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		<title>Correio do Estado - Tecnologia</title>
		
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				<title><![CDATA[Vivo abre crediário para vender celular]]></title>
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				<description><![CDATA[A Telefônica Brasil, dona da Vivo, está adotando um mecanismo de vendas que é um velho conhecido do varejo nacional, mas, até então, era pouco explorado no universo das telecomunicações: o crediário. A operadora agora parcela em até 21 vezes as vendas de smartphones, acessórios e outros eletrônicos (TVs, relógios, som, videogames e afins) nas suas lojas físicas e no aplicativo.

A medida tem como objetivo aumentar o volume e a variedade dos produtos vendidos, bem como ampliar o tíquete médio das vendas. Isso será possível atraindo os consumidores interessados em adquirir algum aparelho, mas que não têm cartão de crédito ou já esgotaram seu limite.

"Uma das maiores frustrações do consumidor é não ter crédito aprovado para fazer uma compra", diz o vice-presidente de inovação, Rodrigo Gruner. "Queremos permitir que o consumidor consiga comprar seu smartphone com a Vivo mesmo sem o cartão de crédito", complementa, citando que 95% das vendas dependem do cartão hoje em dia.

Quando um consumidor entrar na loja da Vivo, o vendedor já terá em mãos os seus limites de crédito pré-aprovados por meio da consulta do CPF ou número de telefone, aproveitando a base de dados de mais de 100 milhões de usuários da operadora. Com isso, poderá oferecer produtos que caibam no seu bolso.

A Vivo já tem uma receita líquida R$ 3,9 bilhões por ano com a venda de produtos na sua rede de 1,8 mil lojas e comércio eletrônico. Não é pouco. Trata-se de 13% do faturamento anual das Casas Bahia (R$ 29,2 bilhões) ou 10% da Magalu (R$ 38,7 bilhões), duas gigantes do varejo. Para 2026 em diante, a expectativa da operadora é ter um avanço "significativo" nas vendas graças à oferta do crediário, diz Gruner, que não abre metas de crescimento.

Segundo Gruner, será possível, inclusive, aproveitar a capilaridade da rede de lojas para abocanhar uma fatia do comércio das varejistas regionais - especialmente daquelas que estão sem caixa para manter um bom estoque de aparelhos. Em muitas cidades do interior, há poucas varejistas, e a loja da Vivo acaba sendo uma referência. "Esperamos aumentar nossa participação de mercado", frisa o vice-presidente.

No dia a dia, o crediário deve atender pessoas de menor renda a comprar o primeiro celular ou a trocar aparelhos defasados. Mas não só. A linha também deve servir para pessoas de maior poder aquisitivo interessadas em smartphones top de linha, cujos preços giram em torno de dois dígitos. "Muita gente não troca de aparelho por falta de crédito", cita Gruner.

No fim do dia, é esperado um estímulo para a renovação dos celulares. Hoje em dia, os consumidores trocam de aparelho a cada três anos, em média. No passado, esse giro acontecia em cerca de um ano e meio. "O ciclo de troca está mais longo", afirmou.

Fonte Nova

O crediário da operadora é baseado no seu braço de serviços financeiros, a Vivo Pay. A plataforma conta com recursos de um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) subscrito pela Polígono Capital, uma joint venture do BTG Pactual com a Prisma. O Vivo Pay oferece empréstimo pessoal, antecipação de FGTS, consórcios, bem como seguros variados - aparelhos, vida e viagem. Desde o lançamento em 2020, já concedeu R$ 1,1 bilhão em crédito, gerando uma receita de R$ 488 milhões em 2025, alta de 5,9% perante 2024.

Assim, o crediário funcionará como uma nova fonte de receitas financeiras (os juros não são revelados), ao mesmo tempo em que ajudará a Vivo a vender produtos como seguros de aparelhos. "Hoje, 40% dos consumidores que adquirem um smartphone com a operadora também contratam seguro", conta Leandro Coelho, diretor do Vivo Pay.

Desde 2024, a Vivo recebeu do Banco Central (BC) licença para operar como Sociedade de Crédito Direto (SCD). Com isso, ficou autorizada a realizar operações de empréstimo e financiamento de forma direta, ou seja, sem a intermediação de um banco tradicional. Até então, a companhia contratava plataformas de terceiros, o chamado bank as a service.

Neste começo de ano, o Vivo Pay reabriu sua conta digital, que foi temporariamente suspensa para atualização da plataforma após a nova licença. Para os próximos meses, espera ampliar o portfólio de serviços e abrir linha de crédito para empresas.
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				<category>Tecnologia</category>
				<pubDate>Sun, 05 Apr 2026 12:30:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Os mitos tech que continuam vivos nas redes: "fechar apps poupa bateria" e outros clássicos]]></title>
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				<description><![CDATA[As redes sociais convertem qualquer "truque" tecnológico em verdade universal com uma facilidade espantosa. Um vídeo de 15 segundos com legendas grandes e um tom seguro pode soar mais convincente que uma explicação completa, e assim nascem os mitos: frases simples que parecem lógicas, mas que raramente se sustentam quando se olha o contexto. Em tecnologia, como na vida quotidiana, o que se viraliza nem sempre é o que funciona.

Curiosamente, o mecanismo assemelha-se a como se vendem certos atalhos digitais: sportsbook solution costumam apresentar-se como pacotes "prontos" que prometem acelerar processos complexos.

Nas redes passa o mesmo com os conselhos tech: um gesto rápido parece melhor que entender como opera o sistema. O problema é que o telemóvel não é uma liquidificadora: fechar coisas à toa ou tocar em ajustes sem saber pode acabar por piorar o desempenho.

Por que um mito tech se torna viral

Um mito tecnológico costuma ter três ingredientes: simplicidade, sensação de controlo e uma "prova" visual. A simplicidade tranquiliza ("faz isto e pronto"). A sensação de controlo agarra porque promete dominar um aparelho que às vezes se sente imprevisível. E a prova visual – uma barra de bateria que sobe, um telemóvel que "voa" depois do truque – remata a ilusão, ainda que seja um efeito temporário ou mesmo uma montagem.

Além disso, os algoritmos premiam o extremo. Uma mensagem moderada como "depende do modelo e do uso" não compete contra "isto está a drenar a tua bateria agora mesmo". A isso soma-se um detalhe: muitos telemóveis funcionam de forma diferente segundo a marca, a versão do sistema e até a antiguidade do dispositivo. O que uma pessoa mostra como "solução milagre" pode ser irrelevante para outra.

Cinco mitos que aparecem em quase todos os feeds

Não se trata de troçar, mas de reconhecê-los para não perder tempo (nem paciência) em hacks que não ajudam.
"Fechar apps poupa bateria" É o clássico número um. Em muitos casos, fechar apps o tempo todo não ajuda e pode até piorar o consumo: quando voltas a abri-las, o sistema deve carregá-las do zero. O mais útil costuma ser identificar a app que realmente está a consumir demais e rever permissões, atividade em segundo plano ou notificações excessivas.


"Mais brilho sempre significa mais gasto" Sim, o brilho influencia, mas não é o único fator nem sempre o principal. Se tens o ecrã alto e, além disso, mau sinal, GPS ativo, Bluetooth a procurar dispositivos e apps sincronizadas, o consumo dispara por várias frentes. Reduzir o brilho pode ajudar, mas não é o "botão secreto" que arranja tudo.



"O carregamento rápido estraga o telemóvel" Este mito alimenta-se do medo. O carregamento rápido gera mais calor, e o calor sim pode afetar a bateria com o tempo. Mas isso não significa que seja "mau" por definição. Pode carregar um pouco mais rápido porque reduz a atividade de rede, mas o efeito não é mágico. Se o carregador é lento ou o cabo está danificado, o modo avião não te salva. É um truque com um benefício limitado, que se vende como solução total.


"Apagar a cache diariamente faz o telemóvel mais rápido" Limpar a cache pode liberar espaço em alguns casos, mas fazê-lo de forma compulsiva não converte o telemóvel em novo. Muitas apps guardam cache para abrir mais rápido. Apagá-la diariamente pode provocar o efeito contrário: tempos de carregamento mais longos e mais consumo de dados.

O mito silencioso: "um ajuste serve para todos"

Este é o mais perigoso porque soa razoável. Mas um telemóvel de gama alta com bateria grande, uma versão recente do sistema e bom sinal não se comporta igual a um equipamento antigo com armazenamento quase cheio. Também influencia o uso: não é o mesmo alguém que só usa mensagens que quem edita vídeo ou joga online. Por isso, quando um criador diz "faz isto e dura-te o dobro", convém traduzir mentalmente: "a mim mudou-me algo no meu contexto". A tecnologia é menos de receitas universais e mais de diagnóstico básico.

Como desmentir um mito sem ficar como "sabichão"

Nas redes, corrigir com sarcasmo costuma gerar briga, não aprendizagem. Funciona melhor perguntar: "Em que modelo provaste?", "Que versão de sistema tens?", "Mediste com dados ou só sentiste?".Este tipo de questões reduz o volume da discussão e eleva a qualidade.Outra estratégia é trocar "isso é falso" por "isso pode ser verdade em alguns casos, mas não sempre". Os matizes não se viralizam, mas sim ajudam a que alguém não acabe por tocar em dez ajustes sem entender o que faz cada um.

Checklist rápido para não cair em hacks inúteis

Antes de copiar um truque, faz uma verificação curta:


	O vídeo explica o contexto? Modelo, sistema, uso, condições (sinal, calor, apps).
	Promete resultados extremos? Se soa demasiado perfeito, suspeita.
	Mostra "antes e depois" real? Melhor se há medição (tempo, percentagem, consumo).
	Pede-te para instalar algo estranho? Cuidado com apps que prometem "limpar", "acelerar" ou "otimizar" sem transparência.
	Há uma alternativa simples? Reiniciar, atualizar, liberar espaço e rever bateria costuma dar mais que um "hack" viral.
	 

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				<category>Tecnologia</category>
				<pubDate>Fri, 27 Feb 2026 14:10:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA["A IA não transforma apenas ferramentas de trabalho, mas a forma como trabalhamos"]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/a-ia-nao-transforma-apenas-ferramentas-de-trabalho-mas-a-forma/462467/</link>
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				<description><![CDATA[A inteligência artificial (IA) tem avançado rapidamente no ambiente corporativo, redefinindo processos, funções e modelos de gestão. Ao mesmo tempo, o tema ainda desperta insegurança entre trabalhadores e lideranças, muitas vezes mais ligada à forma como as mudanças são conduzidas do que à tecnologia em si. 

Nesta entrevista ao Correio do Estado, a especialista em Recursos Humanos (RH) Karina Alonso analisa os impactos da IA no mundo do trabalho, discute os desafios da gestão da mudança, fala sobre saúde mental, conflitos geracionais e defende um papel mais estratégico do RH na construção de culturas organizacionais mais humanas, conscientes e preparadas para o futuro.

Confira a entrevista a seguir:

A inteligência artificial ainda é vista com desconfiança por muitos profissionais. Esse medo é racional ou resultado de desconhecimento dentro das organizações?

A inteligência artificial, como outras tecnologias, desperta receios. O medo é compreensível, mas em grande parte está associado à forma como as mudanças são conduzidas nas organizações.

Quando não há diálogo, clareza de propósito e preparação das pessoas, qualquer transformação gera insegurança. Mais do que desconhecimento técnico, existe uma lacuna de comunicação e de cuidado com o impacto humano dessas mudanças.

 Em contextos em que a liderança está preparada para conduzir transformações e o RH atua de forma estratégica, esse receio tende a ser mais bem compreendido e trabalhado.

Historicamente, toda grande revolução tecnológica gerou receio. O que diferencia a atual era da IA das transformações anteriores no mercado de trabalho?

A principal diferença está na velocidade e na profundidade do impacto. A IA não transforma apenas ferramentas de trabalho, mas a forma como trabalhamos, tomamos decisões e nos relacionamos com o conhecimento.

Isso exige das organizações um nível maior de maturidade cultural, já que o desafio não é apenas aprender algo novo, mas também rever e, muitas vezes, desaprender modelos tradicionais de gestão e liderança.

Você acredita que a IA tende mais a substituir funções ou a redesenhar competências? Onde está, de fato, o maior impacto?

O maior impacto está no redesenho de competências. Funções mudam, mas o que realmente se transforma são as habilidades exigidas das pessoas, como pensamento crítico, colaboração, comunicação, adaptabilidade e capacidade de aprender continuamente.


O risco não está na tecnologia em si, mas em organizações que não investem de forma consistente no desenvolvimento das pessoas.


Organizações que atuam de maneira estratégica tendem a antecipar esse movimento, preparando equipes e lideranças para essa transição.

Nesse contexto, iniciativas de upskilling [aprimoramento das competências atuais] e reskilling [requalificação para novas funções] tornam-se indispensáveis para sustentar a transformação de forma estruturada e duradoura.

Muitas empresas ainda tratam a IA como ferramenta de produtividade. O erro está em olhar apenas para eficiência e não para cultura organizacional?

Sim. Quando a IA é tratada apenas como ganho de eficiência, perde-se uma oportunidade relevante de evolução cultural. A organização corre o risco de acelerar processos sem transformar comportamentos, mentalidade e modelo de gestão.

A cultura organizacional define como as pessoas interpretam, adotam e sustentam qualquer mudança. Sem a revisão de valores, práticas de liderança e formas de trabalho, a tecnologia pode até gerar agilidade, mas não, necessariamente, organizações mais saudáveis, inovadoras ou sustentáveis.


O verdadeiro desafio não está na ferramenta, mas na capacidade de conduzir uma gestão da mudança estruturada, de forma consciente, alinhando estratégia, cultura e pessoas – com comunicação clara, preparo das lideranças e espaço para escuta.


Como líderes podem usar a inteligência artificial para fortalecer equipes, em vez de criar insegurança ou competição interna?

O ponto central está na intenção da liderança. Quando as ferramentas são usadas para apoiar decisões, liberar tempo para conversas de qualidade e fortalecer a colaboração, as equipes tendem a se sentir mais apoiadas.

Quando a tecnologia assume um papel de controle excessivo ou foco exclusivo em eficiência, a insegurança cresce.

Liderança continua sendo sobre pessoas, não sobre sistemas. Em contextos mais maduros, líderes preparados para conduzir mudanças com empatia, clareza e escuta fazem com que a tecnologia seja percebida como apoio ao trabalho, e não como ameaça, com o RH atuando como facilitador desse processo.

A transformação digital exige também transformação emocional? Como a saúde mental entra nessa equação?

Sem dúvida. Toda transformação relevante exige adaptação emocional, pois mudanças significativas afetam identidade, segurança e senso de pertencimento.

A saúde mental entra como elemento estratégico da transformação, e não apenas como benefício ou tema de bem-estar, na medida em que as organizações reconhecem que as pessoas precisam de segurança psicológica para aprender, se adaptar e performar de forma sustentável.

Quando o impacto emocional dessas mudanças é ignorado, o custo aparece em queda de engajamento, aumento do absenteísmo e maior rotatividade.

Há um conflito geracional evidente nas empresas quando o assunto é tecnologia. Como equilibrar a experiência dos mais velhos com a fluidez digital dos mais jovens?

O equilíbrio vem da valorização das diferenças. Experiência, visão sistêmica e maturidade podem e devem conviver com agilidade, fluidez digital e novas formas de pensar. Esses atributos não são opostos, mas complementares.

O desafio das organizações está em criar ambientes de troca, aprendizado mútuo e respeito, capazes de fortalecer a cultura colaborativa, em vez de reforçar estereótipos geracionais.

O medo da substituição pode estar mais ligado à falta de qualificação contínua do que à tecnologia em si?

Certamente. O medo costuma surgir quando as pessoas não se sentem preparadas para acompanhar as mudanças.

Ao longo da minha experiência em projetos de gestão da mudança, observei que muitas transformações organizacionais despertam o receio de não se estar suficientemente qualificado para novas exigências.

Por isso, a aprendizagem contínua precisa fazer parte da cultura organizacional, e não ser tratada como uma responsabilidade individual isolada. Investir em desenvolvimento é, antes de tudo, uma decisão estratégica.

Qual é o papel do RH nesse momento, mediador cultural, agente estratégico ou protagonista da transformação digital?

O RH atua, sobretudo, como agente estratégico e mediador cultural. É ele quem ajuda a conectar a estratégia do negócio às práticas de gestão e à experiência das pessoas, trabalhando de forma integrada com as lideranças para conduzir mudanças de maneira consistente.

Mais do que protagonizar a tecnologia, o papel do RH é garantir que qualquer transformação digital esteja alinhada à cultura organizacional, ao desenvolvimento das lideranças e à preparação contínua das pessoas, criando as condições necessárias para que a mudança seja compreendida, adotada e mantida de forma sustentável ao longo do tempo.

Empresas que resistem à adoção de novas ferramentas digitais correm risco competitivo real? Esse atraso pode comprometer a sustentabilidade do negócio?

Existe, sim, um risco competitivo, mas ele não está apenas na ausência de novas ferramentas digitais. O maior risco está na incapacidade de adaptação das pessoas e da própria organização.

Empresas verdadeiramente sustentáveis são aquelas que conseguem evoluir preservando coerência cultural, clareza estratégica e cuidado genuíno com as pessoas ao longo do processo de mudança.

Você passou por grandes multinacionais e também pelo terceiro setor no Masp. Há diferenças na forma como organizações lidam com inovação e cultura?

Em minha experiência profissional, percebo que grandes organizações costumam contar com estruturas robustas, processos bem definidos e maior escala, o que traz eficiência, mas também pode gerar certa rigidez na forma de inovar. Já o terceiro setor tende a operar com mais flexibilidade, senso de propósito e colaboração.

Ao transitar por esses contextos, meu principal aprendizado foi entender que a verdadeira maturidade organizacional está em integrar esses mundos: unir eficiência e governança ao propósito, desenvolver lideranças, gerar impacto social e promover cuidado genuíno com as pessoas, independentemente do setor.

Quais são os principais erros que líderes cometem ao implementar tecnologia sem preparar as pessoas?

Um erro recorrente é subestimar o impacto humano da mudança. Faltam escuta ativa, comunicação clara, capacitação adequada e tempo para adaptação.

A ausência de uma gestão da mudança estruturada faz com que as pessoas não compreendam o propósito da transformação nem se sintam parte do processo, o que gera resistência, medo e baixa adesão, comprometendo, consequentemente, os resultados esperados numa implementação.

O que muda nas relações de trabalho quando a tecnologia assume tarefas operacionais? Sobra mais espaço para criatividade ou aumenta a cobrança por performance?

Depende essencialmente da cultura da organização. Em ambientes mais saudáveis, há mais espaço para criatividade, colaboração e desenvolvimento. Em culturas orientadas exclusivamente a resultados, a cobrança costuma se intensificar. A tecnologia, no fim, amplia aquilo que a cultura organizacional já valoriza.

Se tivesse que deixar uma mensagem para empresários e trabalhadores que ainda veem a IA como ameaça, qual seria?


A IA, como qualquer outra tecnologia, não define o futuro sozinha. O futuro do trabalho será determinado pelas escolhas que fazemos hoje sobre como conduzimos as mudanças, desenvolvemos pessoas, preparamos lideranças e construímos culturas organizacionais mais humanas, conscientes e responsáveis.


Quando há clareza de propósito, uma gestão da mudança bem conduzida e um RH atuando de forma estratégica em parceria com a liderança, a tecnologia deixa de ser ameaça e passa a ser um apoio, um meio. O centro da transformação continua sendo o ser humano.

{Perfil}

Karina Alonso

Líder em Recursos Humanos com mais de duas décadas de experiência em grandes companhias globais, como The Walt Disney Company, Schneider Electric, IBM e PwC.

Sua atuação mais recente foi como líder no RH do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), com foco em cultura organizacional, desenvolvimento de equipes e transformação institucional.

Psicóloga formada pela Faculdade Metodista, é pós-graduada em Administração de Empresas pela Faap, tem MBA em Trends Innovation pela Inova Business School, formação em Terapia Cognitivo-Comportamental pelo Centro de Estudos de Terapia Cognitivo Comportamental e certificação como analista comportamental sólides profiler (Disc).

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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Sat, 21 Feb 2026 08:40:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Como criar uma logo profissional com IA e melhores ferramentas em 2026]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/tecnologia/como-criar-uma-logo-profissional-com-ia-e-melhores-ferramentas-em-2026/461864/</link>
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				<description><![CDATA[Durante muito tempo, criar uma identidade visual parecia algo distante para quem estava começando. Era preciso contratar um designer, esperar propostas e investir um valor considerável antes mesmo de validar o negócio.

Em 2026, esse cenário mudou de forma clara. Ferramentas baseadas em inteligência artificial permitem gerar logos consistentes em poucos minutos, com liberdade de edição e arquivos prontos para uso profissional. Isso não elimina o trabalho criativo, mas reduz bastante a barreira de entrada.

Este guia mostra, de forma direta, como sair da ideia para uma logo utilizável, mesmo sem experiência em design.

O que define uma logo realmente profissional hoje

Antes de abrir qualquer ferramenta, vale entender um ponto importante. Uma boa logo não depende apenas do desenho em si. Ela precisa funcionar em diferentes contextos e comunicar a essência da marca com clareza.

Algumas características costumam estar presentes em identidades visuais bem resolvidas:


	Formas simples e fáceis de reconhecer
	Boa leitura em tamanhos pequenos
	Cores coerentes com o posicionamento da marca
	Tipografia legível em digital e impresso
	Versão funcional em preto e branco


Quando esses elementos estão equilibrados, a marca tende a durar mais tempo sem precisar de mudanças frequentes.

Passo 1: clareza sobre a identidade da marca

O erro mais comum não está na ferramenta escolhida, mas na falta de definição antes de começar. Sem clareza sobre público, proposta e tom de comunicação, qualquer logo pode parecer apenas “bonita”, mas não necessariamente adequada.

Antes de gerar a primeira opção, vale responder perguntas simples:


	Qual problema o negócio resolve
	Para quem ele existe
	Que sensação a marca deve transmitir
	Se o posicionamento é mais moderno, tradicional, técnico ou acessível


Essas respostas guiam toda a criação visual depois.

Passo 2: escolha do criador de logo com IA

Com a base definida, entra a ferramenta. Hoje existem várias opções de plataformas, como por exemplo um criador de logo, mas algumas se destacam pela consistência de resultados.

O Design.com costuma ser escolhido quando a prioridade é variedade visual combinada com rapidez de edição.
 

A biblioteca extensa de estilos ajuda quem ainda está explorando direções criativas, e os arquivos já saem preparados para diferentes usos da marca.

O BrandCrowd segue forte quando o objetivo é testar muitas possibilidades em pouco tempo. A quantidade de modelos disponíveis facilita encontrar caminhos visuais distintos sem começar do zero.

Outras plataformas também cumprem bem papéis específicos, principalmente para quem quer integração com materiais de marketing ou criação de site no mesmo ambiente. A melhor escolha depende mais do fluxo de trabalho desejado do que de uma única funcionalidade isolada.

Passo 3: gerar opções sem apego à primeira ideia

Um dos maiores benefícios da IA é permitir testar rapidamente. Por isso, prender-se à primeira logo quase sempre é um erro.

O ideal é gerar várias versões, comparar estilos diferentes e observar qual comunica melhor a proposta da marca. Às vezes, a melhor opção surge justamente de uma direção que não parecia óbvia no início.

Esse processo leva poucos minutos, mas faz muita diferença no resultado final.

Passo 4: ajustar detalhes que elevam a qualidade

Depois de escolher uma direção visual, começa a etapa que realmente transforma uma logo comum em algo mais consistente.

Alguns ajustes simples costumam melhorar bastante o resultado:


	Reduzir elementos desnecessários
	Testar combinações de cores mais equilibradas
	Ajustar espaçamentos entre símbolo e texto
	Verificar leitura em fundo claro e escuro


São mudanças pequenas, mas que aumentam a sensação de profissionalismo.

Passo 5: validar antes de considerar finalizado

Antes de baixar os arquivos finais, vale fazer um teste rápido. Imagine a logo aplicada em situações reais:


	Foto de perfil de rede social
	Cabeçalho de site
	Cartão de visita
	Documento em preto e branco


Se ela continua clara e reconhecível nesses cenários, é um bom sinal de que está pronta para uso.

Erros comuns ao criar logos com IA

Mesmo com ferramentas avançadas, alguns equívocos ainda aparecem com frequência:


	Escolher designs muito complexos
	Usar cores sem relação com o posicionamento
	Ignorar legibilidade em tamanhos pequenos
	Seguir tendências visuais passageiras
	Finalizar rápido demais sem testar aplicações


Evitar esses pontos já coloca a marca em um nível acima da média.

Vale a pena usar IA para criar logo em 2026?

Para a maioria dos negócios em fase inicial, a resposta é sim. A inteligência artificial reduziu tempo, custo e complexidade do processo, permitindo chegar a resultados utilizáveis com rapidez.

Isso não substitui totalmente o trabalho de design estratégico em marcas maiores, mas resolve muito bem a etapa inicial de identidade visual.

Na prática, a IA se tornou um caminho acessível para transformar ideias em marcas reais.

Conclusão

Criar uma logo profissional não precisa mais ser um processo lento ou caro. Em 2026, ferramentas com inteligência artificial permitem sair da ideia para uma identidade visual completa em poucos minutos, desde que exista clareza sobre o posicionamento da marca.

Seguindo um processo simples, escolhendo bem a ferramenta e dedicando atenção aos ajustes finais, já é possível alcançar um resultado consistente e pronto para uso.

E talvez essa seja a maior mudança dos últimos anos: hoje, começar deixou de ser a parte mais difícil.

 
]]></description>
				
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				<category>Tecnologia</category>
				<pubDate>Mon, 09 Feb 2026 09:15:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Tem Iphone? Então você precisa fazer isso antes de levar em uma assistência técnica]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/tecnologia/tem-iphone-entao-voce-precisa-fazer-isso-antes-de-levar-em-uma/461858/</link>
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				<description><![CDATA[Ao enviar seu iPhone para reparo, é crucial proteger seus dados pessoais. A Apple introduziu o Modo de Reparo (Repair State) no iOS 17.5, uma funcionalidade que permite que o dispositivo seja reparado sem a necessidade de desativar o recurso Buscar (Find My) ou o Bloqueio de Ativação.

Isso garante que seu iPhone permaneça rastreável e seguro durante o processo de assistência.

O que é o modo de reparo?

O Modo de Reparo é um estado especial do iOS que permite que técnicos autorizados realizem diagnósticos e reparos no seu iPhone, mantendo o Bloqueio de Ativação ativo. Isso significa que, mesmo que o dispositivo esteja nas mãos de um técnico, ele ainda estará vinculado ao seu ID Apple, impedindo o uso não autorizado.

Como ativar o modo de reparo (iOS 17.5 ou superior)

Siga os passos abaixo para ativar o Modo de Reparo no seu iPhone:


	Abra o aplicativo Buscar (Find My): Localize e toque no ícone do aplicativo Buscar na sua tela inicial.
	Acesse a aba "Dispositivos": Na parte inferior da tela, toque na aba "Dispositivos".
	Selecione o seu iPhone: Na lista de dispositivos, toque no iPhone que você deseja enviar para reparo.
	Toque em "Remover Este Dispositivo": Role a tela para baixo e toque na opção "Remover Este Dispositivo".
	Confirme a preparação para reparo: Uma mensagem aparecerá informando que o dispositivo não pode ser removido e perguntando se você deseja prepará-lo para reparo. Toque em "Continuar".
	Aguarde a ativação: Seu iPhone entrará no Modo de Reparo. Ele permanecerá visível no aplicativo Buscar e com o Bloqueio de Ativação ativado.


Feito por Denis Felipe com IA

Considerações Importantes


	Não ative sem necessidade: O Modo de Reparo deve ser ativado apenas quando você realmente for enviar o iPhone para assistência. A desativação desse modo geralmente é feita pela própria assistência técnica após a conclusão do reparo.
	Versão do iOS: Certifique-se de que seu iPhone esteja executando o iOS 17.5 ou uma versão posterior para ter acesso a este recurso.
	Proteção de Dispositivo Roubado: Se você tiver a "Proteção de Dispositivo Roubado" ativada, pode haver um atraso de segurança de uma hora ao tentar desativar o Buscar ou outras configurações sensíveis, caso você não esteja em um local familiar. Certifique-se de estar em um local familiar ou desative temporariamente a Proteção de Dispositivo Roubado antes de ativar o Modo de Reparo, se necessário. No entanto, o Modo de Reparo foi projetado para funcionar com o Buscar ativado, então a desativação do Buscar não é necessária para o Modo de Reparo em si.


Recomendações Adicionais antes de Levar para a Assistência Técnica

Mesmo com o Modo de Reparo, é sempre bom tomar precauções adicionais:


	Faça backup completo: Realize um backup completo do seu iPhone no iCloud ou no seu computador (Mac ou PC) para garantir que todos os seus dados estejam seguros.
	Tenha a senha do ID Apple: Anote ou tenha fácil acesso à sua senha do ID Apple, pois ela pode ser necessária para o processo de reparo ou para reconfigurar o dispositivo após o retorno.
	Remova cartões do Apple Pay: Por segurança, remova todos os cartões de crédito e débito associados ao Apple Pay.
	Retire acessórios: Remova capas, películas protetoras e quaisquer outros acessórios do seu iPhone.

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				<category>Tecnologia</category>
				<pubDate>Mon, 09 Feb 2026 08:15:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Meta diz ao Cade que chatbots de IA se aproveitam do WhatsApp Business para uso não previsto]]></title>
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				<description><![CDATA[A Meta disse ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que, ao utilizarem a API do WhatsApp Business, os Chatbots de inteligência artificial (IA) se aproveitaram da ausência de vedação expressa nos termos originais para criar e registrar suas próprias contas de "empresa", como se os usuários estivessem interagindo com uma empresa (como um prestador de serviços), quando, na realidade, estavam se comunicando com um Chatbot de IA.

"Esse tipo de interação, conforme mencionado, não foi previsto nem pretendido pela Meta quando do desenvolvimento da API", disse a empresa em manifestação apresentada ao órgão de defesa da concorrência na última sexta-feira, 30. API é a sigla, em inglês, para "Interface de Programação de Aplicações", conjunto de regras e protocolos que permite a integração de serviços entre aplicativos.

A Meta lembrou que a integração de funcionalidades de IA a aplicativos está alinhada a uma tendência observada em diversos setores, na qual provedores vêm incorporando recursos de IA a serviços já existentes, como parte de uma mudança estrutural na forma como serviços digitais são ofertados aos usuários.

A manifestação da Meta é em resposta a um questionário enviado pela Superintendência-Geral (SG) do Cade, que, no mês passado, abriu um inquérito administrativo contra a Meta. Na ocasião, a SG também determinou medida preventiva para impedir a vigência dos novos termos de uso do WhatsApp para inteligência artificial (IA) até que o Cade avaliasse os indícios de infração à ordem econômica e ponderasse os argumentos e teses de defesa apresentados pela Meta, dona do serviço de mensagens.

A área técnica do Cade justificou que era necessário apurar se a Meta estaria abusando de sua posição dominante para favorecer sua própria inteligência artificial (Meta AI) e excluir concorrentes. No entanto, dias depois, a Justiça Federal do Distrito Federal suspendeu a medida preventiva do Cade, permitindo à empresa aplicar os novos termos de uso do WhatsApp para IA. Em nota, a empresa disse ter recebido a decisão "com satisfação". "Os fatos não justificam uma intervenção no Brasil nem em qualquer outro lugar", defendeu.

O que a Meta disse ao Cade

O documento apresentado ao Cade possui informações de acesso restrito apenas ao Cade e às representadas, por conterem segredos comerciais e dados sigilosos.

Na versão pública, a empresa informou que os AI Providers serão afetados pelas mudanças nos termos acessaram a API do WhatsApp Business por meio do processo regular de cadastro aplicável a usuários empresariais, isto é, mediante a criação de uma conta no Meta Business Manager e o fornecimento das informações necessárias para a verificação da conta, seguidos da criação de uma conta no WhatsApp Business e do registro de um número de telefone vinculado à API.

A Meta também destacou que a indústria de IA ainda se encontra em estágio incipiente e atualmente o setor tem explorado quais casos de uso, formatos e modelos de negócios geram maior aderência junto aos consumidores, com ênfase na experimentação de funcionalidades baseadas em IA integradas a aplicações. "Nesse ambiente dinâmico, concorrentes lançam continuamente novas funcionalidades em navegadores, aplicativos, suítes de produtividade e mecanismos de busca."

Como exemplo, foi citado o lançamento, pela OpenAI, de novos recursos para expandir sua atuação em serviços de mensagens, incluindo a implementação de conversas em grupo. "Esse processo contínuo de experimentação, integração e inovação caracteriza a forma como os desenvolvedores de IA competem atualmente. Para o WhatsApp, a adoção dessas ferramentas é fundamental para manter a plataforma na vanguarda da inovação centrada no usuário, proporcionando melhorias relevantes sem comprometer a simplicidade e a confiabilidade valorizadas pelos usuários."

Por outro lado, a Meta disse entender que Chatbots de IA operados por terceiros "não constituem parte inerente da experiência do usuário no WhatsApp" e a empresa possui visibilidade limitada sobre os casos de uso específicos atendidos por esses Chatbots de IA no WhatsApp. A empresa sustentou que o WhatsApp é utilizado, predominantemente, como um canal adicional de distribuição para serviços que essas empresas já oferecem em outros ambientes.

Histórico

A investigação do órgão de defesa da concorrência no caso da Meta AI começou no fim de 2025, após uma denúncia das startups de chatbots Zapia e Luzia, que operam, principalmente, por meio do WhatsApp e Telegram. Elas alegam que os Novos Termos do WhatsApp (WhatsApp Business Solution Terms) irão banir da plataforma desenvolvedores e provedores de serviços e soluções de inteligência artificial generativa (AI Providers ou Desenvolvedores de IA), garantindo um monopólio artificial à Meta AI.

O WhatsApp sustenta que o surgimento de chatbots de IA na Business API coloca uma pressão sobre seus sistemas que eles não foram projetados para suportar. Na visão da empresa, a decisão original do Cade partiu do pressuposto de que o WhatsApp é, de alguma forma, uma "loja de apps". A gigante de tecnologia defende que as rotas de acesso ao mercado para empresas de IA são as próprias lojas de aplicativos, seus sites e parcerias com a indústria, não a plataforma do WhatsApp Business.

A discussão no Cade é sobre o uso exclusivo do chatbot da Meta, ou seja, se há uma justificativa técnica para a restrição - a chamada "regra da razão" (do inglês, rule of reason). Essa análise jurídica pondera os efeitos pró e anticompetitivos de uma conduta empresarial, em vez de presumir sua ilicitude.

A Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) apurou que a decisão judicial que suspendeu a medida preventiva não impede a análise do caso pelo Cade. Segundo fontes, o órgão deverá se debruçar sobre o processo ainda no primeiro semestre deste ano.
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				<category>Tecnologia</category>
				<pubDate>Mon, 02 Feb 2026 22:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[MS inicia o ano com mais de 400 vagas abertas em concursos públicos; confira]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/economia/empregos-e-carreira/ms-inicia-o-ano-com-mais-de-500-vagas-em-concursos-confira/459953/</link>
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				<description><![CDATA[Mato Grosso do Sul começou o ano com diversos concursos públicos anunciados, com inscrições abertas ou previstas. Um dos principais certames, que era aguardado há anos, é o da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, cujas inscrições serão abertas no dia 12 de janeiro.

Além desse, há oportunidades para diversos cargos e diferentes níveis de escolaridade, tanto em processos locais, quando de nível nacional, mas com vagas para o Estado.

Vários municípios têm processos abertos.

Confira algumas oportunidades:

Assembleia Legislativa

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul lançou, em dezembro do ano passado, edital do 2º concurso público da Casa, com 80 vagas.

As inscrições serão realizadas exclusivamente pela internet, no site da Fundação Carlos Chagas, das 10h do dia 12 de janeiro às 23h59 do dia 2 de fevereiro de 2026. As taxas são de R$ 140,00 para nível médio e R$ 180,00 para nível superior.

Conforme o edital, o concurso está dividido em duas categorias principais: Analista Legislativo (Superior), com remuneração inicial de R$ 8.030,65; e Técnico Legislativo (Médio), com ganho inicial de R$ 4.912,20.

A jornada de trabalho para todos os cargos é de 40 horas semanais, sob o regime estatutário.

As provas objetivas estão previstas para o dia 29 de março de 2026, na cidade de Campo Grande.

TJMS

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul está com inscrições abertas no VI Concurso Público de Provas e Títulos para Outorga de Delegações de Notas e de Registro no Estado.

O certame tem como objetivo o preenchimento de 42 serventias vagas em Mato Grosso do Sul, sendo 28 destinadas ao provimento e 14 à remoção.

O período de inscrições termina nesta sexta-feira, 2 de janeiro de 2026, pelo site da Fundação FGV, mediante o pagamento de taxa no valor de R$ 450 por modalidade de ingresso.

Cada candidato poderá efetuar apenas uma inscrição para cada uma das modalidades de ingresso - provimento ou remoção.

O concurso será composto por oito etapas, abrangendo as fases de prova objetiva, provas escritas e práticas, Aanálise de documentação, provas orais, exame de saúde e toxicológico, avaliação de títulos, perícia médica e heteroidentificação.

A Prova Objetiva será aplicada no dia 1º de março de 2026, no turno da manhã para os candidatos à remoção e no turno da tarde para os candidatos ao provimento. Já as provas escritas e práticas estão previstas para o dia 10 de maio de 2026, também em Campo Grande.

Prefeitura de Paraíso das Águas

A Prefeitura de Paraíso das Águas está com inscrições abertas em concurso público com 159 vagas para todos os níveis de escolaridade e salários que chegam a R$ 23.557,03.

O certame prevê a contratação de servidores efetivos, além da formação de cadastro reserva, sob o regime estatutário.

As inscrições seguem até 15 de janeiro de 2026, exclusivamente pela internet, por meio do site da Fundação FAFIPA, banca responsável pela organização do concurso.

Ao todo, o edital contempla dezenas de cargos distribuídos entre a sede do município e os distritos de Bela Alvorada e Pouso Alto, com oportunidades para níveis elementar, fundamental, médio, técnico, magistério e superior. As jornadas de trabalho variam entre 20 e 40 horas semanais, conforme a função.

Prefeitura de Sete Quedas

A Prefeitura de Sete Quedas divulga está com inscrições abertas em concurso público com 42 vagas para cargos de níveis fundamental, médio e superior.

Confira as oportunidades:


	Advogado (1 vaga)
	Analista de Controle Interno (1 vaga)
	Assistente Social (1 vaga)
	Contador (1 vaga)
	Enfermeiro (3 vagas)
	Engenheiro Civil (1 vaga)
	Farmacêutico (1 vaga)
	Fiscal Municipal do ITR (1 vaga)
	Fisioterapeuta (1 vaga)
	Fonoaudiólogo (1 vaga)
	Odontólogo (1 vaga)
	Psicólogo (2 vagas)
	Assistente de Administração (3 vagas)
	Atendente de Farmácia (1 vaga)
	Monitor (9 vagas)
	Técnico de Enfermagem (7 vagas)
	Técnico em Contabilidade (2 vagas)
	Técnico em Informática (1 vaga)
	Técnico em Radiologia (1 vaga)
	Tecnólogo em RH (1 vaga)
	Auxiliar de Odontologia (2 vagas)


A jornada é de 40 horas semanais, com remuneração mensal que varia de R$ 1.592,34 a R$ 5.241,50, de acordo com o cargo.

Os interessados poderão se inscrever até 16 de janeiro de 2026, no site da Aplims, com taxa nos valores de R$ 70,00 a R$ 130,00.

A seleção dos candidatos será realizada por meio de prova escrita objetiva, no dia 22 de fevereiro de 2026, e de prova de títulos.

Prefeitura de Sonora

A Prefeitura de Sonora abriu processo seletivo com o objetivo de preencher 40 vagas e formar cadastro de reserva para o cargo de Assistente Educacional.

Para participar da seleção, é necessário que o candidato tenha formação em nível médio ou esteja cursando licenciatura plena a partir do quarto semestre.

Ao serem admitidos, os profissionais deverão cumprir jornada de 40 horas semanais e receberão remuneração mensal de R$ 2.004,71.

As inscrições seguem abertas até 5 de janeiro de 2026, no site da Prefeitura Municipal.

A seleção dos candidatos será feita por meio de prova de títulos, em caráter classificatório, conforme os critérios de pontuação estabelecidos no edital.

Prefeitura de Bataguassu

A Prefeitura de Bataguassu tem 17 vagas em processo seletivo para formação de cadastro reserva para profissionais com licenciatura plena.

As oportunidades são para os seguintes cargos:


	Professor de Educação Especial Escola do Campo;
	Professor de Educação Especial Zona Urbana;
	Professor de Educação Infantil e Ensino Fundamental I Escola do Campo;
	Professor de Educação Infantil e Ensino Fundamental I Zona Urbana;
	Professor Pedagogo com Especialização em Tecnologias Educacionais;
	Professor de Arte Escola do Campo;
	Professor de Arte Zona Urbana;
	Professor de Educação Física Escola do Campo;
	Professor de Educação Física Zona Urbana;
	Professor do Ensino Fundamental II Ciências Escola do Campo;
	Professor do Ensino Fundamental II Geografia e TVT - Escola do Campo;
	Professor do Ensino Fundamental II História - Escola do Campo;
	Professor do Ensino Fundamental II Língua Inglesa - Escola do Campo;
	Professor do Ensino Fundamental II Língua Portuguesa - Escola do Campo;
	Professor de Arte;
	Professor de Dança Ballet Contemporâneo;
	Professor de Dança Rítmica;
	Professor de Aeróbica;
	Professor de Música (Guitarra - Contrabaixo e Violão);
	Professor de Música (Teclado/Bateria);
	Professor de Música (Auxiliar de Maestro);
	Professor Coreógrafo Banda Musical;
	Professor Técnico em Museu.


A remuneração mensal é de R$ 2.457,38, com carga horária de 22 a 44 horas/aula.

Para participar da seleção, os candidatos devem possuir licenciatura em pedagogia ou licenciatura em normal superior e especialização na área e ter idade mínima de 18 anos.

As inscrições serão realizadas até às 23h30 do dia 5 de janeiro de 2026, via internet, pelo site do CMM Concursos.

A seleção dos candidatos ocorrerá por meio de prova objetiva, prevista para o dia 18 de janeiro de 2026, além de prova de títulos. O conteúdo programático será composto por questões de língua portuguesa, matemática e conhecimentos específicos.

Marinha

O Comando do 6º Distrito Naval (Com6ºDN) está com processo seletivo para convocação de profissionais de níveis fundamental e médio. Há 30 vagas para ambos os sexos, visando à prestação do Serviço Militar Voluntário temporário (SMV) em Ladário.

Os voluntários aprovados e classificados dentro do número de vagas serão convocados para cumprir um período inicial no SMV, o qual terá duração total de 12 meses e será prestado na forma de Estágio.

Estão disponíveis nove vagas para as áreas de Eletrônica, Eletrotécnica, Marcenaria, Mecânica, Metalurgia e Motores. Outras seis vagas serão para a área de Enfermagem.

Sete vagas estão distribuídas para as habilitações de Administração, Comunicação Social (Técnico em Computação Gráfica e Técnico em Rádio e Televisão), Contabilidade, Paioleiro e Processamento de Dados.

Por fim, as últimas oito vagas são destinadas às habilitações profissionais de Barbeiro e Motorista.

As inscrições serão a primeira etapa do processo de seleção, podendo ser realizadas na página do Com6ºDN, até 23h59 do dia 27 de janeiro de 2026. O valor da taxa é de R$ 70.

As outras etapas previstas serão: prova objetiva, prova de títulos, verificação de dados biográficos e verificação documental, teste de aptidão física de ingresso e designação à incorporação.
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				<category>Empregos e Carreira</category>
				<pubDate>Thu, 01 Jan 2026 18:02:00 -0400</pubDate>
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