A indústria da construção civil começou a adotar uma tecnologia que promete reduzir custos de manutenção em prédios, pontes e túneis. Conhecido como cimento vivo, o material utiliza bactérias capazes de fechar rachaduras sem intervenção humana. A novidade vem despertando interesse de construtoras em diferentes países.
O concreto especial incorpora microrganismos e cápsulas nutritivas em sua composição. Quando fissuras surgem na estrutura, a entrada de umidade ativa as bactérias presentes no material. A partir desse processo, ocorre a produção natural de calcário responsável por selar as rachaduras internas.
Tecnologia utiliza bactérias para regeneração
Os estudos mais conhecidos sobre o tema foram desenvolvidos pela Delft University of Technology. Os pesquisadores utilizaram bactérias das espécies Bacillus pseudofirmus e Bacillus cohnii para criar o sistema de autorregeneração. Os microrganismos permanecem inativos até encontrarem água e oxigênio dentro do concreto.
O mecanismo funciona por meio da chamada biomineralização. Nesse processo, as bactérias metabolizam lactato de cálcio e geram calcário capaz de preencher pequenas fissuras automaticamente. A tecnologia ajuda a impedir infiltrações e reduz danos causados pela corrosão das estruturas metálicas internas.
Construtoras apostam em maior durabilidade
Apesar do custo inicial mais elevado, empresas do setor avaliam que o cimento biológico pode reduzir gastos futuros com reparos e inspeções. O material já vem sendo utilizado em obras expostas a alta umidade, como fundações profundas e túneis subterrâneos. A expectativa é ampliar gradualmente o uso em grandes projetos urbanos.
Outro ponto destacado por especialistas envolve o impacto ambiental da inovação. Estruturas mais duráveis exigem menos reformas e menor consumo de novos materiais ao longo do tempo. Com isso, a tecnologia também pode colaborar para reduzir emissões de carbono ligadas à construção civil e aumentar a vida útil das edificações modernas.
