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Festas de fim de ano trazem armadilhas disfarçadas na web

Festas de fim de ano trazem armadilhas disfarçadas na web

Cleidson Lima

22/12/2010 - 00h33
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Fim de ano é um prato cheio para os hackers que enviam pragas virtuais. Com as festas de aproximando, os criadores de phishing, scammers e hackers preparam-se para atacar com mensagens novas, perfeitas e com diferentes técnicas de coleta de dados. Portanto, os consumidores devem ficar atentos e se preparar para as fraudes e scams.

Segundo a Sonicwall, empresa especializada em soluções de segurança de rede e proteção dos dados, durante o período de festas, na pressa de comprar presentes, os consumidores acabam se distraindo e deixam de tomar precauções básicas. E os criadores de phishing e scams estão à espreita. Este ano, o maior alvo é o Facebook. Infelizmente, as pessoas não se dão conta da extensão dos danos até que seja tarde demais. Um novo “amigo” do Facebook o chama para um divertido jogo de festas que o leva a sites “interessantes”.  

Para se proteger durante este período de festas, selecionamos algumas dicas para evitar as nove principais ameaças do período:  

1. Compras e pagamentos
Um grande perigo! Phishing para obter mais informações como o número do seu cartão de crédito é muito comum nesta época. As ameaças phishing se disfarçam em grandes nomes do mundo on-line como a Amazon.com, eBay e o PayPal, mentindo que “foi impossível processar a sua transação por cartão de crédito” ou que são necessários mais detalhes para processar a transação. Certifique-se de que o site é seguro e idôneo antes de fornecer o número do seu cartão. Não confie em um site apenas porque ele diz que é seguro

2.    Ofertas especiais
Todo ano aumenta o número de ofertas de criadores de spam. As pessoas podem se deparar com campanhas spam do tipo “Oferta Especial” ou “Desconto Especial” nas suas caixas de entrada que, na verdade, não têm nada a ver com ofertas de festas. Tome cuidado, pois isso pode ser a um cavalo de Tróia. Nunca compre nada anunciado em um e-mail não solicitado. Confira se a oferta que você recebeu é idônea conferindo o site da sua loja preferida. Se você responder a uma oferta idônea, use um endereço de e-mail para as pessoas que você conhece e um outro email para demais finalidades. Nunca responda a ofertas suspeitas, pois isso irá confirmar seu endereço.

3. Ameaças sociais
Os aplicativos de mídia social são os principais destinos de navegação. Com o acesso ao Facebook e MySpace agora à disposição nos dispositivos móveis, os clientes conseguem subir e compartilhar fotos e outras informações facilmente. Cuidado com as solicitações de “amigos” para ver fotos, ofertas especiais e convites para “jogar”. Você pode ser vítima de um malware ou ameaça phishing. Cuidado, os criadores de phishing estão usando mídia social para spams porque estão coletando nomes. Mude as configurações de privacidade do seu Facebook e configure-as de acordo com as suas necessidades; é fundamental ter cuidado com quem vê as suas informações.

4. Cartões de desconto
Com os consumidores tentando gastar, mas também economizar nessas férias, os cartões de desconto são uma ótima pedida. Porém, cuidado antes de comprar, verifique se o site e o cartão de descontos são legítimos. Confira com a loja e use PayPal para fazer a compra. Caso o site peça que você faça uma ordem de pagamento ou não aceite PayPal nem cartão, há risco de você se dar mal.

5.Cartões falsos
Durante o período d festas, aumenta o número de cartões de boas festas eletrônicos. Clique em um e-card ou vídeo e você será direcionado para um link onde será solicitado a baixar o Adobe Flash, outro tipo de animação ou PDF. Mas isso também pode significar a instalação de malwares no seu computador. Independentemente de você conhecer ou não o remetente – assuma que links suspeitos, vídeo em Flash, animação ou qualquer cartão PDF, documento ou fatura podem ser maliciosos ou perigosos.

6. Entregas falsas
Este tipo de phishing (conhecido como “Bredlow” ou “Falso antivírus”) assume a forma de um aviso simpático da UPS, FedEx , DHL ou, no caso do Brasil, dos Correios e Telégrafos, com o serviço Sedex.

Normalmente a mensagem de e-mail inclui frases como “Tentamos entregar a encomenda, mas não conseguimos localizá-lo. Clique aqui para reagendar a entrega”.

Quando você clica é instalado um código malicioso no seu computador que coleta informações pessoais. Assim como com qualquer transação on-line, nunca clique em links que chegam sem solicitação. Quando fizer compras ou negócios on-line, vá diretamente para o site da empresa digitando o URL em vez de clicar em um link.

7. Jogos e vídeos
As pessoas devem ficar atentas às mensagens do tipo “clique aqui” que acompanham jogos e vídeos com motivos natalinos, como o jogo Elf Bowling. Não abra links suspeitos. Eles podem ativar malwares. No caso de vídeos, a pessoa pode ser solicitada a ativar um plug-in e aguardar que um applet java seja baixado. Normalmente um vídeo falso que esconde um malware.

8.Busca no Google
Embora o Google e outros mecanismos de busca tomem precauções para eliminar URLs que contenham malwares, as buscas com palavras-chave comuns como “Natal” podem trazer malwares. Por exemplo, a busca por “cartões de Natal gratuitos” pode levar a links que iniciam um ataque de malware. Certifique-se de que o sistema seja sempre atualizado com a proteção antivírus e os patches de segurança mais recentes.

9. Ataques pós-festas
Os criadores de scam ou scammers concentram suas armas nos meses de novembro e dezembro, os picos de compras, para coletar endereços de e-mail de vítimas em potencial que serão atacadas em janeiro. Na verdade os cavalos de Tróia estão à espreita durante novembro e dezembro. É bem possível que as pessoas que compraram on-line só percebam que foram vítimas de fraude na segunda e terceira semanas de janeiro — quando chegam as faturas dos cartões de crédito das compras efetuadas em dezembro.

Negócios

WhatsApp incrementa canais de envio de mensagem em massa com áudio e enquete

Os donos desses espaços de distribuição massiva de mensagens agora podem enviar áudios, enquetes e eleger até 16 administradores

17/01/2024 21h00

Os ajustes nos canais chegam ao público às vésperas de novo período de eleições no país. Divulgação

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O WhatsApp aumentou as opções para as pessoas que administram canais, segundo anúncio desta quarta-feira (17). A ferramenta permite envio unidirecional a milhares de usuários. 

Os donos desses espaços de distribuição massiva de mensagens agora podem enviar áudios, enquetes e eleger até 16 administradores. A atualização está disponível para todos os usuários a partir desta quarta (17).

A Meta —dona do WhatsApp— adiou a estreia desse recurso no Brasil, após o Ministério Público Federal ter recomendado, durante as eleições de 2022, à empresa esperar até o ano seguinte para o lançamento. A medida visava prevenir desinformação no contexto eleitoral.

Os ajustes nos canais chegam ao público às vésperas de novo período de eleições no país.

Nos canais, os criadores já podem distribuir links, textos, imagens e vídeos para um número ilimitado de participantes. O recurso concorre com ferramenta similar do Telegram.

Os novos recursos incluem:

1 - Mensagens de voz
2 - Enquetes
3 - Compartilhar cards no status (ferramenta análoga aos stories do Instagram) —para isso, basta manter uma atualização que você achar interessante pressionada, selecionar ‘encaminhar’ e depois a opção ‘meu status’

A Meta também lançou a opção de "Múltiplos Admins" para que os canais possam ter até 16 administradores para ajudar a gerenciar as atualizações.

O dono do Canal pode convidar qualquer um de seus contatos ou seguidores para se tornarem administradores. Depois que o convite é aceito, o novo administrador poderá gerenciar as informações do canal e criar, editar e excluir quaisquer atualizações.

Apenas os proprietários de um canal seguem com permissão para excluí-lo.
 

Telemarketing

Plataforma Não Me Perturbe fecha 2023 com 12 milhões de cadastros

Mecanismo bloqueia chamadas indesejadas de telemarketing

10/01/2024 22h00

O mecanismo, no entanto, não bloqueia ligações, por exemplo, de planos de saúde ou de redes varejistas. Arquivo/ Correio do Estado

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Mecanismo que permite o bloqueio de chamadas não desejadas de empresas, a plataforma Não Me Perturbe fechou 2023 com 12 milhões de números de telefone cadastrados. Isso representa crescimento de 974.902 de números em relação a 2022.

Segundo a Conexis Brasil Digital, que reúne as empresas de telecomunicações e de conectividade, o número de cadastros equivale a 4,3% da base de 280,5 milhões de telefones fixos e móveis existentes no Brasil.

Em operação desde julho de 2019, a plataforma permite que as pessoas bloqueiem chamadas de telemarketing vindas de empresas de telecomunicações e de oferta de crédito consignado. O mecanismo, no entanto, não bloqueia ligações, por exemplo, de planos de saúde ou de redes varejistas.

Quem quiser bloquear seus números de celular e telefone fixo para não receber ligações de telemarketing desses dois setores (telecomunicações e crédito consignado) deve fazer o cadastro diretamente no site Não Me Perturbe ou por meio dos Procons em todo o país. O bloqueio ocorre em até 30 dias após o cadastro no site.

A maior parte dos números bloqueados está no estado de São Paulo, com 5,52 milhões de números registrados. São Paulo também concentra a maior base de clientes do país, com 85 milhões de celulares e de telefones fixos. O Distrito Federal tem a maior proporção de telefones cadastrados na plataforma, com 8,2% da base de telefones fixos e móveis do DF.

Em operação desde julho de 2019, a plataforma Não Me Perturbe faz parte das medidas de autorregulação do setor para melhorar a relação com os consumidores. Desde então, o número de cadastrados cresceu ano a ano, mas só superou a marca de 10 milhões em 2022. Em outubro do ano passado, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o volume de queixas caiu 15,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

 

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