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Clareamento pode causar graves danos e até perda dos dentes

Clareamento pode causar graves danos e até perda dos dentes

Terra

18/03/2011 - 05h23
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Um sorriso reluzente, geralmente associado a uma aparência saudável e bonita, leva muita gente a uma busca incessante por produtos que oferecem esse tipo de resultado. No entanto, é preciso bom senso antes de sair investindo em qualquer tratamento, alertam especialistas em uma coluna publicada no jornal inglês Daily Mail.

No artigo, eles criticam especialmente os kits para branqueamento vendidos em farmácia ou pela Internet, que já chegaram às prateleiras brasileiras, e enumeram problemas sérios associados ao uso contínuo. Entre os principais males está a degradação do esmalte dentário, o recuo da gengiva e, em casos extremos, a perda dos dentes.

De acordo com o dentista e porta-voz da British Dental Association, Martin Fallowfield, alguns dos componentes utilizados "contém o mesmo ácido para desinfetar piscinas - dióxido de cloro". O artigo explica que, como os dentes são porosos, qualquer substância que entra em contato com o esmalte, ou nas camadas mais profundas, pode trazer efeitos danosos durante muitos anos.

Já o especialista Andrew Eder, do UCL Eastman Dental Institute, avisa que a descoloração dentária pode refletir problemas mais sérios, como as cáries. Isso significa que acabar com as manchas pode mascarar doenças bucais. Sendo assim, é recomendável consultar um profissional para um check-up da boca antes de iniciar qualquer prática.

Atualmente, quem busca o sorriso perfeito pode encontrar o serviço até mesmo em salões de beleza, uma novidade altamente criticada pelos especialistas. O órgão britânico General Dental Council classifica o clareamento dentário como parte da Odontologia, tornando a prática ilegal por qualquer pessoa que não esteja registrada no órgão.

De farmácia em farmácia

Quem assina a coluna é a escritora inglesa Anna Maxted, que relata a própria busca desesperada pelo dentes perfeitamente brancos. Ela conta que, após deixar a cadeira do dentista, sem muito sucesso, resolveu experimentar alguns kits de clareamento para aplicação em casa.

Sentindo a gengiva irritada, Anna resolveu ir além dos ingredientes descritos nos frascos. Para isso, conversou com diversos especialistas. Ao final das entrevistas, ela concluiu que o uso sem critério deste tipo de produto torna-se algo contraditório - ao invés de deixarem os dentes mais bonitos, podem contribuir ainda mais para a descoloração.

Isso porque, uma vez que o esmalte protetor é prejudicado, o dente fica ainda mais exposto às substâncias presentes na comida e na bebida.

Um dos elementos mais criticados pelos especialistas e geralmente presente nos produtos para clareamento é o peróxido de hidrogênio. Além de agredir a superfície do dente, quando ingerido em grande quantidade o componente pode trazer danos à garganta, estômago e intestino.

Segundo os especialistas, a porcentagem legal de peróxido de hidrogênio permitida nestes produtos é de 0.1%, mas a colunista constatou que em alguns casos essa porcentagem ultrapassa os 5%. A coluna indica que os britânicos gastaram cerca de 76 milhões de euros no último ano em produtos que prometem clarear os dentes.

De qualquer forma, os especialistas entrevistados afirmam que o uso moderado dificilmente resultará em danos significativos. Entretanto, tudo que é em excesso faz mal, por isso, antes de investir tempo e dinheiro em tratamentos e produtos, vale lembrar que a saúde da boca vai além da branquidão dos dentes e merece manutenção e cuidados constantes.

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Brasil fará primeiro lançamento comercial ao espaço em 10 dias, informa FAB

A atividade servirá para confirmar se satélites e experimentos interagem corretamente com o veículo lançador

12/11/2025 22h00

Brasil fará primeiro lançamento comercial ao espaço em 10 dias, informa FAB

Brasil fará primeiro lançamento comercial ao espaço em 10 dias, informa FAB Divulgação/Warley de Andrade/TV Brasil

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O Brasil fará seu primeiro lançamento comercial de um veículo espacial a partir do território nacional no próximo dia 22. De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), o evento marca a entrada do Brasil no mercado global de lançamentos espaciais, abrindo novos caminhos para geração de renda e investimento no segmento.

Trata-se da Operação Spaceward 2025, responsável pelo lançamento do foguete sul-coreano HANBIT-Nano a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão (MA).

A atividade servirá para confirmar se satélites e experimentos interagem corretamente com o veículo lançador, garantindo compatibilidade e segurança para o lançamento A integração das cargas úteis no foguete HANBIT-Nano, da Innospace, teve início na segunda-feira, 10, marcando uma das etapas decisivas antes do lançamento, durante a operação.

"Nessa fase, são realizados testes e verificações que asseguram uma conexão correta entre a carga útil - satélites e experimentos - e o veículo lançador, confirmando que cada equipamento está estabilizado e funcional para o momento do voo", explicou a FAB.

A missão para transportar cinco satélites e três experimentos, desenvolvidos por universidades e empresas nacionais e internacionais, simboliza, conforme a Força Aérea, a "entrada definitiva" do Brasil no mercado global de lançamentos espaciais, além de abrir novas oportunidades de geração de renda, inovação e atração de investimentos para o País.

"Essa etapa da operação é uma atribuição conduzida diretamente pela Innospace e pelos desenvolvedores dos satélites e experimentos. A FAB acompanha todo o processo no Prédio de Preparação de Propulsores, infraestrutura especializada disponibilizada pelo Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), o que reforça nosso compromisso em prover suporte técnico, coordenação e governança para que cada missão transcorra com integridade, transparência e alto padrão de confiabilidade", destacou em nota o coordenador-geral da operação, Coronel Engenheiro Rogério Moreira Cazo.

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Governo vai alterar prazo para adequação de big techs ao 'ECA digital'

As medidas entrariam em vigor um ano após a publicação da lei no Diário Oficial, mas prazo deverá ser reduzido para 180 dias

17/09/2025 22h00

Criança brincando com o celular

Criança brincando com o celular Foto: Reprodução/EPTV

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O governo federal vai editar uma Medida Provisória para reduzir o prazo para que as big techs coloquem em prática as normas fixadas pelo PL 2628, conhecido como ECA Digital. O projeto aprovado no Congresso estabelece regras para o uso de redes sociais por crianças e adolescentes. As medidas entrariam em vigor um ano após a publicação da lei no Diário Oficial. O governo, no entanto, considerou o prazo longo e decidiu reduzi-lo para 180 dias.

A MP está sendo liderada pela Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) e deve ser editada nos próximos dias. Nesta quarta-feira, 17, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai sancionar o projeto em uma cerimônia no Palácio do Planalto. Ao alterar o prazo, o governo levou em conta, segundo fontes do Palácio do Planalto, o fato de que a lei entraria em vigor somente próximo da eleição, o que poderia elevar tensões durante o período eleitoral. Há uma visão de que qualquer debate relacionado às big techs está "entranhado" nas eleições de 2026

A aprovação do projeto de lei foi cercada de discussões e gerou reação de parte da oposição, que considerou o novo regramento uma espécie de censura às redes. O governo pesou ainda a possibilidade de que a demora para aplicar o ECA Digital transformasse a nova lei em "letra morta".

A nova direção do Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu retomar os planos de oferecer treinamento com as principais plataformas digitais para as suas lideranças. O objetivo é fortalecer a militância digital mirando as eleições de 2026 e a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O "ECA digital" foi aprovado no Congresso no mês passado após intenso debate sobre a exposição de crianças e adolescentes nas redes sociais. A comoção da opinião pública sobre o tema foi motivada por um vídeo do youtuber "Felca" a respeito do que classificou como "adultização" de crianças. Na publicação, Felca explicou de que forma o algoritmo direciona a pedófilos os conteúdos que expõem menores de idade.

O projeto aprovado estabelece que conteúdos que violem direitos da criança e do adolescente devem ser removidos imediatamente após a empresa ser comunicada pela vítima, por responsáveis ou por autoridades. Estão incluídos nessa regra conteúdos de assédio, exploração sexual, incentivo à automutilação e uso de drogas; entre outros. Além disso, o texto prevê a implementação de ferramentas de supervisão para os pais e determina que as empresas possam ser sancionadas e multadas caso descumpram medidas determinadas pela lei.

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