A pausa para hidratação virou regra em todos os jogos desta Copa do Mundo, independentemente das condições climáticas. Seja sob o calor intenso de Nova Jersey ou em estádios climatizados como o de Dallas, a interrupção de três minutos em cada tempo passou a fazer parte do protocolo obrigatório da Fifa. Só que, em campo, a medida divide opiniões.
Parte dos torcedores demonstra incômodo com a quebra de ritmo das partidas, enquanto alguns jogadores e treinadores criticam a interferência no fluxo do jogo. Por outro lado, há profissionais do futebol que consideram a parada útil, especialmente para ajustes táticos rápidos e recuperação física dos atletas. Fato é que a Fifa ainda avalia se vai seguir adotando a medida.

As pausas também se tornaram um novo espaço comercial dentro das transmissões e dos estádios, ampliando oportunidades de publicidade durante os jogos. Em alguns locais, inclusive, o momento é associado a ações de marketing, como venda de bebidas, com preços que chegam ao equivalente a R$ 90 em arenas do torneio.
FIFA ainda não sabe se medida vai valer para a Copa do Mundo de 2027
A Fifa anunciou a implementação da regra ainda em dezembro e, até o momento, não há previsão de fazer uma revisão para esta edição do Mundial. Para os próximos torneios, como a Copa do Mundo feminina de 2027, que será realizada no Brasil, a entidade pode fazer ajustes na aplicação da medida com base na experiência atual.
“Vamos tomar decisões com base na experiência desta Copa. Talvez o treinador possa corrigir alguns erros durante a parada. Os jogadores podem descansar um pouco e voltar a toda velocidade. Isso é necessariamente ruim? Talvez seja bom”, disse o presidente da Fifa, Gianni Infantino, em entrevista à agência AP.