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CAMPO GRANDE 121 ANOS

Investimentos em conhecimento, ciência e tecnologia deixam legado para gerações futuras

Futuro promissor: além do legado, pesquisas melhoram qualidade de vida no presente
26/08/2020 08:00 - Súzan Benites


As descobertas científicas e a importância da ciência e da tecnologia entraram mais em voga com o problema sanitário enfrentado por todo o mundo. 

No combate à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), muitos se deram conta de que problemas cotidianos podem ser resolvidos cientificamente.

Em Campo Grande, universidades e fundações investem para que o conhecimento seja valorizado e traga resoluções de problemas do cotidiano. 

Equipes se concentraram nas projeções matemáticas para orientar a saúde pública, outras em recuperar equipamentos essenciais e até mesmo no desenvolvimento de medicamentos.

As descobertas, os equipamentos adquiridos e todos os investimentos realizados deixam, para professores e alunos, um legado para as gerações futuras. 

“A ciência é importante para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, e por meio dela e de vários estudos diversas doenças foram eliminadas ou controladas, mas em uma pandemia a importância se dá pela urgência de salvar vidas”, afirma Márcio de Araújo, diretor-presidente da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect).

O diretor ainda reforça que o melhor investimento é nas pessoas. 

“A ciência começa na base, como no Programa de Iniciação Científica Júnior (Pibic-Jr) em parceria com o CNPq e Fundect, no qual são concedidas 180 bolsas a estudantes de nível Fundamental, Médio e Técnico das escolas da rede pública de ensino, visando despertar a vocação científica e incentivar talentos potenciais entre estudantes”, considerou Araújo.

Investimentos

No pós-pandemia, o apoio a negócios e ideias inovadoras também é foco da Fundect. Segundo o diretor, serão disponibilizados em torno de R$ 3,6 milhões, por meio dos programas Centelha e Tecnova (Fundect e Finep) para novos projetos.

Araújo ainda destacou o investimento de R$ 7 milhões no Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) Bioinspiration Bioinspi, instalado no campus da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) na Capital. 

“O instituto já é referência internacional, com equipamentos de alta tecnologia, e envolve pesquisadores das áreas de computação, física, bioquímica e biologia que atuam com foco no desenvolvimento de medicamentos “inspirados” em moléculas. 

Na pandemia, esse investimento possibilitou a cooperação internacional para pesquisas para criação de fármaco para combater a Covid-19”, explicou.