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Notebooks já vendem mais que desktops

Notebooks já vendem mais que desktops

ESTADÃO

26/12/2010 - 14h05
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Este ano, pela primeira vez, a venda de computadores portáteis ultrapassou a de modelos de mesa no País. Isso tem trazido mudanças ao mercado. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), devem ser vendidos 7,15 milhões de notebooks este ano, comparados a 6,85 milhões de desktops.

"O mercado de desktops não vai acabar, mas não tem tendência alguma de crescimento", disse Ivair Rodrigues, diretor de Estudos de Mercado da IT Data e responsável pelos dados da Abinee. Em 2009, haviam sido comercializados 5,15 milhões de PCs portáteis e 6,85 milhões de computadores de mesa.

Um efeito claro dessa mudança de perfil do mercado brasileiro foi o fortalecimento dos grandes fabricantes, principalmente das empresas internacionais. "Os fabricantes menores ficaram numa situação complicada", afirmou Rodrigues.

Isso porque, no caso dos portáteis, as empresas normalmente importam kits, no lugar de trazer as peças em separado. Eles precisam ser comprados em quantidade maior, com pagamento à vista. "A empresa precisa de fluxo de caixa", explicou o diretor da IT Data. No caso dos desktops, normalmente as peças são compradas no Brasil, sendo algumas delas, como placas, gabinetes e discos rígidos, de fabricantes locais.

A nova configuração acabou concentrando o mercado, com os pequenos fabricantes praticamente restritos aos desktops. Ela também colocou pressão na Positivo Informática, maior fabricante brasileira de computadores, que se viu obrigada a competir com os gigantes mundiais num mercado de margens cada vez mais apertadas.

No terceiro trimestre, a Positivo registrou queda de 74,1% em seu lucro líquido, que somou R$ 15,3 milhões. A margem líquida da companhia diminuiu 6,7 pontos porcentuais, para 2,5%. As vendas da companhia caíram 1,3%, para 521,8 mil unidades.

Novos mercados. A Digitron, maior fabricante brasileira de placas-mãe para computadores, resolveu diversificar diante do novo cenário. A placa-mãe é a principal placa do PC, em que são conectados os outros componentes.

Em outubro, a empresa anunciou um acordo com a americana Western Digital para fabricar discos rígidos no Brasil, em sua fábrica de Manaus. O objetivo da Digitron é produzir 4 milhões de unidades em 12 meses.

A necessidade de diversificar vem da diferença da participação da empresa nos mercados de desktops e de notebooks. A Digitron fornece cerca de 40% das placas-mãe dos computadores de mesa produzidos no Brasil, segundo Sung un Song, presidente da empresa. Nos portáteis, a participação está abaixo de 10%. "As placas-mãe dos notebooks são diferentes para cada modelo", explicou Song.

Outra iniciativa para se tornar menos dependente do mercado de placas-mãe para desktops foi o início da produção do computador Cape7 230, sob a marca PCWare. Trata-se de um computador de baixo custo para o mercado corporativo, que mede somente 17 por 14 centímetros e pode ser encaixado atrás de um monitor de LCD. "Em janeiro ou fevereiro, vamos lançar um tablet", disse Song. O equipamento, que concorrerá com o iPad da Apple, usará o sistema operacional Android, do Google.

Alternativas. Para Luiz Mascarenhas, diretor de produtos de consumo da HP, o mercado de computadores de mesa continua "extremamente saudável", apesar do crescimento dos portáteis. "Existe espaço para as duas decisões de compra", disse Mascarenhas. "A venda maior de notebooks era algo que já estávamos esperando acontecer. É uma tendência natural."

O executivo contou que, por ter dois filhos pequenos, acabou comprando recentemente para a sua casa um modelo All-In-One (tudo em um), desktop em que o computador é integrado à tela. "Esse modelo de PC pode ser usado como o centro de entretenimento da casa", afirmou o executivo.

Muitos pais, além disso, preferem comprar um desktop para deixá-lo em lugar visível, e poder monitorar como os filhos menores usam o computador. Existem outros perfis de usuários que também preferem o desktop, como profissionais de arquitetura e editoração e aficionados por jogos.

Negócios

WhatsApp incrementa canais de envio de mensagem em massa com áudio e enquete

Os donos desses espaços de distribuição massiva de mensagens agora podem enviar áudios, enquetes e eleger até 16 administradores

17/01/2024 21h00

Os ajustes nos canais chegam ao público às vésperas de novo período de eleições no país. Divulgação

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O WhatsApp aumentou as opções para as pessoas que administram canais, segundo anúncio desta quarta-feira (17). A ferramenta permite envio unidirecional a milhares de usuários. 

Os donos desses espaços de distribuição massiva de mensagens agora podem enviar áudios, enquetes e eleger até 16 administradores. A atualização está disponível para todos os usuários a partir desta quarta (17).

A Meta —dona do WhatsApp— adiou a estreia desse recurso no Brasil, após o Ministério Público Federal ter recomendado, durante as eleições de 2022, à empresa esperar até o ano seguinte para o lançamento. A medida visava prevenir desinformação no contexto eleitoral.

Os ajustes nos canais chegam ao público às vésperas de novo período de eleições no país.

Nos canais, os criadores já podem distribuir links, textos, imagens e vídeos para um número ilimitado de participantes. O recurso concorre com ferramenta similar do Telegram.

Os novos recursos incluem:

1 - Mensagens de voz
2 - Enquetes
3 - Compartilhar cards no status (ferramenta análoga aos stories do Instagram) —para isso, basta manter uma atualização que você achar interessante pressionada, selecionar ‘encaminhar’ e depois a opção ‘meu status’

A Meta também lançou a opção de "Múltiplos Admins" para que os canais possam ter até 16 administradores para ajudar a gerenciar as atualizações.

O dono do Canal pode convidar qualquer um de seus contatos ou seguidores para se tornarem administradores. Depois que o convite é aceito, o novo administrador poderá gerenciar as informações do canal e criar, editar e excluir quaisquer atualizações.

Apenas os proprietários de um canal seguem com permissão para excluí-lo.
 

Telemarketing

Plataforma Não Me Perturbe fecha 2023 com 12 milhões de cadastros

Mecanismo bloqueia chamadas indesejadas de telemarketing

10/01/2024 22h00

O mecanismo, no entanto, não bloqueia ligações, por exemplo, de planos de saúde ou de redes varejistas. Arquivo/ Correio do Estado

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Mecanismo que permite o bloqueio de chamadas não desejadas de empresas, a plataforma Não Me Perturbe fechou 2023 com 12 milhões de números de telefone cadastrados. Isso representa crescimento de 974.902 de números em relação a 2022.

Segundo a Conexis Brasil Digital, que reúne as empresas de telecomunicações e de conectividade, o número de cadastros equivale a 4,3% da base de 280,5 milhões de telefones fixos e móveis existentes no Brasil.

Em operação desde julho de 2019, a plataforma permite que as pessoas bloqueiem chamadas de telemarketing vindas de empresas de telecomunicações e de oferta de crédito consignado. O mecanismo, no entanto, não bloqueia ligações, por exemplo, de planos de saúde ou de redes varejistas.

Quem quiser bloquear seus números de celular e telefone fixo para não receber ligações de telemarketing desses dois setores (telecomunicações e crédito consignado) deve fazer o cadastro diretamente no site Não Me Perturbe ou por meio dos Procons em todo o país. O bloqueio ocorre em até 30 dias após o cadastro no site.

A maior parte dos números bloqueados está no estado de São Paulo, com 5,52 milhões de números registrados. São Paulo também concentra a maior base de clientes do país, com 85 milhões de celulares e de telefones fixos. O Distrito Federal tem a maior proporção de telefones cadastrados na plataforma, com 8,2% da base de telefones fixos e móveis do DF.

Em operação desde julho de 2019, a plataforma Não Me Perturbe faz parte das medidas de autorregulação do setor para melhorar a relação com os consumidores. Desde então, o número de cadastrados cresceu ano a ano, mas só superou a marca de 10 milhões em 2022. Em outubro do ano passado, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o volume de queixas caiu 15,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

 

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