Tecnologia

Saúde

Estudo indica que emagrecedor é seguro

Estudo indica que emagrecedor é seguro

Estadão.com.br

28/02/2011 - 01h00
Continue lendo...

Um dos anfetamínicos ameaçados de proibição no País pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é seguro para o sistema cardiovascular, segundo um estudo científico da Universidade de São Paulo (USP) feito com cerca de 70 pacientes obesos do Hospital das Clínicas (HC). A pesquisa, que analisou a ação da dietilpropiona (ou anfepramona), é um dos levantamentos que serão usados nesta quarta-feira, dia 23, pela classe médica durante a audiência pública que vai decidir o futuro dos emagrecedores no Brasil.

Além da anfepramona, estão na berlinda outros três emagrecedores que agem sobre o sistema nervoso: mais dois derivados da anfetamina (femproporex e mazindol) e a sibutramina, conforme adiantou o JT na semana passada. A iniciativa foi baseada em estudo científico estrangeiro e no parecer técnico da Câmara Técnica de Medicamentos (Cateme) da agência. No documento, elaborado em 2010, o órgão recomenda o cancelamento do uso das substâncias porque elas trariam mais riscos que benefícios.

Já a pesquisa do HC, publicada no exterior (pelo International Journal of Obesity), pretende convencer a Anvisa sobre a segurança da substância. Os pacientes, todos sem doenças cardiovasculares, foram divididos em dois grupos: o primeiro recebeu anfepramona e o segundo, placebo.

“Não observamos nenhuma diferença de pressão, frequência cardíaca ou psiquiátrica entre os dois grupos”, afirma o endocrinologista Alfredo Halpern, coordenador da pesquisa e chefe do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do HC. “Os resultados obtidos com a anfepramona no tratamento da obesidade foram excelentes”, completa.

Em seis meses, os pacientes do HC tratados com o anfetamínico perderam, em média, 9,8% do peso corporal – índice que foi de 3,2% entre os que receberam placebo. Segundo o endocrinologista, o estudo seguiu os padrões rigorosos das investigações científicas. Isso significa que ele foi “randomizado e duplo-cego”, ou seja, nem pacientes nem médicos sabiam, no início, se o voluntário estava recebendo placebo ou anfetamínico.

A pesquisa da USP e outras 12 publicações científicas sobre anfetamínicos e sibutramina serão apresentadas hoje à Anvisa pela Associação Nacional de Farmácias Magistrais (Anfarmag). “A decisão da Anvisa é precipitada. Os anorexígenos são bem conhecidos pelos médicos”, afirma a presidente da entidade, Maria do Carmo Garcez.

Especialistas ouvidos pela reportagem criticam o estudo científico que embasa a iniciativa da Anvisa de proibir o comércio dos emagrecedores. “A Anvisa disse que o grupo que usamos no estudo (da USP) era restrito, pois não incluímos pacientes com problemas psiquiátricos. Mas eles fizeram uma amostra só com obesos com problemas cardiovasculares”, diz Halpern. “Quiseram só comprovar o efeito colateral das substâncias descritas na bula.”

A agência também alega falta de estudos clínicos com maior tempo de duração sobre os efeitos das substâncias no organismo.

Tecnologia

Brasil fará primeiro lançamento comercial ao espaço em 10 dias, informa FAB

A atividade servirá para confirmar se satélites e experimentos interagem corretamente com o veículo lançador

12/11/2025 22h00

Brasil fará primeiro lançamento comercial ao espaço em 10 dias, informa FAB

Brasil fará primeiro lançamento comercial ao espaço em 10 dias, informa FAB Divulgação/Warley de Andrade/TV Brasil

Continue Lendo...

O Brasil fará seu primeiro lançamento comercial de um veículo espacial a partir do território nacional no próximo dia 22. De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), o evento marca a entrada do Brasil no mercado global de lançamentos espaciais, abrindo novos caminhos para geração de renda e investimento no segmento.

Trata-se da Operação Spaceward 2025, responsável pelo lançamento do foguete sul-coreano HANBIT-Nano a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão (MA).

A atividade servirá para confirmar se satélites e experimentos interagem corretamente com o veículo lançador, garantindo compatibilidade e segurança para o lançamento A integração das cargas úteis no foguete HANBIT-Nano, da Innospace, teve início na segunda-feira, 10, marcando uma das etapas decisivas antes do lançamento, durante a operação.

"Nessa fase, são realizados testes e verificações que asseguram uma conexão correta entre a carga útil - satélites e experimentos - e o veículo lançador, confirmando que cada equipamento está estabilizado e funcional para o momento do voo", explicou a FAB.

A missão para transportar cinco satélites e três experimentos, desenvolvidos por universidades e empresas nacionais e internacionais, simboliza, conforme a Força Aérea, a "entrada definitiva" do Brasil no mercado global de lançamentos espaciais, além de abrir novas oportunidades de geração de renda, inovação e atração de investimentos para o País.

"Essa etapa da operação é uma atribuição conduzida diretamente pela Innospace e pelos desenvolvedores dos satélites e experimentos. A FAB acompanha todo o processo no Prédio de Preparação de Propulsores, infraestrutura especializada disponibilizada pelo Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), o que reforça nosso compromisso em prover suporte técnico, coordenação e governança para que cada missão transcorra com integridade, transparência e alto padrão de confiabilidade", destacou em nota o coordenador-geral da operação, Coronel Engenheiro Rogério Moreira Cazo.

Tecnologia

Governo vai alterar prazo para adequação de big techs ao 'ECA digital'

As medidas entrariam em vigor um ano após a publicação da lei no Diário Oficial, mas prazo deverá ser reduzido para 180 dias

17/09/2025 22h00

Criança brincando com o celular

Criança brincando com o celular Foto: Reprodução/EPTV

Continue Lendo...

O governo federal vai editar uma Medida Provisória para reduzir o prazo para que as big techs coloquem em prática as normas fixadas pelo PL 2628, conhecido como ECA Digital. O projeto aprovado no Congresso estabelece regras para o uso de redes sociais por crianças e adolescentes. As medidas entrariam em vigor um ano após a publicação da lei no Diário Oficial. O governo, no entanto, considerou o prazo longo e decidiu reduzi-lo para 180 dias.

A MP está sendo liderada pela Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) e deve ser editada nos próximos dias. Nesta quarta-feira, 17, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai sancionar o projeto em uma cerimônia no Palácio do Planalto. Ao alterar o prazo, o governo levou em conta, segundo fontes do Palácio do Planalto, o fato de que a lei entraria em vigor somente próximo da eleição, o que poderia elevar tensões durante o período eleitoral. Há uma visão de que qualquer debate relacionado às big techs está "entranhado" nas eleições de 2026

A aprovação do projeto de lei foi cercada de discussões e gerou reação de parte da oposição, que considerou o novo regramento uma espécie de censura às redes. O governo pesou ainda a possibilidade de que a demora para aplicar o ECA Digital transformasse a nova lei em "letra morta".

A nova direção do Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu retomar os planos de oferecer treinamento com as principais plataformas digitais para as suas lideranças. O objetivo é fortalecer a militância digital mirando as eleições de 2026 e a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O "ECA digital" foi aprovado no Congresso no mês passado após intenso debate sobre a exposição de crianças e adolescentes nas redes sociais. A comoção da opinião pública sobre o tema foi motivada por um vídeo do youtuber "Felca" a respeito do que classificou como "adultização" de crianças. Na publicação, Felca explicou de que forma o algoritmo direciona a pedófilos os conteúdos que expõem menores de idade.

O projeto aprovado estabelece que conteúdos que violem direitos da criança e do adolescente devem ser removidos imediatamente após a empresa ser comunicada pela vítima, por responsáveis ou por autoridades. Estão incluídos nessa regra conteúdos de assédio, exploração sexual, incentivo à automutilação e uso de drogas; entre outros. Além disso, o texto prevê a implementação de ferramentas de supervisão para os pais e determina que as empresas possam ser sancionadas e multadas caso descumpram medidas determinadas pela lei.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).