Com um índice marcante internacionalmente, o Brasil está perto de decisões sérias sobre a sibutramina - inibidor de apetite cujo 55% da produção mundial é comprada pelo Brasil. Até agosto a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deverá decidir se irá permitir ou proibir o uso de sibutramina.
O presidente da agência, Dirceu Barbano, afirmou nesta terça-feira que o último parecer técnico sobre o assunto deverá sair em aproximadamente 15 dias. Com o relatório em mãos, a diretoria colegiada da Anvisa tomará uma decisão definitiva.
Como a Folha adiantou hoje, a agência deverá banir a sibutramina do mercado brasileiro, decisão que já foi tomada pela Europa, Estados Unidos e diversos países da América Latina (Argentina, Chile, Colômbia, México, Panamá e Uruguai).
A Anvisa faz hoje o último debate sobre a eficácia e a segurança dos remédios inibidores de apetite. Segundo o presidente da Anvisa, se não houver "fatos novos", os pareceres contrários à subitramina deverão prevalecer.
"Não havendo essas respostas, o que se esperar das autoridades?", sugeriu. "Teremos que dar uma resposta à sociedade, explicar por que esse medicamento foi banido de quase todos os países", completou, mais adiante.
No ano passado, um estudo apontou riscos de uso da sibutramina para pacientes com risco de problemas cardiovasculares. A pesquisa serviu de base para a decisão da Europa e para vários outros países.
Além da sibutramina, a Anvisa estuda retirar do mercado drogas com derivados de anfetamina, substâncias com efeito anorexígeno que agem no sistema nervoso central.
Com informações da Folha