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DPOC uma doença pouco conhecida que atinge 3,6% dos brasileiros

DPOC uma doença pouco conhecida que atinge 3,6% dos brasileiros

da redação

20/07/2011 - 20h30
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Desconhecida, mas muito comum entre os brasileiros fumantes, a DPOC – doença pulmonar obstrutiva crônica - está presente em 3,6% da população brasileira.

Considerada a sexta causa de mortalidade no mundo e a quinta no país – devendo subir para a terceira posição no ranking até 2020, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) -, a enfermidade é progressiva, crônica e incapacitante.

Estima-se que 7 milhões de brasileiros sejam portadores da doença, provocada em 90% dos casos pelo tabagismo. Ela é responsável por altos índices de hospitalização, internações e mortes prematuras, piora com o passar dos anos e é mais prevalente no sexo masculino.

Teodoro, personagem de Tarcísio Meira na novela global "Insensato Coração", era portador da doença.

“Mais da metade dos doentes desconhecem seus sintomas e apenas 300 mil estão em tratamento”, diz o pneumologista Roberto Stirbulov, presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

A exposição constante às substâncias nocivas encontradas na fumaça do cigarro é o que causa a inflamação crônica nas vias respiratórias e nos pulmões. Então ocorre um aumento na produção de secreção e o catarro fica mais espesso e pegajoso. A doença também pode causar fibrose, perda de elasticidade pulmonar e danos nos alvéolos, além de provocar repercussões sistêmicas como doenças cardiovasculares, diabetes, perda de massa muscular, osteoporose.

A maioria dos portadores de DPOC costuma ter falta de ar e tosse diariamente. Só que muitos relacionam a tosse com o fumo e não procuram ajuda médica, quando já podem estar com a capacidade pulmonar comprometida.

“A pessoa nota que suas habilidades físicas se reduzem aos poucos. Percebe que atividades como subir uma escada ou realizar trabalhos domésticos não são fáceis como antes. O esforço causa uma dificuldade grande de respiração, e tosse”, diz Stirbulov.

Diagnóstico

Três respostas afirmativas para cinco questões fecham o diagnóstico da DPOC. As perguntas que o médico faz são:


- Você tosse várias vezes ao dia, diariamente?
- Tem secreção pulmonar todos os dias?
- Cansa mais do que normalmente cansam pessoas da sua idade?
- Tem mais de 40 anos?
- É fumante ou ex-fumante?

Ainda é realizado um exame simples, no próprio consultório, chamado espirometria ou teste do sopro. Diagnosticada no início, há meios de prevenir maiores danos aos pulmões. Mas a doença não tem cura, apenas controle.

Tratamentos

Parar de fumar é a primeira ação proposta para reduzir os danos. “O processo inflamatório da DPOC corre solto, como se fosse um carro a 100km/h. Se o paciente para de fumar, a doença continua avançando, porém sua velocidade passa a 30km/h. Com o tratamento adequado, desacelera ainda mais”, compara Stirbulov.

Os tratamentos disponíveis hoje passam por cessação do tabagismo, reabilitação pulmonar, medicamentos e, quando indicados, oxigenoterapia e cirurgia. “Entre os medicamentos estão os broncodilatadores (que tratam os sintomas, como a falta de ar) e os corticóides inalatórios”, explica o pneumologista Cezar Fritscher, professor titular da Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

Porém, as exacerbações – ou crises - são o principal temor dos pacientes com DPOC, uma vez que levam à maior frequência de internações, progressão mais acelerada da doença e aumento do risco de morte. “Elas são caracterizadas por períodos de piora dos sintomas, como tosse, falta de ar e alterações no catarro. Evitar as exacerbações é o ponto chave no tratamento da DPOC”, completa Fritscher.

Novo medicamento

Lançado no Brasil há duas semanas – e há um ano em países como Alemanha e Canadá -, o roflumilaste (Daxas) é o primeiro medicamento antiinflamatório para a DPOC. Trata-se de uma nova classe terapêutica que chega ao país, sendo a primeira terapia complementar via oral aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

“Se controlarmos o processo inflamatório, diminuímos a progressão da doença”, diz Stirbulov.

A DPOC evolui a partir do agravamento das exacerbações, que vão acontecendo com maior frequência e intensidade com o passar dos anos. “Sendo o tratamento dos sintomas feito por via inalatória, faltava uma medicação oral para atuar nas inflamações, como terapia complementar. Estamos falando de um medicamento inovador com efeito específico, que trata a doença de forma assertiva e supre uma necessidade negligenciada anteriormente, levando mais qualidade de vida ao paciente”, diz José Roberto Jardim, médico pneumologista da Universidade Federal da São Paulo (Unifesp) e membro do comitê internacional de DPOC.

O especialista alerta, porém, que o medicamento não é para alívio imediato dos sintomas, como a falta de ar. “A ideia é levar a menos crises. Mas é importante dizer também que os efeitos começam a ser sentidos após 12 semanas de uso”.

O roflumilaste é indicado em casos graves de DPOC, sendo prescrito um comprido ao dia. Uma caixa com 30 comprimidos tem o preço máximo sugerido de R$ 179,19.

Com informações do Ig

Evolução tecnológica

ChatGPT 4o: mais rápido e 50% mais barato

OpenAI apresenta o novo cérebro da IA, oferecendo desempenho aprimorado a custos reduzidos

14/05/2024 16h12

Chat GPT

Chat GPT Reprodução

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A OpenAI surpreendeu o mundo da inteligência artificial (IA) nesta segunda-feira (13) ao revelar o ChatGPT 4o, o mais recente avanço em sua série de modelos de conversação. Com uma performance que lembra o aclamado filme "Ela" (dirigido por Spike Jonze em 2013), a empresa demonstrou as notáveis melhorias do GPT-4o sobre seu predecessor, o GPT-4 Turbo, elevando não só a capacidade de processamento de texto e compreensão de imagens, mas também mantendo o suporte para interações por voz.

De acordo com a OpenAI, em comparação com o GPT-4 atual, o GPT-4o oferece o dobro de velocidade no processamento de respostas, enquanto reduz os custos em 50%, tornando-se ainda mais acessível para os usuários. O modelo também ostenta uma capacidade cinco vezes maior. Agora, cada 1 milhão de tokens (pequenos segmentos de palavras) custa apenas US$ 5, em contraste com os US$ 10 do GPT-4 Turbo. A empresa anunciou que a nova IA estará disponível gratuitamente para todos os usuários da OpenAI, inclusive para os não assinantes do plano ChatGPT Plus.

A executiva-chefe de tecnologia da OpenAI, Mira Murati, liderou demonstrações impressionantes, destacando a habilidade do ChatGPT em lidar com imagens e voz. As interações revelaram uma IA não apenas mais inteligente, mas também mais natural em suas respostas, resultando em diálogos menos robóticos e mais próximos do estilo humano. Além disso, o chatbot demonstrou sua capacidade de compreender emoções humanas.

Murati também anunciou que o GPT-4o estará disponível como uma API, permitindo que desenvolvedores e empresas integrem facilmente a inteligência artificial em uma variedade de produtos e serviços. Além disso, a OpenAI revelou melhorias em mais de 50 idiomas.

Outro destaque do evento foi o lançamento de um novo aplicativo ChatGPT para Mac, da Apple, facilitando ainda mais a integração do chatbot nas tarefas diárias dos usuários.

Este anúncio precedeu o tão aguardado evento anual do Google, o Google I/O, que também promete inovações significativas na área de IA. Especula-se que a empresa demonstre as capacidades de sua IA Gemini como assistente pessoal.

Implicações para a competição

O evento da OpenAI não apenas apresentou as capacidades aprimoradas do ChatGPT-4o, mas também destacou seu potencial como concorrente direto de assistentes pessoais como Siri, da Apple, e Alexa, da Amazon. O modelo impressiona ao combinar funcionalidades de assistência por voz com a capacidade de processar imagens do mundo real através da câmera de smartphones. A principal vantagem sobre os concorrentes é a capacidade única do ChatGPT-4o de realizar todas essas funções em um único modelo.

Na demonstração, a IA foi capaz de narrar histórias com diferentes entonações vocais, desde emocionadas até totalmente robóticas. Além disso, utilizando a câmera do celular, o ChatGPT ajudou a resolver equações matemáticas simples escritas em papel e atuou como tradutor em tempo real durante uma conversa. Segundo a OpenAI, essas funcionalidades estarão disponíveis para os usuários nas próximas semanas.

Pesquisa

Só 22% dos brasileiros têm internet satisfatória, e índice cai a 7% no campo

A pesquisa ainda avaliou as pessoas que não usam a internet e representam cerca de 16% da população

16/04/2024 22h00

De toda a população, 57% não têm metade dos nove pré-requisitos que caracterizam uma conexão de qualidade.

De toda a população, 57% não têm metade dos nove pré-requisitos que caracterizam uma conexão de qualidade. Divulgação

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Apenas 22% dos brasileiros com dez anos de idade ou mais têm condições satisfatórias de conexão à internet, mostra estudo inédito do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), braço executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). No campo, o índice cai a 7%.

Para chegar à essa conclusão, o NIC.br avaliou quatro dimensões do acesso à internet: acessibilidade financeira, acesso a equipamentos, qualidade de conexão e ambiente de uso.

Dentro desses grupos, há nove critérios de avaliação: custo inferior a 2% da renda familiar; plano de celular pós-pago; uso diversificado de dispositivos; mais de um dispositivo com acesso à internet por pessoa no domicílio; computador no domicílio; conexão à fibra ótica; conexão a cabo; locais de uso diversos e frequência diária de uso de internet.

De toda a população, 57% não têm metade dos nove pré-requisitos que caracterizam uma conexão de qualidade.

Cada indicador conferia um ponto em uma nota final de 0 a 9. Quem pontua de 7 a 9 tem conexão satisfatória.

Ao todo, 33% dos brasileiros ficam no grupo de acesso mais precário, com zero a dois pontos. E outros 24% têm entre três ou quatro.

Dentre as quatro dimensões analisadas, os indicadores de acessibilidade financeira apresentaram o pior desempenho, seguidos pelos de acesso a equipamentos e de qualidade da conexão.

No estudo chamado Conectividade Significativa, pesquisadores analisaram dados coletados desde 2017 para o levantamento sobre acesso à internet TIC Domicílios —pesquisa que ouve todos os anos cerca de 20 mil pessoas e tem nível de confiança de 95%. Os questionários em condições normais são entregues de forma presencial, com exceção para o período da pandemia.

O estudo Conectividade Significativa é divulgado como parte do ciclo de atividades do NIC.br para o aniversário de dez anos do Marco Civil da Internet, que consolidou o acesso à rede mundial de computadores como um direito fundamental com vista à universalização.

Desde 2015, quando foi lançada a primeira edição da pesquisa TIC Domicílios sobre o estágio da conectividade do país, o acesso à internet avançou de 51% dos domicílios para os atuais 84%, embora esse crescimento tenha desacelerado depois de 2020.

Hoje, o debate da sociedade civil passou da universalização para a conectividade significativa, de acordo com a coordenadora do Comitê Gestor da Internet, Renata Mielli.
"Nas comunidades mais carentes, vemos o acesso à internet via dispositivo móvel, em planos que requerem a compra de franquia de dados a um valor incompatível com o salário mínimo e oferta de acesso gratuito a aplicativos específicos", diz Mielli, em referência aos planos conhecidos como zero rating.

A conectividade significativa abre portas para avanços nos estudos, desenvolvimento de habilidades digitais como adotar medidas de segurança ou instalar programas e a execução de atividades online de comunicação, entretenimento, informação e de trabalho.

A chance, por exemplo, de alguém com acesso satisfatório à internet usar a rede para trabalhar fica na casa dos 72%, contra 12% de alguém que tem o pior nível de conexão. Há vantagens também para se informar sobre direitos, serviços e oportunidades financeiras.

Desigualdade entre pessoas no melhor e no pior nível de conexão
Índice subtrai a chance de realizar determinada atividade entre um representante de cada grupo

  • Comprou produtos ou serviços - 64%
  • Realizou ativiades de trabalho - 60%
  • Realizou atividades financeiras - 57%
  • Procurou informações sobre produtos ou serviços - 56%
  • Procurou informações em enciclopédias virtuais - 53%
  • Estudou por conta própria - 50%
  • Realizou algum serviço público - 48%
  • Procurou informações em sites do governo - 44%
  • Procurou informações sobre saúde - 41%
  • Assistiu a vídeos, filmes ou séries - 39%
  • Ouviu música online - 29%
  • Usou redes sociais - 28%
  • Conversou por voz ou vídeo - 22%
  • Enviou mensagens instantâneas - 16%

Fontes: Cetic.br

Embora a maior parte da população ainda tenha conectividade precária, a situação melhorou desde 2017. A parcela de pessoas com conexão satisfatória subiu de 10% para 22%.

Ainda assim, a equipe do NIC.br considera o cenário brasileiro "desafiador". A desigualdade na qualidade de conexão tem como reflexo oportunidades desiguais para os usuários de internet.

Além disso, em termos geográficos, moradores de zonas rurais e das regiões Norte e Nordeste também vivem com conectividade pior.

Há também um crivo social: mulheres, pretos, desempregados, pessoas de baixa escolaridade ou das classes C e D/E lidam com conexão inadequada.

A pesquisa ainda avaliou as pessoas que não usam a internet e representam cerca de 16% da população.

"Mesmo não usuários diretos de internet podem apresentar algum grau de conectividade, caso convivam ou residam em local com conexão, por exemplo, o que aumentaria as chances de esse indivíduo ter algum aproveitamento da rede, ainda que de maneira indireta, por meio da ajuda de parentes ou conhecidos", diz Graziela Castello, coordenadora no NIC.br e responsável pelo levantamento.

"O levantamento oferece uma avaliação detalhada das lacunas existentes no acesso, no uso e na apropriação da internet no contexto nacional", diz o CGI, que apresentará o estudo em reunião do G20 neste mês.

A ideia do comitê é repetir a pesquisa nos próximos anos para aprimorar a medição e identificar áreas críticas para indicar intervenções.

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