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Estudo questiona dados internacionais sobre extinção de espécies

Estudo questiona dados internacionais sobre extinção de espécies

FRANCE PRESSE

21/05/2011 - 12h40
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O ritmo no qual os humanos empurram as espécies de plantas e animais para a extinção através da destruição de seu habitat é duas vezes menos lento do que se acreditava, revelou um estudo publicado na quarta-feira pela revista britânica "Nature", conceituada no meio científico.

De acordo com ele, a biodiversidade da Terra continua a diminuir devido ao desmatamento, às mudanças climáticas, à superexploração e ao lançamento de produtos químicos em rios e oceanos.

"Há evidências de que os humanos realmente estão provocando taxas de extinção extremas", disse um dos autores, Stephen Hubbell, professor de Ecologia e Biologia Evolutiva da Universidade da Califórnia, em Los Angeles (EUA).

Mas importantes medições para perdas de espécies divulgadas em 2005 pela Avaliação de Ecossistemas do Milênio, das Nações Unidas, e pelo relatório do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), em 2007, baseiam-se em métodos "fundamentalmente falhos" que exageram o risco de extinção, disseram os pesquisadores.

A "lista vermelha" de espécies ameaçadas da IUCN (sigla em inglês para União Internacional para a Preservação da Natureza), outra referência para tomadores de decisões, também é passível de revisão, afirmou.

"Basedos em provas matemáticas e dados empíricos, nós demonstramos que as estimativas anteriores deveriam ser divididas aproximadamente por 2,5", disse Hubbell à imprensa, por telefone.

"É uma boa notícia saber que temos algum tempo para salvar espécies. Mas não é uma boa notícia porque precisamos refazer um grande volume de pesquisas que foram feitas incorretamente", acrescentou.

Dados conflitantes

Até agora, os cientistas afirmavam que as espécies desaparecem a um ritmo de cem a mil vezes, a chamada "taxa de referência" --taxa média de extinções ao longo da história da vida na Terra.

Relatórios da ONU têm alertado que estas taxas serão multiplicadas por dez nos próximos séculos. E o novo estudo questiona essas estimativas. "O método precisa ser revisto. Não está correto", disse Hubbell.

A pergunta que se faz é por que a ciência errou por tanto tempo? Como é difícil medir diretamente taxas de extinção, os cientistas usam uma abordagem indireta denominada "relação espécie-área".

Este método começa com o número de espécies encontradas em uma dada área e, então, são feitas estimativas de como este número aumenta à medida que a área se expande.

Para descobrir quantas espécies permanecerão quando a quantidade de terra disponível diminuir, devido à perda de habitat, os cientistas simplesmente revertem os cálculos.

Mas o estudo, co-assinado por Fangliang He, da Universidade Sun Yat-sen, em Guangzhou (China), demonstra que a área exigida para remover toda a população é sempre maior --normalmente muito maior-- do que a área necessária para se fazer contato com uma espécie pela primeira vez.

"Não se pode simplesmente reverter o processo para calcular quantas espécies devem permanecer quando a área for reduzida", disse Hubbell.

Contudo, isto é precisamente o que os cientistas têm feito por quase 30 anos, evidenciando uma discrepância gritante entre o que os modelos previram e o que foi observado na terra ou na água.

A ação do homem é a principal causa de extinção de espécies. Apenas 20% das florestas ainda se encontram em estado selvagem e quase 40% das terras livres não congeladas do planeta são usadas na agricultura.

Acredita-se que três quartos de todas as espécies vivam em florestas tropicais, como a Amazónica,que também passam por processos de degradação.

Negócios

WhatsApp incrementa canais de envio de mensagem em massa com áudio e enquete

Os donos desses espaços de distribuição massiva de mensagens agora podem enviar áudios, enquetes e eleger até 16 administradores

17/01/2024 21h00

Os ajustes nos canais chegam ao público às vésperas de novo período de eleições no país. Divulgação

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O WhatsApp aumentou as opções para as pessoas que administram canais, segundo anúncio desta quarta-feira (17). A ferramenta permite envio unidirecional a milhares de usuários. 

Os donos desses espaços de distribuição massiva de mensagens agora podem enviar áudios, enquetes e eleger até 16 administradores. A atualização está disponível para todos os usuários a partir desta quarta (17).

A Meta —dona do WhatsApp— adiou a estreia desse recurso no Brasil, após o Ministério Público Federal ter recomendado, durante as eleições de 2022, à empresa esperar até o ano seguinte para o lançamento. A medida visava prevenir desinformação no contexto eleitoral.

Os ajustes nos canais chegam ao público às vésperas de novo período de eleições no país.

Nos canais, os criadores já podem distribuir links, textos, imagens e vídeos para um número ilimitado de participantes. O recurso concorre com ferramenta similar do Telegram.

Os novos recursos incluem:

1 - Mensagens de voz
2 - Enquetes
3 - Compartilhar cards no status (ferramenta análoga aos stories do Instagram) —para isso, basta manter uma atualização que você achar interessante pressionada, selecionar ‘encaminhar’ e depois a opção ‘meu status’

A Meta também lançou a opção de "Múltiplos Admins" para que os canais possam ter até 16 administradores para ajudar a gerenciar as atualizações.

O dono do Canal pode convidar qualquer um de seus contatos ou seguidores para se tornarem administradores. Depois que o convite é aceito, o novo administrador poderá gerenciar as informações do canal e criar, editar e excluir quaisquer atualizações.

Apenas os proprietários de um canal seguem com permissão para excluí-lo.
 

Telemarketing

Plataforma Não Me Perturbe fecha 2023 com 12 milhões de cadastros

Mecanismo bloqueia chamadas indesejadas de telemarketing

10/01/2024 22h00

O mecanismo, no entanto, não bloqueia ligações, por exemplo, de planos de saúde ou de redes varejistas. Arquivo/ Correio do Estado

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Mecanismo que permite o bloqueio de chamadas não desejadas de empresas, a plataforma Não Me Perturbe fechou 2023 com 12 milhões de números de telefone cadastrados. Isso representa crescimento de 974.902 de números em relação a 2022.

Segundo a Conexis Brasil Digital, que reúne as empresas de telecomunicações e de conectividade, o número de cadastros equivale a 4,3% da base de 280,5 milhões de telefones fixos e móveis existentes no Brasil.

Em operação desde julho de 2019, a plataforma permite que as pessoas bloqueiem chamadas de telemarketing vindas de empresas de telecomunicações e de oferta de crédito consignado. O mecanismo, no entanto, não bloqueia ligações, por exemplo, de planos de saúde ou de redes varejistas.

Quem quiser bloquear seus números de celular e telefone fixo para não receber ligações de telemarketing desses dois setores (telecomunicações e crédito consignado) deve fazer o cadastro diretamente no site Não Me Perturbe ou por meio dos Procons em todo o país. O bloqueio ocorre em até 30 dias após o cadastro no site.

A maior parte dos números bloqueados está no estado de São Paulo, com 5,52 milhões de números registrados. São Paulo também concentra a maior base de clientes do país, com 85 milhões de celulares e de telefones fixos. O Distrito Federal tem a maior proporção de telefones cadastrados na plataforma, com 8,2% da base de telefones fixos e móveis do DF.

Em operação desde julho de 2019, a plataforma Não Me Perturbe faz parte das medidas de autorregulação do setor para melhorar a relação com os consumidores. Desde então, o número de cadastrados cresceu ano a ano, mas só superou a marca de 10 milhões em 2022. Em outubro do ano passado, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o volume de queixas caiu 15,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

 

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