A primeira etapa da Ferrovia Estadual de Mato Grosso, batizada oficialmente de Senador Vicente Emílio Vuolo, começou a operar em fase de testes após ser inaugurada no último sábado (20). O projeto faz parte de uma parceria entre a Rumo e o Governo de Mato Grosso, e marca um dos maiores investimentos em infraestrutura logística do país, tendo como objetivo ampliar o escoamento de cargas ainda no segundo semestre de 2026.
A obra integra o Novo PAC e prevê, quando totalmente concluída, cerca de 743 quilômetros de trilhos até 2030. Nesta fase inicial, foram entregues 162 quilômetros de ferrovia, além de estruturas como pontes, viadutos e um terminal de cargas em Dom Aquino. O investimento da primeira etapa superou R$ 5 bilhões, com participação de R$ 2 bilhões do BNDES, dentro de um custo total estimado que pode chegar a R$ 15 bilhões.
Durante a inauguração, autoridades destacaram o impacto logístico da ferrovia para o estado, especialmente no transporte da produção agrícola. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) falou sobre o projeto. “Duas locomotivas puxam 2,5 quilômetros de trem, equivalentes a 300 bitrens nas estradas. Nós vamos evitar acidentes, melhorar a qualidade das estradas e da conservação”, afirmou.
Nova rodovia do Mato Grosso é construída com investimento bilionário
O traçado da ferrovia deve atravessar 16 municípios entre Rondonópolis e Lucas do Rio Verde, com um ramal previsto até Cuiabá. O projeto também será integrado à malha ferroviária da empresa, que já conta com cerca de 14 mil quilômetros de trilhos em nove estados brasileiros. A conexão com o terminal de Rondonópolis até Dom Aquino marca o início da operação assistida, etapa em que o sistema passa por ajustes antes da utilização comercial.
Um dos principais objetivos da ferrovia é criar um corredor eficiente para o transporte de grãos produzidos em Mato Grosso até o Porto de Santos, em São Paulo. O novo sistema também deve impactar diretamente a logística do agronegócio, reduzindo custos de frete, aumentando a capacidade de transporte e diminuindo emissões de poluentes em comparação ao modal rodoviário.