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UFGD

Tratamento inovador para câncer de pele pretende proporcionar cura sem efeitos colaterais

Pesquisa realizada Mato Grosso do Sul poderá ser aplicada na rede Estadual e alcançar níveis mundiais, já que o câncer de pele é um dos mais frequentes
08/01/2021 11:40 - Gabrielle Tavares


Uma pesquisadora sul-mato-grossense está desenvolvendo um projeto para melhorar o tratamento de câncer de pele. O adesivo transdérmico, ou seja, capaz de atingir a corrente sanguínea, vai agir somente em células cancerígenas, sem atingir as saudáveis.

Isso será possível através da liberação de princípios bioativos de plantas nativas do Cerrado por um longo período de tempo, sem afetar as células saudáveis. Ao contrário do que acontece na quimioterapia, por exemplo.

“Atualmente não existe no mercado produtos semelhantes a esse, apenas medicamentos tópicos, como pomadas, sem efeitos transdérmicos. Sendo assim, o adesivo AdevStringens vai ser uma tecnologia de ponta futura”, explicou a autora da proposta, Débora da Silva Baldivia.

A pesquisadora de 35 anos é formada em Ciências Biológicas-licenciatura, com mestrado em Biologia Geral/Bioprospecção pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e doutorado em Biotecnologia e Biodiversidade também pela UFGD.

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Ainda é cedo para saber se o projeto poderá substituir a quimioterapia ou se será capaz de ser usado em conjunto a ela, como um tratamento complementar. Mas de acordo com a bióloga, os pesquisadores trabalharão para que o adesivo seja suficiente para curar sozinho as células cancerígenas.

Se isso acontecer, os pacientes ficarão livres dos efeitos colaterais causados pela quimioterapia e só precisarão ir aos hospitais para colar o adesivo próximo das áreas onde estão os tumores.

“O paciente gastará somente alguns minutos na clínica para colar o adesivo sobre a pele e retornar para sua casa ou ambiente de trabalho”, apontou Baldivia.