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SERRA DO AMOLAR

Instituto aposta em ecoturismo no Alto Pantanal para preservar bioma

A intensidade das queimadas em 2020 destruiu mais de 4,2 milhões de hectares; as regiões mais afetadas, agora recuperadas, são abertas para turistas
21/03/2021 11:37 - Gabrielle Tavares


Instituto Homem Pantaneiro (IHP) criou o programa Amolar Experience para receber turistas na Serra do Amolar, localizada na região do Alto Pantanal, nos estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Os recursos arrecadados serão usados para preservação do bioma, atingido fortemente pelas queimadas em 2020.

O Alto Pantanal é localizado entre as cidades de Corumbá, Poconé e Cáceres, e representa a maior área de conservação do bioma, com cerca de um milhão de hectares de áreas públicas e privadas.

As experiências acontecerão nas áreas da Reserva Particular do Patrimônio Nacional - RPPN Acurizal, com mais 13.665,00 hectares e a RPPN Eliezer Batista, com 13.323,44 hectares, em que as únicas atividades permitidas são pesquisa, educação ambiental e ecoturismo.

Ambos os núcleos ofertam unidades de hospedagem ao estilo lodge e acesso a trilhas, morros, mirantes, baías, corixos, e toda biodiversidade contida em suas áreas protegidas e conservadas. Em razão a pandemia, os passeios terão limite máximo de capacidade de 12 pessoas.

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O gestor de turismo do IHP, Luiz Ricardo Julião Rocha explica que Amolar Experience possibilita experiências em outras unidades ambientais e em áreas naturais não declaras unidades de conservação.

“Como visita ao Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense (PARNA), áreas que correm as águas cristalinas do Pantanal, até as comunidades locais: Amolar e Barra do São Lourenço”.

Fundado em 2002, o Instituto é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que atua na conservação e preservação do bioma Pantanal e da cultura local. Com sede em Corumbá, sua missão é “Preservar e recuperar o Pantanal”.

A intensidade das queimadas em 2020 destruiu mais de 4,2 milhões de hectares por causa da extrema seca que assolou o bioma. As partes mais afetadas foram, justamente, os municípios de Poconé, em Mato Grosso, e a Serra do Amolar, em Corumbá, onde agora serão abertos para o ecoturismo.