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Falta de mão de obra é desafio para produção nacional de tablets

Falta de mão de obra é desafio para produção nacional de tablets

agência brasil

04/06/2011 - 18h00
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O Brasil deverá ter que contornar a indisponibilidade de força de trabalho qualificada para conseguir implantar uma indústria nacional de tablet até 2014, conforme cronograma estabelecido esta semana pelos ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT) e do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Para o pesquisador João Maria de Oliveira, do grupo que estuda economia da informação no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), “nós não temos mão de obra qualificada para dar suporte à continuidade do processo de instalação” do tablet, o computador portátil em forma de prancheta e com tela sensível ao toque.

“A nacionalização vai demandar grandes esforços para formação de mão de obra”, concorda Rogério César de Souza, economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial. Ele considera a disponibilidade da força de trabalho para a indústria de ponta no Brasil “uma questão bem delicada do nosso desenvolvimento, ainda a ser resolvida”.

“Acredito que existe, atualmente, um déficit de mão de obra em quase todas as áreas de atuação, o que, com certeza, implica em certa dificuldade de encontrar profissionais interessados e qualificados para o desenvolvimento e produção da indústria de tablet”, confirma Fábio Bedran, gerente administrativo da empresa mineira MXT, que anunciou a fabricação do aparelho para o mercado corporativo.

Conforme Bedran, a produção de tablets exige a contratação de engenheiros elétricos, engenheiros de radiofrequência e engenheiros de telecomunicação, para o desenvolvimento dos dispositivos do aparelho, e também de pessoas formadas em ciência da computação e sistema de informação, para o desenvolvimento de aplicativos e programas.

Além do projeto, há o processo de fabricação do equipamento. Nessa fase, é preciso engenheiros de controle e automação e, para a fase de testes, é preciso de mais bacharéis em ciência da computação e de técnicos de eletrônica. A linha de montagem, que usa robôs e não é intensiva em mão de obra, e a linha de finalização do produto exigem trabalhadores com ensino médio.

A estimativa do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia é que o Brasil tem um déficit de 20 mil engenheiros por ano. A ausência dos engenheiros e de outros profissionais para o desenvolvimento de projetos e processos de fabricação do tablet pode forçar a importação de força de trabalho, como admitem a Associação Brasileira da Industria Elétrica e Eletrônica e o próprio Ministério da Ciência e Tecnologia.

Para o secretário de Política de Informática do ministério, Virgílio Almeida, outra possibilidade é “treinar profissionais fora do país e trazê-los de volta para operação das fábricas mais sofisticadas”. Segundo ele, “o MCT vai procurar criar programas que apoiem as empresas a fazer isso”.

A Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) são consideradas centros de excelência para a formação, em nível superior, de mão de obra para a indústria de tablet.

Quanto às necessidades de formação de mais técnicos em eletrônica, a oferta de cursos está sendo verificada pelo Ministério da Educação, para preparar a implantação do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (Pronatec), ainda a ser votado no Congresso Nacional.

Na opinião do pesquisador João Maria de Oliveira, do Ipea, “o Pronatec ajuda”, mas a decisão sobre a formação de mais profissionais deve seguir uma estratégia de l5 anos, que indique até duas áreas de prioridade para a indústria nacional de tablet, nas quais o país possa se tornar mais competitivo a longo prazo.

Negócios

WhatsApp incrementa canais de envio de mensagem em massa com áudio e enquete

Os donos desses espaços de distribuição massiva de mensagens agora podem enviar áudios, enquetes e eleger até 16 administradores

17/01/2024 21h00

Os ajustes nos canais chegam ao público às vésperas de novo período de eleições no país. Divulgação

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O WhatsApp aumentou as opções para as pessoas que administram canais, segundo anúncio desta quarta-feira (17). A ferramenta permite envio unidirecional a milhares de usuários. 

Os donos desses espaços de distribuição massiva de mensagens agora podem enviar áudios, enquetes e eleger até 16 administradores. A atualização está disponível para todos os usuários a partir desta quarta (17).

A Meta —dona do WhatsApp— adiou a estreia desse recurso no Brasil, após o Ministério Público Federal ter recomendado, durante as eleições de 2022, à empresa esperar até o ano seguinte para o lançamento. A medida visava prevenir desinformação no contexto eleitoral.

Os ajustes nos canais chegam ao público às vésperas de novo período de eleições no país.

Nos canais, os criadores já podem distribuir links, textos, imagens e vídeos para um número ilimitado de participantes. O recurso concorre com ferramenta similar do Telegram.

Os novos recursos incluem:

1 - Mensagens de voz
2 - Enquetes
3 - Compartilhar cards no status (ferramenta análoga aos stories do Instagram) —para isso, basta manter uma atualização que você achar interessante pressionada, selecionar ‘encaminhar’ e depois a opção ‘meu status’

A Meta também lançou a opção de "Múltiplos Admins" para que os canais possam ter até 16 administradores para ajudar a gerenciar as atualizações.

O dono do Canal pode convidar qualquer um de seus contatos ou seguidores para se tornarem administradores. Depois que o convite é aceito, o novo administrador poderá gerenciar as informações do canal e criar, editar e excluir quaisquer atualizações.

Apenas os proprietários de um canal seguem com permissão para excluí-lo.
 

Telemarketing

Plataforma Não Me Perturbe fecha 2023 com 12 milhões de cadastros

Mecanismo bloqueia chamadas indesejadas de telemarketing

10/01/2024 22h00

O mecanismo, no entanto, não bloqueia ligações, por exemplo, de planos de saúde ou de redes varejistas. Arquivo/ Correio do Estado

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Mecanismo que permite o bloqueio de chamadas não desejadas de empresas, a plataforma Não Me Perturbe fechou 2023 com 12 milhões de números de telefone cadastrados. Isso representa crescimento de 974.902 de números em relação a 2022.

Segundo a Conexis Brasil Digital, que reúne as empresas de telecomunicações e de conectividade, o número de cadastros equivale a 4,3% da base de 280,5 milhões de telefones fixos e móveis existentes no Brasil.

Em operação desde julho de 2019, a plataforma permite que as pessoas bloqueiem chamadas de telemarketing vindas de empresas de telecomunicações e de oferta de crédito consignado. O mecanismo, no entanto, não bloqueia ligações, por exemplo, de planos de saúde ou de redes varejistas.

Quem quiser bloquear seus números de celular e telefone fixo para não receber ligações de telemarketing desses dois setores (telecomunicações e crédito consignado) deve fazer o cadastro diretamente no site Não Me Perturbe ou por meio dos Procons em todo o país. O bloqueio ocorre em até 30 dias após o cadastro no site.

A maior parte dos números bloqueados está no estado de São Paulo, com 5,52 milhões de números registrados. São Paulo também concentra a maior base de clientes do país, com 85 milhões de celulares e de telefones fixos. O Distrito Federal tem a maior proporção de telefones cadastrados na plataforma, com 8,2% da base de telefones fixos e móveis do DF.

Em operação desde julho de 2019, a plataforma Não Me Perturbe faz parte das medidas de autorregulação do setor para melhorar a relação com os consumidores. Desde então, o número de cadastrados cresceu ano a ano, mas só superou a marca de 10 milhões em 2022. Em outubro do ano passado, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o volume de queixas caiu 15,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

 

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