no Polo Norte sofre um nível sem precedentes de destruição por causa de excepcionais condições meteorológicas, informou nesta segunda-feira o Centro Nacional de Pesquisas Científicas francês (CNRS).
No final do mês passado, a redução da camada que protege a Terra dos raios ultravioleta foi de 40% e registrou em uma "zona extensa", um fenômeno nunca antes observado, assinalou o CNRS em comunicado.
O motivo desta degradação se encontra em "um inverno estratosférico muito frio e persistente" que conduziu uma "grande e prolongada" destruição de ozônio até a primavera", assinalou.
A destruição da camada de ozônio está ligada à presença na atmosfera de diversos gases, emitidos pelos aerossóis.
A 80 graus abaixo de zero esses gases se tornam nocivos para o ozônio, um fenômeno "recorrente" na Antártida, onde as temperaturas são "extremamente baixas" no inverno, mas menos comum no Polo Norte, onde a temperatura é mais elevada e as condições meteorológicas mais variáveis.
"Nem sempre se reúnem as circunstâncias para que se produza uma grande diminuição do ozônio" nessa região, indicou o CNRS, que assinalou que "as condições meteorológicas extremas são responsáveis pelo recorde alcançado" neste ano.