Neste ano, para marcar o Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal, celebrado em 19 de maio, a Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn, ABCD, entidade brasileira com sede regionais em vários estados do Brasil, promove campanha nacional para celebrar o Maio Roxo, para conscientização sobre diagnóstico precoce e tratamento para melhoria da qualidade de vida dos pacientes que sofrem com a doença.
Em Campo Grande, a sede da ABCD, que funciona na Clínica Scope, foi iluminada de roxo nesta-segunda-feira (16), assim como outros importantes pontos de referência e monumentos espalhados pelo Brasil e mundo.
"Além da iluminação, promovemos palestra gratuita com o tema 'Ansiedade', visto que o comportamento do paciente e seus familiares interferem no diagnóstico e tratamento. Palestra foi com a psicóloga Leila Baena Gonçalves e momento foi de oportunidade para entender a relação da ansiedade com a doença em si", comentou a organizadora do evento e diretora da ABCD de Campo Grande, Didia Cury.
Segundo a psicóloga Leila Baena, é importante que as pessoas saibam como os hormônios estressantes atuam no organismo. "A ansiedade não é a causa da doença mas ela pode estar relacionada ao aumento das crises e sintomas. Por isso nosso trabalho é ajudar as pessoas entenderem e diferenciarem emoções de sentimentos, porque a falta do equilíbrio desses dois podem trazer repercussões físicas", explica.
Já a diretora Didia esclarece que ABCD nasceu como um grupo de autoajuda para os portadores da doença. Por meio da entidade os pacientes têm reuniões periódicas, acesso a informações sobre medicações, além da troca de experiências com outros pacientes.
Sintomas da doença
Diarreia crônica, às vezes com presença de sangue, urgência para evacuar, cólica abdominal, perda de apetite e emagrecimento, aftas frequentes, manchas na pele, dor articular, olho seco, fazem parte do conjunto de sintomas que está relacionado as doenças inflamatórias intestinais e podem variar de leve a grave.
Diagnóstico é feito pelo histórico clínico, exame de fezes, sangue, imagem, colonoscopia e endoscopia. Em geral, as pessoas com a doença podem ter vidas ativas e produtivas desde que façam o tratamento. "Os medicamentos, muitos deles disponíveis na rede de saúde pública, reduzem a inflamação e habitualmente controlam os sintomas e quanto antes se descobre a doença melhores também são resultados do tratamento", esclareceu Didia Cury.