Mesmo em um momento de retração no mercado de máquinas agrícolas, a japonesa Yanmar segue ampliando investimentos no Brasil e já se aproxima da marca de R$ 1 bilhão em faturamento anual. A fabricante iniciou oficialmente as obras de sua nova fábrica em Indaiatuba, no interior de São Paulo, em um projeto de R$ 280 milhões que deve fortalecer sua presença no setor de tratores agrícolas e ampliar a capacidade produtiva no país.
A nova unidade começou a sair do papel nesta semana após a obtenção das licenças necessárias. Inicialmente, o cronograma previa a conclusão total em 2030, mas a empresa trabalha para acelerar as obras e antecipar a entrega da segunda fase do empreendimento. A expectativa é de que toda a estrutura esteja pronta até 2029, reunindo produção, distribuição, áreas administrativas e operações comerciais em um único complexo.
Segundo Gilberto Saito, presidente da Yanmar na América do Sul, a fábrica atual opera próxima do limite de sua capacidade. Com a expansão, a companhia pretende modernizar processos, aumentar a automação e melhorar a eficiência operacional. O projeto também permitirá elevar a produção de tratores e criar condições para futuras exportações a mercados sul-americanos.
Empresa japonesa de tratores amplia investimentos no Brasil
A estratégia vem sendo sustentada pelo desempenho da empresa em nichos específicos do agronegócio. A Yanmar concentra suas vendas em tratores de menor potência, muito utilizados por pequenos e médios produtores, principalmente nas cadeias de café e hortifrúti. Mesmo diante das dificuldades enfrentadas pelo setor agrícola, a fabricante registrou crescimento de 3% em 2025.
Para 2026, a companhia projeta estabilidade com possibilidade de expansão de até 5% nas vendas. Além do avanço no segmento agrícola, a empresa aposta na ampliação do portfólio e no fortalecimento da rede de concessionárias e assistência técnica para enfrentar a crescente concorrência das fabricantes chinesas. Atualmente, a Yanmar figura entre as principais marcas do setor e trabalha para manter participação entre 10% e 12% do mercado brasileiro de tratores.